quinta, 04 de junho, 2026
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A seca nas principais regiões produtoras do Brasil central dá condições para o milho e café registrarem novas altas mesmo com dólar caindo
Boi: mercado tem continuidade do movimento de queda
Milho: sem chuvas, preços seguem em alta
Soja: saca recua no Brasil seguindo dólar
Café: arábica sobe quase 10% em dois dias em Nova York
No exterior: pedidos de seguro-desemprego nos EUA têm melhor resultado da pandemia
No Brasil: dólar cai abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde janeiro
Agenda:
Brasil: IGP-DI de abril (FGV)
Brasil: dados das lavouras do Mato Grosso (Imea)
EUA: criação de empregos e taxa de desemprego em abril
Boi: mercado tem continuidade do movimento de queda
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o movimento de queda da arroba no curto prazo no mercado físico brasileiro de boi gordo continua com a melhora da oferta. Apesar da força da demanda doméstica com a nova rodada do auxílio emergencial e com a data comemorativa do Dia das Mães, o aumento da oferta segue de boiadas pressionando os preços. Em São Paulo, a arroba ficou cotada a R$ 307/308 em comparação a R$ 308 no dia anterior.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 seguiram em queda e o vencimento para outubro foi à mínima em 15 dias. O vencimento para maio passou de R$ 303,90 para R$ 303,85, o para junho foi de R$ 308,40 para R$ 307,75 e o para outubro foi de R$ 330,50 para R$ 328,70 por arroba.
Milho: sem chuvas, preços seguem em alta
O mercado brasileiro de milho teve mais um dia de preços em alta refletindo o cenário de falta de chuvas, segundo a consultoria Safras & Mercado. Com o clima seco, o produtor segue retendo a oferta e pressiona ainda mais as cotações. Em Cascavel (PR), a saca subiu para R$ 106, e em Campinas (SP), ficou em R$ 104.
Em Chicago, o rally de alta continuou firme e alcançou o sexto dia consecutivo de valorização, sendo que no período, os preços avançaram 11,58%. O vencimento para julho subiu 1,44% na comparação diária e fechou cotado a US$ 7,186 por bushel.
Soja: saca recua no Brasil seguindo dólar
O indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), teve um dia de preços mais baixos. A cotação variou -1,03% em relação ao dia anterior e passou de R$ 180,37 para R$ 178,51 por saca. Desse modo, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 15,99%. Em 12 meses, os preços alcançaram 65,5% de valorização.
Em Chicago, por outro lado, os contratos futuros da soja tiveram mais um dia de alta, alcançando o terceiro consecutivo com valorização. O cenário de apreensão com o clima nos Estados Unidos e de demanda firme impacta os preços. O vencimento para julho teve uma valorização de 1,76% e ficou cotado a US$ 15,694 por bushel.
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Café: arábica sobe quase 10% em dois dias em Nova York
Os contratos futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York alcançaram 9,94% de alta acumulada nos últimos dois dias. O clima seco no Brasil é o grande fator que impulsiona as cotações nas bolsas. O contrato com vencimento para julho subiu 2,97% na passagem do dia e ficou cotado a US$ 1,543 por libra-peso.
O indicador do café arábica do Cepea, calculado com base nos preços praticados em Minas Gerais, São Paulo e Paraná, acompanhou Nova York e teve mais um dia de alta expressiva. A cotação variou 1,81% em relação ao dia anterior e passou de R$ 813,32 para R$ 828,03 por saca. Dessa forma, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 36,48%. Em 12 meses, os preços alcançaram 41,15% de valorização.
No exterior: pedidos de seguro-desemprego nos EUA têm melhor resultado da pandemia
Os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos tiveram o melhor resultado desde o início da pandemia do novo coronavírus. As requisições somaram 498 mil, ficando abaixo de 500 mil pela primeira vez desde que o mercado de trabalho começou a ser afetado pela pandemia. O resultado também ficou melhor que o projetado pelo mercado.
Hoje, serão divulgados os dados finais de emprego nos Estados Unidos em abril com criação de vagas e a taxa de desemprego. Essas informações são acompanhadas bem de perto pelos investidores para monitorar a recuperação da atividade econômica no país.
No Brasil: dólar cai abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde janeiro
O dólar comercial recuou 1,62% e fechou o dia cotado a R$ 5,2728. Foi a primeira vez desde o dia 14 de janeiro que a moeda norte-americana ficou cotada abaixo de R$ 5,30. A melhora da situação política em relação ao fiscal, o ajuste do Banco Central nos juros, a queda do dólar no exterior e o avanço dos preços das commodities metálicas e agrícolas impulsionam a valorização do real.
O índice Ibovespa fechou em leve alta de 0,3%, a 119.920 pontos. O avanço das ações não tem acompanhado o bom desempenho recente da moeda brasileira. Apesar dos bons resultados corporativos no geral divulgados nos últimos dias, o mercado de ações teve recuperação anterior ao câmbio e por isso há uma resistência para romper com mais força os 120 mil pontos e ir além disso de maneira sustentada.
Economia
Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula
4 de junho de 2026
Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.
A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.
Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.
Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.
Economia
Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.
20 de maio de 2026
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.
Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.
O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.
No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.
Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.
Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.
A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.
Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.
Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.