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Dom Otair Nicoletti

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Quero Misericórdia - Não vim para chamar os justos, mas os pecadores.

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9 de junho de 2023

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Quero Misericórdia - Não vim para chamar os justos, mas os pecadores. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 9,9-13) - Naquele tempo: 9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: "Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?" 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: "Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: 'Quero misericórdia e não sacrifício'. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - A Liturgia desse domingo nos convida a refletir sobre o Espírito com que devemos viver a nossa Religião. Essa vivência não pode se reduzir ao cumprimento eterno de uns Mandamentos e uns atos de culto. A Religião deve ser baseada na MISERICÓRDIA de Deus e vivida com espírito de Autenticidade e Acolhida. As leituras ilustram com alguns exemplos: Na Primeira Leitura Oséias exorta o Povo à conversão (Os 6,3-6). O povo, diante do perigo iminente de uma invasão Síria começou a oferecer muitos sacrifícios, mas a conversão não era sincera. Por isso o Profeta denuncia: “Que farei de ti, Judá? O vosso amor é como o orvalho, que se desfaz aos primeiros raios do sol...” “Eu desejo amor, bondade e Misericórdia, mais que sacrifícios e holocaustos”. Não defende uma Religião sem culto, mas reprova um culto vazio de espírito, de verdade e de vida. Deus quer um coração em comunhão com ele e capaz de gestos concretos de amor, ternura, bondade, misericórdia em favor dos irmãos. Deus não pode se tornar um Pronto Socorro para as emergências. E continua nos dizendo: “Desejo amor, bondade e misericórdia, bem mais que vossos sacrifícios, e muitas práticas de piedade”. Se essas práticas não tiverem uma profunda motivação interior tornam-se vazias e até desprezadas pelo próprio Deus. Na Segunda Leitura, Paulo apresenta o exemplo de Abraão: O que o tornou um modelo, não foram as suas obras, mas sua adesão total e incondicional a Deus e aos seus projetos, (Rm 4,18-25).
 O Evangelho narra o chamado de Mateus e a Refeição de Jesus com os “pecadores”. (Mt 9,9-13) Mateus era um cobrador de impostos. Por isso, era um excluído da vida social e religiosa. Jesus passou diante dele e o convidou para “segui-lo”. No reino, há lugar para todos, mesmo os desclassificados”. Mateus aceitou imediatamente... E para agradecer a atenção recebida, ofereceu um jantar ao Mestre, convidando amigos e conhecidos.” “Sentar-se à mesa com alguém significava estabelecer laços familiares com essa pessoa...” Os fariseus criticaram severamente o mestre: “Por que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” Cristo explica: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes.” Citando palavras de Oséias, lembra que para Deus não basta o cumprimento das leis e dos atos de culto. Ele prefere uma religião baseada no amor e na misericórdia divina. “Eu quero misericórdia, e não sacrifícios. Não vim chamar os justos, mas os pecadores.” No Evangelho notamos: A Preferência de Cristo pelos pecadores, o Desprezo de Cristo pelos fariseus “fiéis praticantes”. Por que será? Porque nos pecadores, uma vez esclarecidos, encontrava humildade, sinceridade e generosidade. E nos fariseus encontrava muito orgulho, falsidade, formalismo: “Esse povo me louva com os lábios, mas seu coração está longe de mim.” Duas tentações, que também n´os podemos ter: Ficar satisfeito por “praticar” uns ritos e mandamentos. Considerar-se melhor do que os outros e excluir do grupo quem não pensa ou faz como nós. Jesus propõe que a comunidade deve ser espaço de acolhida para que os que o mundo exclui e marginaliza. Quais são as nossas motivações religiosas? As Cristo ou as dos fariseus? Procuramos ser Autênticos naquilo que professamos e Acolhedores para os afastados? O nosso modo de ser e de agir Atrai ou Repele os afastados de nossa comunidade?
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa, CS 11/06/2023

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!