sábado, 25 de julho, 2026
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Mesmo com uma projeção menor do que no ano anterior, Coxim permanece entre as cidades sul-mato-grossenses que devem lucrar com as festas de fim de ano, impulsionando o comércio, o setor de serviços e as confraternizações familiares. A estimativa faz parte da Pesquisa de Intenção de Consumo para o Natal e Ano Novo 2025, divulgada pela Fecomércio-MS (IPF-MS) em parceria com o Sebrae/MS.
O estudo aponta que as comemorações de 2025 devem movimentar R$ 824 milhões em Mato Grosso do Sul. Embora o consumidor esteja mais cauteloso, tradicionalmente as festas elevam o fluxo no comércio, movimentam supermercados e reforçam o turismo interno — e Coxim está inserida nesse cenário.
Segundo o levantamento, Coxim deve movimentar R$ 3.917.205 somente com gastos relacionados ao Natal e ao Ano Novo.
Em 2024, a projeção havia sido de R$ 6.598.087, uma diferença que reflete:
orçamento mais apertado das famílias;
inflação acumulada ao longo do ano;
priorização de despesas do início de 2026;
mudança no comportamento de consumo em MS.
Ainda assim, o montante coloca Coxim entre os municípios de médio porte com maior impacto econômico no período festivo — ao lado de cidades como Bonito e Ponta Porã.
| Município | 2025 | 2024 |
|---|---|---|
| Bonito | R$ 3.136.447 | R$ 3.215.287 |
| Campo Grande | R$ 112.947.001 | R$ 111.109.532 |
| Corumbá/Ladário | R$ 14.316.182 | R$ 19.288.448 |
| Coxim | R$ 3.917.205 | R$ 6.598.087 |
| Dourados | R$ 33.329.951 | R$ 31.416.876 |
| Ponta Porã | R$ 11.624.970 | R$ 12.443.423 |
| Três Lagoas | R$ 18.457.574 | R$ 25.383.530 |
| Municípios pesquisados | R$ 199.926.105 | R$ 235.445.468 |
| MS | R$ 354.655.408 |
R$ 434.017.343
|
A queda aparece em quase todos os municípios pesquisados, reforçando que o cenário de contenção é estadual e não isolado.
A pesquisa revela que:
69% dos sul-mato-grossenses pretendem comprar presentes,
mas o ticket médio deve cair para R$ 217,36.
Os itens mais procurados incluem:
brinquedos,
roupas,
eletrônicos,
perfumes e cosméticos.
Para quem não vai presentear, os principais motivos são falta de dinheiro, medo de endividamento e incertezas econômicas.
Nas comemorações de Natal, 78% vão celebrar, com gasto médio previsto de R$ 206,35, reforçando o perfil familiar das festas na região Norte, com reuniões em casa e refeições preparadas para parentes e amigos próximos.
Para o Ano Novo:
80% dos entrevistados afirmam que irão comemorar;
gasto médio: R$ 294,19, principalmente com alimentação, bebidas e confraternizações;
32% pretendem viajar, sendo que
20% viajam apenas no Ano Novo,
7% apenas no Natal,
5% nas duas datas;
64% das viagens serão dentro do próprio Estado, beneficiando cidades turísticas e com atrativos naturais, como Coxim.
Na região Norte, ranchos, chácaras, beiras de rio e passeios de pesca devem movimentar hospedagens, mercados e serviços.
Entre os entrevistados que receberão o 13º salário:
22% pretendem guardar ou poupar;
17% usarão para pagar contas de início de ano;
somente 11% devem usar o valor diretamente em festas.
Esse comportamento explica parte da retração na projeção geral, mas não impede que o comércio aproveite oportunidades.
Mesmo com projeções menores, os fatores que favorecem o lucro no comércio local incluem:
grande circulação de moradores da região Norte fazendo compras de última hora;
busca por roupas, brinquedos e presentes em lojas físicas no centro;
aumento no giro dos supermercados;
maior procura por serviços de alimentação, lanchonetes e conveniências;
turismo interno e visitas de familiares vindos de outras cidades.
Segundo o Sebrae/MS, qualidade dos produtos e condições de pagamento à vista serão decisivas.
Além disso, 45% dos consumidores pretendem presentear filhos, o que favorece especialmente lojas de roupas infantis e de brinquedos.
Embora a projeção financeira para 2025 seja menor que a do ano anterior, Coxim segue entre as cidades que devem lucrar com as festas de fim de ano, mantida pelo comportamento tradicional de confraternização, pelas compras essenciais, pelo turismo regional e pelo fortalecimento da economia local.
O cenário é de cautela, mas também de oportunidades para quem se prepara, oferece qualidade e cria boas experiências de compra.
Maikon Leal
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.
Economia
Concurso 3.035 foi sorteado em São Paulo; em Mato Grosso do Sul, 54 apostas acertaram a quadra em 26 municípios.
24 de julho de 2026
Uma aposta registrada em Bonito acertou cinco das seis dezenas da Mega-Sena e ganhou R$ 41.401,04 no concurso 3.035, sorteado em São Paulo na noite de quinta-feira (23). Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou e pode chegar a R$ 70 milhões no próximo sorteio, previsto para domingo.
Os números sorteados foram 5, 7, 17, 51, 56 e 59. Em todo o país, 49 apostas acertaram a quina, com prêmio de R$ 41.401,04 para cada bilhete.
A Caixa Econômica Federal (CEF) também registrou 4.056 apostas com quatro acertos, com prêmios a partir de R$ 824,44.
Em Mato Grosso do Sul, 54 apostas acertaram a quadra em 26 municípios, somando R$ 54.412,46 em prêmios. Campo Grande e Dourados tiveram nove bilhetes premiados cada.
Coxim, Ponta Porã e Três Lagoas registraram três apostas vencedoras por cidade. Amambai, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Mundo Novo, Sidrolândia e Sonora tiveram duas quadras por município.
Também houve registros com uma quadra em Anastácio, Bonito, Caarapó, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Fátima do Sul, Iguatemi e Jardim. A relação inclui ainda Ladário, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste.
A maioria das apostas com quatro acertos recebeu R$ 824,44. Seis registros feitos com sete números ou por meio de bolões renderam entre R$ 2.473,12 e R$ 2.473,32.
Segundo os dados do concurso, o valor acumulado chegou a R$ 61.587.911,42. Parte dos bilhetes foi registrada por canais eletrônicos e pelo internet banking da CEF, além de apostas feitas em casas lotéricas.