sábado, 25 de julho, 2026
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Criatividade
Uma faca sem fio e um pé de banana foram o ponto de partida para que a cabeleireira e artesã Marilza Silva, de Campo Grande, descobrisse um produto que transformou sua vida: apliques capilares produzidos com fibras extraídas da bananeira.
29 de novembro de 2025
Ninfa Eugênia*, g1 MS
Créditos Vídeo: Fala Brasil (https://www.youtube.com/@FalaBrasil)
Foi por acaso, no quintal de casa em Campo Grande, que nasceu o negócio da cabeleireira e artesã Marilza Eleoterio de Barcelos Silva. Uma faca sem fio, um tronco de bananeira e uma ideia formaram o combo perfeito para criar um produto único. Com as fibras do caule da planta, ela produz apliques de cabelo biodegradáveis, oferecendo uma alternativa sustentável e mais baratas aos fios sintéticos.
O negócio de Marilza atende uma demanda específica que cresce cada vez mais no Brasil, o setor de beleza. Depois de vários testes, colorações e perrengues, a empreendedora conseguiu patentear o produto neste ano.
"Patenteei até para garantir. Uma mulher viu e me falou que já tinham registrado antes. Mas, esta pessoa que ela se referia era eu mesma", comentou a empreendedora.
Por ser um produto artesanal, o aplique feito com fibra de bananeira pode ser vendido normalmente no Brasil. Ele é comercializado como artesanato e se enquadra na categoria de fio para tranças, que não precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para circulação no país.
Para vender no exterior, porém, a regra é diferente. A exportação exige uma autorização específica da Anvisa. Por isso, a empreendedora já deu entrada no pedido para liberar a venda internacional dos apliques.
Sem encontrar produtos que atendessem às suas necessidades, Marilza decidiu criar alternativas próprias para cuidar do cabelo. Ela buscava soluções práticas e acessíveis para o autocuidado.
“Eu não aceitava o meu cabelo e queria algo prático para o dia a dia. Foi quando comecei a procurar algo que se encaixasse nisso”, lembra.
O desenvolvimento do fio vegetal, feito a partir da fibra de bananeira, começou em 2018, motivado pela necessidade de criar uma peruca acessível para uma amiga diagnosticada com câncer. As primeiras plantas utilizadas foram o sisal e a taboa, que não atingiram resultados satisfatórios. Frustrada, a cabeleireira interrompeu as pesquisas. Marilza retornou aos testes em 2021, após se recuperar de um problema cardíaco, retomou os estudos.
“Para mim foi uma terapia, o que me motivou a sair da cama, porque eu tinha algo para fazer. Antes, meus familiares não me deixavam fazer nada, porque eu não posso ficar pegando muito peso, mas isso não me atrapalha.”
Ao cortar um cacho de banana, percebeu que o caule, quando raspado, liberava fibras semelhantes às usadas em cabelos sintéticos.
A partir daí, começou a testar produtos químicos para melhorar a fibra, mas não obteve bons resultados. Foi só com um ingrediente secreto, uma fruta do Cerrado, que ela conseguiu chegar ao resultado atual.
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Fibra de bananeira até o aplique de cabelo. — Foto: Débora Ricalde/g1
Todas as criações já têm patente e licença para venda, por ser um artesanato. Agora, além de atender outros estados, Marilza planeja crescer para além das fronteiras com o Brasil.
“Recebi mensagens de pessoas da Angola e da Itália, lugares que nunca imaginei”, conta.
Com a produção voltada para a economia circular, que consiste em um ciclo de produção em que o produto final pode ser reutilizado e traz menores prejuízos para a natureza, Marilza acredita que encontrou uma solução eficiente com o uso da planta.
"Além de ser algo mais fácil de conseguir, é também mais fácil de descartar. Acaba sendo bom também para natureza".
Empreendedorismo impulsionado
Com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae MS), ela recebeu orientação para ampliar o negócio. O prêmio conquistado permitiu a compra de máquinas adaptadas para produzir mechas e extrair fibras vegetais.
Com ajuda do marido e do filho, Marilza produz cerca de 2 kg de fios por dia, mais que o dobro daquilo que conseguia confeccionar no início do empreendimento.
“No começo, eu tirava com a colher, cerca de 100g por dia, sem horário de almoço. Agora, com a máquina que desenvolvi, consigo 2 kg em seis horas de trabalho”, conta.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.
Economia
Concurso 3.035 foi sorteado em São Paulo; em Mato Grosso do Sul, 54 apostas acertaram a quadra em 26 municípios.
24 de julho de 2026
Uma aposta registrada em Bonito acertou cinco das seis dezenas da Mega-Sena e ganhou R$ 41.401,04 no concurso 3.035, sorteado em São Paulo na noite de quinta-feira (23). Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou e pode chegar a R$ 70 milhões no próximo sorteio, previsto para domingo.
Os números sorteados foram 5, 7, 17, 51, 56 e 59. Em todo o país, 49 apostas acertaram a quina, com prêmio de R$ 41.401,04 para cada bilhete.
A Caixa Econômica Federal (CEF) também registrou 4.056 apostas com quatro acertos, com prêmios a partir de R$ 824,44.
Em Mato Grosso do Sul, 54 apostas acertaram a quadra em 26 municípios, somando R$ 54.412,46 em prêmios. Campo Grande e Dourados tiveram nove bilhetes premiados cada.
Coxim, Ponta Porã e Três Lagoas registraram três apostas vencedoras por cidade. Amambai, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Mundo Novo, Sidrolândia e Sonora tiveram duas quadras por município.
Também houve registros com uma quadra em Anastácio, Bonito, Caarapó, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Fátima do Sul, Iguatemi e Jardim. A relação inclui ainda Ladário, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste.
A maioria das apostas com quatro acertos recebeu R$ 824,44. Seis registros feitos com sete números ou por meio de bolões renderam entre R$ 2.473,12 e R$ 2.473,32.
Segundo os dados do concurso, o valor acumulado chegou a R$ 61.587.911,42. Parte dos bilhetes foi registrada por canais eletrônicos e pelo internet banking da CEF, além de apostas feitas em casas lotéricas.