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Dom Otair Nicoletti

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Os Excluídos - A lepra desapareceu e o homem ficou curado. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 1,40-45)

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9 de fevereiro de 2024

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Os Excluídos - A lepra desapareceu e o homem ficou curado. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 1,40-45) - Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres tens o poder de curar-me". 41Jesus, cheio de compaixão,
estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero: fica curado!" 42No mesmo instante a lepra desapareceu
e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou,
como prova para eles!" 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!  MENSAGEM - Marcos, no Evangelho, vai mostrando: “Quem é Jesus”. Não se preocupa com definições abstratas, mas apresente Jesus agindo. A partir de seus gestos, podemos descobrir quem ele é: Jesus liberta o homem possuído por um espírito mau; Estende a mão à sogra de Pedro e ajuda a levantar-se; Hoje vemos a sua atitude para com os marginalizados e Excluídos. Na Primeira Leitura mostra a severa discriminação dos Leprosos, na Lei de Moisés: “O leproso andará com vestes rasgadas, cabelos soltos e barba coberta. Viverá isolado, morando fora do acampamento. Ao se encontrar com alguém, deve gritar: sou impuro”. (Lv 13,1-2, 44-46). O preceito se explica pela preocupação de contágio e pelo conceito dos hebreus, que viam na lepra um castigo de Deus. O Leprosos era assim um castigo DEW Deus e um excluído da comunidade. Na Segunda Leitura, Paula convida a “a fazer tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,31-11, 1). No Evangelho vemos a atitude de Cristo para um Leproso: purifica o doente e o reintegra na sua comunidade (Mc 1,40-45). Um leproso, contrariando a lei, aproxima-se de Jesus e, de joelhos, implora: “Se queres, podes limpar-me.” Jesus “se compadece”, “estende a mão e toca-o” e restitui a saúde: “Eu quero, fica curado”. 
A acolher e tocar o leproso, Jesus transgredia a lei, que proibia tocar neles. Mas depois a cumpre: manda apresentar-se ao Sacerdote, a quem cabia a decisão de reconhecer a cura e reintegrar na comunidade. Para Cristo, a caridade está acima da Lei. Jesus “compadecido” cura dois males: o mal da solidão e o mal da lepra. E reintegra o leproso na convivência fraterna. O Leproso, ao experimentar o poder salvador de Jesus, torna-se um ardoroso testemunho do amor e da bondade de Deus. Deus não exclui ninguém – Todos são chamados a integrar a família dos filhos de Deus. O leproso não e um marginal, um condenado, um home indigno, mas um filho amado a que, Deus quer oferecer a Salvação e a vida. O Caminho do leproso deve ser o caminho de todo discípulo: Vir a Jesus, aceitar a própria limitação humana, experimentar a misericórdia e o poder libertador do Senhor e finalmente tornar-se testemunha das grandes obras de Deus. Há elementos do Sacramento da Penitência: A Penitência é um encontro com Jesus, que cura a lepra do pecado e reintroduz na comunidade eclesial. Os leprosos de hoje – Infelizmente a “lepra” ainda existe em nossa sociedade e na Igreja. Há excluídos, mantidos “fora do acampamento”. São rejeitados como se fossem leprosos, todos os “Diversos” os que pensam ou agem diferente de nós. Quem se sente um leproso, a quem ele deve se dirigir? Será que poderá contar com o apoio dos cristãos de sua comunidade, com a mesma confiança do leproso que procurou Jesus?
Leprosos de hoje – são os que vivem nos barracos das favelas das cidades ricas; são os desempregados das cidades industriais; os jovens drogados, vítimas de uma sociedade consumistas; são as crianças abandonadas; são os idos sem vez no emprego e na família, como produto descartável. Jesus não teve repugnância dos leprosos: Pelo contrário, aproxima-se deles, porque vê neles um filho de Deus. Qual é a nossa atitude para com eles? Nossos preconceitos, nosso legalismo não estão criando marginalização e exclusão para os nossos irmãos? Jesus sentiu compaixão. O que sentimos diante do sofrimento, da injustiça, da miséria de um irmão? Estendemos a mão ou apenas lamentamos: “Coitado”?”
O encontro com Jesus mudou totalmente a vida do leproso. Ele não podia esconder a alegria, que esse encontro produziu na sua vida e sentiu a necessidade de dar testemunho. O nosso encontro com Cristo, na Igreja, na Eucaristia, em nossa comunidade, nos torna capazes de testemunhar no meio de nossos irmãos, com alegria e entusiasmo a libertação que Cristo nos trouxe? Quais são os leprosos que excluímos do convívio? Estamos dispostos, a exemplo de Cristo, nos aproximar deles e estender a nossa mão? O Leproso não tem nome, não se diz o lugar, nem o tempo em que foi curado. É para que o nome seja o Meu, o lugar seja Aqui e o tempo seja Agora, Qual é a sua lepra? Quando o Evangelho é anunciado, se me entrego a Jesus e me converto, realiza-se em mim aquilo que é narrado: “Quero, fica purificado”. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – CS – 11 de fevereiro de 2024
 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!