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Artesã cria por acaso aplique de cabelo exclusivo com fibra de bananeira do quintal de casa

Uma faca sem fio e um pé de banana foram o ponto de partida para que a cabeleireira e artesã Marilza Silva, de Campo Grande, descobrisse um produto que transformou sua vida: apliques capilares produzidos com fibras extraídas da bananeira.

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29 de novembro de 2025

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Ninfa Eugênia*, g1 MS

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Créditos Vídeo: Fala Brasil (https://www.youtube.com/@FalaBrasil)


Foi por acaso, no quintal de casa em Campo Grande, que nasceu o negócio da cabeleireira e artesã Marilza Eleoterio de Barcelos Silva. Uma faca sem fio, um tronco de bananeira e uma ideia formaram o combo perfeito para criar um produto único. Com as fibras do caule da planta, ela produz apliques de cabelo biodegradáveis, oferecendo uma alternativa sustentável e mais baratas aos fios sintéticos. 

O negócio de Marilza atende uma demanda específica que cresce cada vez mais no Brasil, o setor de beleza. Depois de vários testes, colorações e perrengues, a empreendedora conseguiu patentear o produto neste ano.

 

"Patenteei até para garantir. Uma mulher viu e me falou que já tinham registrado antes. Mas, esta pessoa que ela se referia era eu mesma", comentou a empreendedora.

 

Por ser um produto artesanal, o aplique feito com fibra de bananeira pode ser vendido normalmente no Brasil. Ele é comercializado como artesanato e se enquadra na categoria de fio para tranças, que não precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para circulação no país.

Para vender no exterior, porém, a regra é diferente. A exportação exige uma autorização específica da Anvisa. Por isso, a empreendedora já deu entrada no pedido para liberar a venda internacional dos apliques.

 

Transformando a falta de opções em incentivo

Sem encontrar produtos que atendessem às suas necessidades, Marilza decidiu criar alternativas próprias para cuidar do cabelo. Ela buscava soluções práticas e acessíveis para o autocuidado.

 

“Eu não aceitava o meu cabelo e queria algo prático para o dia a dia. Foi quando comecei a procurar algo que se encaixasse nisso”, lembra.

 

O desenvolvimento do fio vegetal, feito a partir da fibra de bananeira, começou em 2018, motivado pela necessidade de criar uma peruca acessível para uma amiga diagnosticada com câncer. As primeiras plantas utilizadas foram o sisal e a taboa, que não atingiram resultados satisfatórios. Frustrada, a cabeleireira interrompeu as pesquisas. Marilza retornou aos testes em 2021, após se recuperar de um problema cardíaco, retomou os estudos.

 

“Para mim foi uma terapia, o que me motivou a sair da cama, porque eu tinha algo para fazer. Antes, meus familiares não me deixavam fazer nada, porque eu não posso ficar pegando muito peso, mas isso não me atrapalha.”

 

Ao cortar um cacho de banana, percebeu que o caule, quando raspado, liberava fibras semelhantes às usadas em cabelos sintéticos.

A partir daí, começou a testar produtos químicos para melhorar a fibra, mas não obteve bons resultados. Foi só com um ingrediente secreto, uma fruta do Cerrado, que ela conseguiu chegar ao resultado atual.

Fruta do Cerrado 'secreta'

 

Fibra de bananeira até o aplique de cabelo.  Foto: Débora Ricalde/g1

Fibra de bananeira até o aplique de cabelo. — Foto: Débora Ricalde/g1

Todas as criações já têm patente e licença para venda, por ser um artesanato. Agora, além de atender outros estados, Marilza planeja crescer para além das fronteiras com o Brasil.

 

“Recebi mensagens de pessoas da Angola e da Itália, lugares que nunca imaginei”, conta.

 

Com a produção voltada para a economia circular, que consiste em um ciclo de produção em que o produto final pode ser reutilizado e traz menores prejuízos para a natureza, Marilza acredita que encontrou uma solução eficiente com o uso da planta.

 

"Além de ser algo mais fácil de conseguir, é também mais fácil de descartar. Acaba sendo bom também para natureza".

Empreendedorismo impulsionado

 

Com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae MS), ela recebeu orientação para ampliar o negócio. O prêmio conquistado permitiu a compra de máquinas adaptadas para produzir mechas e extrair fibras vegetais.

Com ajuda do marido e do filho, Marilza produz cerca de 2 kg de fios por dia, mais que o dobro daquilo que conseguia confeccionar no início do empreendimento.

 

“No começo, eu tirava com a colher, cerca de 100g por dia, sem horário de almoço. Agora, com a máquina que desenvolvi, consigo 2 kg em seis horas de trabalho”, conta.

Economia

Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula

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4 de junho de 2026

Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula

 

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Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.

Premiações em Mato Grosso do Sul

A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.

Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.

Dezenas sorteadas e acúmulo

Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.

Economia

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.

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20 de maio de 2026

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.

Programa alcança 19,08 milhões de famílias

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.

Adicionais ampliam o valor do benefício

O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.

No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.

Pagamento unificado em 217 cidades

Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.

Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.

Regra de proteção atende 2,26 milhões de famílias

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.

Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.

Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.