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Pix transformou economia e tornou-se indispensável, avaliam setores de MS

Modalidade de pagamento isenta de taxas para pessoas físicas é alvo de investigação dos EUA, sob o comando de Donald Trump

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19 de julho de 2025

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Idaicy Solano

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Alvo de investigação do presidente norte-americano Donald Trump, o Pix, ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil, é fortemente defendido pelo setor comercial de , que cita a ferramenta como um instrumento indispensável para o varejo no Estado. 

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos foi citado em um processo aberto pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), que investiga o país por supostamente adotar ‘práticas desleais’ em serviços de pagamentos eletrônicos. O documento foi divulgado na última terça-feira (15). 

Conforme a presidente da FCDL/MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul), Inês Santiago, desde sua implementação, em 2020, o Pix transformou como o comércio se relaciona com os meios de pagamento, garantindo agilidade nas transações, redução de custos operacionais e mais segurança no recebimento. 

“Para o pequeno lojista, sobretudo, o Pix eliminou etapas burocráticas, facilitou o controle financeiro diário e aumentou a competitividade. A aceitação dessa ferramenta pelo consumidor também é ampla, tornando sua presença no setor praticamente obrigatória. Trata-se de um recurso que fortalece a economia local, promove inclusão financeira em todas as regiões do Estado e contribui para a modernização do ambiente de negócios brasileiro”, pontua Santiago. 

A presidente cita que a Federação reconhece o sistema de pagamentos instantâneos uma conquista do Brasil, adotada massivamente pelos consumidores e pelo setor produtivo. Além disso, ela avalia que uma eventual invalidação ou restrição do uso do Pix impactaria diretamente a dinâmica de vendas, o fluxo de caixa dos empresários e a confiança do consumidor. 

“Defendemos que o Pix seja tratado como infraestrutura essencial, com ampla proteção jurídica e institucional, blindada contra pressões externas que possam comprometer seu funcionamento. Eventuais ameaças à sua estabilidade, sobretudo vindas de contextos políticos ou externos, colocam em risco um dos pilares de modernização do comércio nacional. O Brasil é um Estado soberano, com plena autonomia para definir e conduzir sua política financeira interna”, conclui. 

Flexibilidade e inovação no setor rural 

Conforme observa o analista de economia do Departamento Técnico da Famasul (Federação da Agricultura e  de Mato Grosso do Sul), Jean Carlos da Silva Américo, assim como em outras atividades econômicas, o Pix passou a fazer parte da rotina financeira de quem atua no campo. 

“O produtor rural utiliza a ferramenta de acordo com suas necessidades operacionais, estrutura de gestão e nível de acesso à tecnologia, o que varia entre pequenas, médias e grandes propriedades”, destaca.

No meio rural, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos costuma ser utilizado para transações do dia a dia, como compras de insumos, despesas com fornecedores locais, contratação de serviços, transporte de cargas, pequenos reparos e remuneração de mão de obra eventual. 

Já no que diz respeito a transações de grandes valores, ou ligadas ao comércio exterior, o setor segue utilizando os modelos de operações tradicionais, como contratos bancários, operações de câmbio e outros mecanismos específicos de liquidação, que atendem às exigências formais e regulatórias dessas transações, conforme explica Américo. 

“O principal benefício do Pix é a agilidade para fazer transferências a qualquer hora, o que facilita pagamentos imediatos, elimina burocracias de horário bancário e reduz a circulação de dinheiro vivo. Esses mesmos benefícios são percebidos no meio rural, onde é comum haver pagamentos a fornecedores, pequenos prestadores de serviços e funcionários fora do horário comercial ou em localidades mais distantes dos centros urbanos”, exemplifica.

Em relação aos possíveis impactos que possam surgir diante da investigação aberta pelo governo norte-americano, Américo cita possíveis mudanças de regras ou restrições no funcionamento do Pix. No entanto, reforça que qualquer ajuste costuma seguir as diretrizes gerais do mercado financeiro, e que os reflexos para o agro ocorrem de forma semelhante a outros setores. “Apesar dessas possibilidades, o cenário ainda exige cautela e acompanhamento das definições”.

Associação Comercial destaca Pix como ferramenta de inovação

O vice-presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Omar Aukar, declara que a Associação não acredita que a investigação por parte do governo norte-americano vá gerar algum impacto sobre a utilização do Pix no Brasil, e nem deva interferir nas atuais discussões sobre a imposição de tarifas ao Brasil.

“Apesar de o Pix ter trazido prejuízos aos bancos e operadoras de cartão de crédito que deixaram de faturar pela gratuidade desse serviço, ele é um sistema de pagamento fruto de uma evolução tecnológica e que se tornou muito importante para o setor empresarial e para os consumidores”, comenta.

Além disso, Aukar destaca que a modalidade oferece vantagens como pagamentos rápidos, redução de custos, maior segurança, melhoria da gestão financeira, e seu sucesso de adesão atrai olhares para além das fronteiras. “Vale lembrar que a ferramenta de pagamento instantâneo criada pelo Banco Central tem despertado o interesse de outros países também, comprovando seu poder de inovação”, conclui. 

Em Mato Grosso do Sul, 54% dos clientes de micro e pequenos empreendedores utilizam o Pix como principal meio de pagamento, de acordo com dados mais recentes levantados na pesquisa “Pulso dos Pequenos Negócios”, elaborada pelo Sebrae/MS em parceria com o  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O levantamento também colocou o Estado como líder no ranking nacional no uso do Pix como forma para aquisição de produtos e contratação de serviços no ano de 2023. Foi constatado também que 14% dos consumidores preferem o cartão de crédito, e 9% optam pelo cartão de débito.

Por que o Pix virou alvo do governo dos EUA? 

Conforme o relatório preliminar da USTR, o governo norte-americano acusa o Brasil de adotar ‘práticas desleais’ em serviços de pagamentos eletrônicos. Apesar do documento não citar especificamente o Pix, uma das linhas de investigação aborda ‘serviços de comércio digital e pagamento eletrônico’, incluindo serviços do governo, sendo que a modalidade representa o único sistema da instituição voltado a esta finalidade. 

O documento ainda inclui outros tópicos de investigação, como: pirataria, em que faz menção à Rua 25 de Março, um dos maiores centros comerciais da cidade de São Paulo (SP); tarifas protegidas sobre produtos norte-americanos (como o etanol); corrupção, desmatamento; e restrições à transferência nacional de dados. 

A principal motivação para colocar o Pix na ‘berlinda’, está em uma suposta vantagem concedida pelo governo brasileiro ao modelo de transação. Conforme justifica a USTR, a modalidade teria sido estruturada com intuito de beneficiar serviços locais, causando prejuízos a soluções de pagamento oferecidas por empresas norte-americanas.  

Dessa forma, o governo norte-americano alega estar sendo prejudicado pelo caráter gratuito, instantâneo e massivo do Pix, ocasionando uma mudança estrutural no setor de pagamentos, reduzindo receitas de operadoras de cartão, como Visa e Mastercard, e de sistemas privados que cobram taxas.

A reportagem procurou o Banco Central, bem como a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), para solicitar um posicionamento referente à investigação por parte do governo norte-americano, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. 

Economia

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

20 de maio de 2026

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

 

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.

Programa alcança 19,08 milhões de famílias

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.

Adicionais ampliam o valor do benefício

O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.

No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.

Pagamento unificado em 217 cidades

Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.

Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.

Regra de proteção atende 2,26 milhões de famílias

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.

Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.

Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.

Economia

INSS envia alerta no WhatsApp para prova de vida

Notificação vale só para quem não foi localizado no sistema

INSS envia alerta no WhatsApp para prova de vida

18 de maio de 2026

INSS envia alerta no WhatsApp para prova de vida

 

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Os aposentados, pensionistas e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que precisam regularizar a prova de vida começaram a receber notificações pelo WhatsApp. O aviso é destinado apenas às pessoas que não tiveram dados recentes localizados pelos sistemas automáticos do governo. A mensagem é enviada pela conta oficial “Governo do Brasil”, identificada com selo azul de verificação, e também aparece na caixa postal do aplicativo Gov.br.

A prova de vida é um procedimento usado para confirmar que o beneficiário continua vivo e, assim, evitar fraudes e pagamentos indevidos. Desde 2022, o processo passou a ser feito automaticamente pelo cruzamento de informações em bases oficiais do governo, sem necessidade de comparecimento anual ao banco ou ao INSS para a maioria dos segurados.

Na prática, o sistema verifica se o cidadão realizou alguma movimentação recente, como vacinação, emissão de documentos, votação em eleições, renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou atendimento em órgãos públicos. Quando o governo não encontra nenhuma dessas informações atualizadas, o beneficiário é convocado para fazer a comprovação manualmente.

Quem precisa

A atualização deve ser feita apenas por aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração que receberam aviso oficial do governo. Quem não recebeu mensagem no WhatsApp, notificação no aplicativo Gov.br ou alerta no extrato bancário não precisa tomar nenhuma providência.

Segundo o INSS, os beneficiários convocados têm prazo para regularizar a situação e evitar problemas futuros no pagamento do benefício.

Como fazer

A prova de vida pode ser realizada das seguintes formas:

* Pelo aplicativo Meu INSS, para usuários com conta prata ou ouro no portal Gov.br;

* Pelo aplicativo Gov.br, com reconhecimento facial;

* No banco onde o beneficiário recebe aposentadoria, pensão ou auxílio;

* Pelo aplicativo da instituição financeira, nos bancos que oferecem biometria facial;

* Presencialmente na agência bancária responsável pelo pagamento.

No aplicativo Gov.br, o usuário deve acessar a opção “Prova de Vida”, verificar a pendência e seguir as orientações para validação facial.

Como consultar

O beneficiário pode verificar se a situação está regularizada pelos seguintes canais:

• Site ou aplicativo Meu INSS, na área “Prova de Vida”;

• Central 135, com atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h;

• Extrato bancário do benefício, onde pode aparecer aviso de pendência;

• Caixa postal do aplicativo Gov.br.

Se a prova de vida estiver em dia, o sistema mostrará a data da última atualização cadastral.

Alerta de golpes

O governo federal reforçou o alerta para tentativas de fraude envolvendo a prova de vida. Segundo o INSS, as mensagens oficiais não enviam links externos, não pedem senhas, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), endereço ou dados bancários e nunca solicitam pagamentos por Pix ou qualquer outra forma.

O órgão também orienta os beneficiários a desconfiarem de mensagens recebidas fora dos canais oficiais e lembra que o INSS não envia servidores à casa dos segurados para recolher documentos ou realizar o procedimento.

A recomendação é utilizar apenas o aplicativo Gov.br e o Meu INSS ou contatar o banco responsável pelo pagamento do benefício e Central 135 para consultar informações e regularizar a situação cadastral.