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Dom Otair Nicoletti

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Pedro e Paulo - O Primado - Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 16,13-19)

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30 de junho de 2023

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Pedro e Paulo - O Primado - Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 16,13-19) - Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" 14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". 15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". 17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM: A Liturgia de hoje celebra a festa solene de dois apóstolos, que tiveram uma presença marcante na Igreja primitiva: São Pedro e São Paulo. PEDRO, DISCÍPULO de Jesus, escolhido por ele como o primeiro Papa e PAULO, o primeiro MISSIONÁRIO, que levou a Igreja ao mundo. Os dois personificaram a identidade da Igreja, como discípulo e missionário. A celebração de hoje é muito antiga, anterior até a própria festa do Natal. As Leituras bíblicas falam desses dois grandes apóstolos: Na Primeira Leitura, aparece PEDRO: preso pelas autoridades... para agradar os judeus... com data marcada para morrer. (At 12,1-11) Vemos o Testemunho, que gera oposição e perseguição. - a Atitude da Igreja, que unida e solidária reza por Pedro. a Presença efetiva de Deus, na comunidade da Igreja, que atende e liberta... Na Segunda Leitura, PAULO: (também preso, prestes a morrer, ano 67), escreve um Testamento espiritual de sua vida a serviço do Evangelho, um caminho a ser seguido por todos os cristãos... "Estou pronto... chegou a minha hora... combati o bom combate..., terminei a corrida... conservei a fé... E agora aguardo o prêmio dos justos. O Senhor esteve comigo... a ele GLÓRIA..." (2Tm 4,6-8.17-18) No Evangelho, Cristo confere a PEDRO o Primado sobre a Igreja. (Mt 16,13-19) - O texto é uma Catequese sobre o Papel eclesial de Pedro. Tem duas partes: 1. de caráter cristológico: Define a identidade de JESUS: "Quem sou eu"? Na perspectiva dos homens, Jesus é apenas um HOMEM bom e justo... Na opinião dos discípulos: "Jesus é o CRISTO, o Filho de DEUS". O Messias esperado por Israel para libertar e salvar o seu povo, Filho de Deus: profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai... Quem é Jesus para nós? Que lugar ele ocupa em nossa vida? 
2. de caráter eclesiológico: A IGREJA é convocada à volta de Pedro: "Pedro, és a Rocha (pedra) sobre a qual edificarei a minha Igreja". Essa "Rocha" é a fé que Pedro e a comunidade dos discípulos professaram: A fé em Jesus como Messias, Filho de Deus vivo. "O Poder da morte nunca poderá vencê-la". Jesus garante a estabilidade e a firmeza da Igreja frente às forças do mal. "O poder das chaves": Revela a futura missão de Pedro: "Pedro recebe 'as chaves do Reino' e ocupa o primeiro lugar, com a missão de guardar a fé na sua integridade e de confirmar os seus irmãos". (CCIC 109) "Atar e desatar": A Pedro e à Comunidade é confiado o poder de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamento de Jesus aos desafios do mundo e acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de Salvação, que Jesus oferece. A IGREJA é a Comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o Messias, o Filho de Deus". A Bíblia nos fala da vocação e da atividade deles: SÃO PEDRO: Simão era um pescador de Betsaida, estabelecido em Cafarnaum. Cristo lhe muda o nome e o chama "Pedra", porque teria a missão de ser a "pedra fundamental" da futura comunidade que chamaria de Igreja. Simão Pedro é uma das primeiras testemunhas que vê o sepulcro vazio e merece uma aparição especial de Jesus ressuscitado. Depois da ascensão, ele toma a direção da comunidade cristã e é o primeiro a tomar consciência da necessidade de abrir a Igreja aos pagãos. Essa missão espiritual não o livra das deficiências do seu temperamento. Paulo não hesita em contradizê-lo na famosa discussão de Antioquia, para convidá-lo a libertar-se das práticas judaicas. Quando Pedro vai a Roma torna-se o apóstolo de todos. Cumpre, então, plenamente, sua missão de "pedra angular", reunindo num só "edifício" os judeus e os pagãos e ratifica esta missão com seu sangue. SÃO PAULO chega a Jesus por um caminho diferente. Conhece-o como um adversário, que deve ser combatido, como aquele que anuncia um deus diferente dos mestres de Israel... Um dia no caminho de Damasco é iluminado por uma luz do alto e compreende que Jesus crucificado é o Messias de Deus. A partir daquele momento torna-se um Discípulo fiel e um ardoroso Missionário que percorre, em quatro ou cinco viagens, o mundo conhecido de então, pregando o Evangelho e fundando novas comunidades cristãs. A IGREJA continua a OBRA de Cristo... Na Igreja, Pedro e seus sucessores são os chefes visíveis, aos quais Cristo conferiu um poder e uma autoridade especial. Eles deverão se constituir um sinal de unidade da comunidade edificada por Cristo. "Aquele que preside à caridade". (Irineu de Lion) Por isso, nesse dia em que a Liturgia relembra esses baluartes da Igreja primitiva, celebramos também o DIA DO PAPA. Hoje o Papa continua a Missão de Pedro e o Testemunho de Paulo, com fidelidade e zelo, como pastor e guia. Gratidão ao Senhor pela presença e pela vida do Papa Francisco. A Igreja vive outros tempos com o carisma e testemunho deste simples homem que abraça a todos no seguimento a Jesus, humilde e pobre. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 02.07.2023
 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!