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Balanço da Petrobras não terá aval de auditoria

Petrobras divulgará balanço do 3º tri em janeiro para evitar credores

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30 de dezembro de 2014

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Uol

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A Petrobras, no centro de um escândalo de corrupção, divulgará em janeiro do próximo ano o balanço do terceiro trimestre de 2014, sem o relatório do auditor externo, para tentar evitar a cobrança antecipada de dívida por credores.

A estatal adiou a publicação de seu resultado trimestral, que deveria ter sido apresentado até a metade de novembro, devido às investigações relacionadas à operação Lava Jato, da Polícia Federal. As investigações revelaram um esquema de obras superfaturadas da petroleira, que supostamente beneficiou empregados e ex-funcionários, políticos e executivos de empreiteiras.

"Com esse prazo, a companhia estará atendendo suas obrigações dentro do tempo estabelecido pelos seus contratos financeiros, considerados os períodos de tolerância contratuais aplicáveis, e de modo a evitar o vencimento antecipado da dívida pelos credores", afirmou a estatal em comunicado na noite de segunda-feira (29).

Mais cedo na segunda-feira, a agência de notícias Reuters publicou que a Petrobras poderá entrar em default técnico, ou seja, declarar calote, em algumas de suas dívidas externas a partir desta terça-feira (30), se credores aderirem a uma campanha para forçá-la a acelerar as possíveis baixas contábeis devido ao escândalo de corrupção.

A campanha, que está sendo conduzida pelo fundo Aurelius Capital, sediado em Nova York, aplica-se a títulos de dívida da Petrobras regidos pela lei dos Estados Unidos, no Estado de Nova York. O Aurelius, um fundo "abutre" ou de "dívida desvalorizada", está pedindo a investidores que coloquem a empresa em default como "medida de precaução", segundo uma carta de 29 de dezembro vista pela Reuters.

Sob os termos desses títulos, a Petrobras é obrigada a fornecer as demonstrações financeiras do terceiro trimestre no prazo de 90 dias após o fim do trimestre. O prazo vence nesta segunda-feira (29).

Para a declaração de default ter efeito em qualquer um dos mais de 20 títulos da Petrobras governados pela lei norte-americana, investidores que detenham pelo menos 25% de qualquer série dos bônus precisam requerer a declaração de default.

A Petrobras não especificou sobre quais bônus de dívida se aplica o prazo de janeiro para divulgação de seu resultado do trimestre encerrado em setembro último, nem mencionou se o comunicado era uma resposta ao fundo Aurelius.

O Aurelius foi um dos principais investidores de um grupo que se recusou a aceitar a reestruturação da dívida com a Argentina, levando o país aos tribunais.

A Petrobras, que inicialmente planejava apresentar resultados no início de novembro, já tinha prorrogado o prazo de divulgação para 31 de janeiro, após novas acusações de corrupção virem à tona, dizendo que tinha um acordo de investidores, mas não dando quaisquer detalhes.

"Acreditamos que os detentores de obrigações devem imediatamente tomar a precaução prudente de dar uma notificação formal de default", escreveu a diretora-gerente da Aurelius, Eleanor Chan. "Embora um mero aviso de inadimplência não deva provocar uma crise, os credores não podem evitar uma crise apenas enterrando a cabeça na areia e aceitando garantias da Petrobras como uma certeza."

Poucos têm sugerido que a Petrobras não será capaz de pagar as suas dívidas no curto ou médio prazo. A empresa tem enormes recursos de petróleo e o apoio do governo brasileiro.

Um aviso de default exigiria que a Petrobras forneça demonstrações financeiras até o início de março ou enfrente pedidos de reembolso antecipado da dívida.

Mesmo que as questões não cheguem a esse estágio, uma declaração de default aumentaria a pressão sobre a Petrobras para negociar com os detentores de bônus e chegar a uma contabilidade crível dos custos do escândalo de corrupção, um acerto de contas que a Petrobras e a própria presidente da estatal, Maria das Graças Foster, disseram que poderia levar meses.

"Se a Petrobras divulgar suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre até o início de março, o default será curado", disse o fundo Aurelius. "Se a Petrobras não divulgar seus dados financeiros do terceiro trimestre até o início de março, as causas subjacentes do atraso podem ser consideravelmente piores do que acreditamos hoje."

No comunicado desta segunda, a Petrobras reiterou que está revisando seu planejamento para 2015, implementando "uma série de ações voltadas para a preservação do caixa, de forma a viabilizar seus investimentos sem a necessidade de efetuar novas captações" de recursos.

A empresa está antecipando recebíveis, reduzindo o ritmo dos investimentos, revisando estratégias de preços de produtos e diminuindo custos operacionais em atividades ainda não alcançadas por programas estruturantes.

"A Petrobras reafirma que está empenhada em divulgar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre revisadas pelo auditor externo PricewaterhouseCoopers assim que possível", completou a empresa.

Economia

Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula

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4 de junho de 2026

Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula

 

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Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.

Premiações em Mato Grosso do Sul

A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.

Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.

Dezenas sorteadas e acúmulo

Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.

Economia

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

20 de maio de 2026

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.

Programa alcança 19,08 milhões de famílias

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.

Adicionais ampliam o valor do benefício

O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.

No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.

Pagamento unificado em 217 cidades

Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.

Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.

Regra de proteção atende 2,26 milhões de famílias

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.

Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.

Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.