quinta, 04 de junho, 2026
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A crise envolvendo a JBS e Michel Temer causou tensão no mercado. A Bolsa de São Paulo registrou queda de mais de 8% no Índice Bovespa nesta quinta-feira, 18, o que resultou em prejuízo para os investidores.
Apesar da forte retração, especialistas recomendam cautela, principalmente antes de liquidar um investimento. “Ainda não há uma tendência para os preços dos ativos”, diz a professora de Finanças do Insper Juliana Inhasz, que espera uma definição mais clara na próxima semana.
Diante de eventos que causam apreensão e incerteza no mercado, a tendência é que os preços fiquem instáveis em um primeiro momento e depois sigam determinada direção. Caso o investidor liquide suas aplicações nesse primeiro momento, pode amargar a subida dos preços logo na sequência ou então não encontrar opções de aplicações que lhe deem o retorno desejado. Christian Lupinacci, do Portal do Trader, sugere calma por parte do aplicador. “Melhor um prejuízo de 10% do que outro de 30%”, afirma.
Professor de Finanças da Fecap, Eduardo Contani diz que a reação dos mercados ontem pode ter sido exagerada. Ele espera que as perdas sejam revertidas nos próximos dias, ainda que os preços não voltem ao patamar anterior.
A recomendação geral é que o investidor que pretende aplicar recursos em algum ativo busque títulos de renda fixa de prazo mais longo ou fundos cuja carteira seja composta por eles.
Alexandre Cabral, professor de finanças da FIA, recomenda o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Tesouro Selic (título pós-fixado, cuja rentabilidade segue a variação da taxa de juros básica da economia) e Tesouro IPCA (título que tem a rentabilidade composta por uma taxa predefinida no momento da compra mais a variação da inflação).
“Até R$ 5 mil, o investimento ideal para curto prazo, entre um e dois anos, é o Tesouro Selic. Para o médio prazo, entre cinco e seis anos, é CDB de banco. E para longo prazo, com retirada em 2030, 2040, o ideal é Tesouro IPCA. Quem tem mais de R$ 5 mil, deveria investir em CDB de banco para curto e médio prazo e Tesouro IPCA no longo”, afirma o professor.
No entanto, o investimento em títulos pré-fixados deve ser encarada com cautela, já que ainda não existe uma certeza sobre o que vai acontecer com a taxa de juros.
“Temos uma perspectiva com o mercado futuro, mas pode ser que ele não se concretize”, destaca Christian Lupinacci. “Ainda não podemos afirmar se é melhor apostar em investimentos pré-fixado ou pós-fixado”, diz.
Pensar no longo prazo também vale para ações e a recomendação é que o investidor busque papéis que oscilem menos. “Para essas ações, mesmo que o mundo desabe, sua variação é bem menor do que a média. E mesmo quando o mercado sobe, a ação sobe menos que a média. Os investidores que possuem esse tipo de aplicação em sua carteira acabam tendo uma perda menor”, explica Contani, da Fecap.
Economia
Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula
4 de junho de 2026
Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.
A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.
Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.
Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.
Economia
Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.
20 de maio de 2026
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.
Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.
O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.
No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.
Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.
Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.
A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.
Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.
Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.