quarta, 03 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Dom Otair Nicoletti
12 de abril de 2024
"Testemunhas" – Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 24,35-48) Assim está escrito: o Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia. Naquele tempo, 35Os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: "A paz esteja convosco!" 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: "Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39 Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho". 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.
41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: "Tendes aqui alguma coisa para comer?" 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: "São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: "Assim está escrito: 'O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém'. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSAGEM - Nesse tempo de Páscoa, a liturgia nos apresenta as primeiras aparições de Cristo ressuscitado aos apóstolos, que tinham a missão de continuar a obra salvadora iniciada por Cristo. - Eles continuam tendo muitas dúvidas. Cristo vai ao encontro deles, para fortalecer a fé profundamente abalada deles. No Evangelho, o Ressuscitado aparece à Comunidade e a convoca para ser sua TESTEMUNHA. (Lc 24,35-48) Os discípulos viviam ainda escondidos após a morte de Jesus, temerosos de serem reconhecidos pelas autoridades. Jesus já tinha aparecido a Madalena, a Pedro. Os discípulos de Emaús estavam contando o que tinha acontecido no caminho e como haviam reconhecido Jesus na fração do pão. Nisso, JESUS se apresenta "no meio" deles e diz: “A paz esteja convosco”. Os discípulos sentem medo e resistem a crer no que os olhos estão vendo. Jesus lhes mostra as chagas das mãos e dos pés. Come um pedaço de peixe assado, que lhe apresentaram, para mostrar que não era um fantasma... A seguir passa a interpretar as Escrituras, mostrando que “era preciso que se cumprisse tudo o que estava escrito sobre ele na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então se abriu a mente deles e começaram entender as Escrituras. Os Apóstolos, após um contato pessoal com o Senhor ressuscitado, acabam por reconhecer que era o próprio Jesus de Nazaré, o mestre, que morreu e agora estava vivo porque ressuscitou. Na Primeira Leitura, vemos Pedro, cumprindo a Missão de TESTEMUNHA: ANUNCIANDO com coragem o Cristo Ressuscitado diante do povo: "O Cristo, que vós matastes, Deus o ressuscitou dos mortos. E disso nós somos testemunhas..." E AGINDO: provando com sinais que Jesus ainda estava vivo. Cura o coxo na porta do Templo em nome de Jesus. (At 3,13-15.17-19) Na Segunda Leitura, João nos lembra que devemos testemunhar: VIVENDO o que se conhece e se anuncia: "Quem diz conhecer o Senhor e não vive a sua mensagem é mentiroso e a verdade não está nele...” (1Jo 2,1-5) É um forte apelo à coerência entre Fé e Vida... É com a vida que demonstramos "conhecer" Deus. Se pecarmos, Jesus é o nosso intercessor junto do Pai... No Evangelho, a Ressurreição de Jesus aparece como um FATO REAL, mas o caminho para os apóstolos acreditarem foi longo, difícil, penoso, carregado de dúvidas e incertezas. O caminho espiritual para chegar à fé continua o mesmo: no meio de muitas dúvidas, incertezas e medos. Quando nos reunimos em comunidade, ele está sempre entre nós. Aos poucos os nossos olhos vão se abrindo e nós vamos descobrindo que, quem morre com ele, com ele entra na plenitude da vida de Deus. ELEMENTOS IMPORTANTES, que o texto nos apresenta: 1. Os discípulos descobriram a presença de Jesus, vivo e ressuscitado, no meio da sua COMUNIDADE. Cristo continua a ser o centro, onde a comunidade se constrói e se articula. 2. Esse Jesus ressuscitado é o filho de Deus, que reentrou no mundo de Deus, mas NÃO DESAPARECEU da nossa vida, nem da vida da Comunidade. 3. AS DÚVIDAS dos discípulos mostram a dificuldade que eles sentiram em percorrer o caminho da fé, até o encontro pessoal com o Senhor ressuscitado. Foi uma longa caminhada de amadurecimento da própria fé. 4. O gesto de TOCAR E COMER nos ensina que o encontro dos discípulos com Jesus ressuscitado foi um FATO REAL e palpável. 5. O Ressuscitado revela o sentido profundo das ESCRITURAS. A comunidade deve reunir-se com Jesus ressuscitado para escutar a Palavra, que sempre ilumina a nossa vida e nos ajuda a descobrir os caminhos de Deus na história. 6. Os discípulos recebem a MISSÃO de serem testemunhas de tudo isso... A raiz da Missão é o Encontro com o Ressuscitado e a compreensão das Escrituras. Viver e anunciar essa novidade é a missão da comunidade eclesial, que vive do amor e da presença do Senhor em seu meio. Cristo continua precisando ainda hoje de testemunhas… E nós somos chamados a ser testemunhas da presença do Ressuscitado, através de nossas Palavras e Ações. Até que ponto, somos TESTEMUNHAS de Cristo: conhecendo… vivendo… e anunciando… essa mensagem? Não adianta proclamar que Jesus ressuscitou e não viver o projeto do Reino que ele anunciou e viveu. Cristo ainda hoje continua nos lembrando: "Vocês também devem ser minhas testemunhas..." O que pretendemos testemunhar nesta semana? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 14.04.2024
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!