quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Otair Nicoletti
28 de julho de 2023
O Tesouro - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 13,44-52)
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44"O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos:
os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?" Eles responderam: "Sim". 52Então Jesus acrescentou: "Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM¬ - A Liturgia deste domingo nos convida a refletir nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. As leituras nos ajudam a escolher esses valores... Na Primeira Leitura, o rei Salomão escolhe o seu tesouro: a SABEDORIA. (1Rs 3,5.7-12) No início de seu reinado, o jovem rei vai a Gabaon, onde se achava o Tabernáculo sagrado, construído por Moisés, a fim de oferecer sacrifícios ao Senhor. Em sonho, o Senhor manifesta o seu agrado por este gesto e convida-o a pedir o que quisesse. O rei não se deixou seduzir e alienar por valores efêmeros (poder, riquezas, prestígio político). Pelo contrário, escolhe o mais importante: um coração "sábio" para governar seu povo com justiça e retidão. A ESCOLHA agradou plenamente a Deus: E Deus lhe concedeu uma sabedoria inigualável e acrescentou ainda outros três valores não solicitados: riqueza, glória e vida longa. Salomão soube escolher o melhor: SABEDORIA. O texto queria também apresentar Salomão como o escolhido do Senhor e justificar a sua proverbial sabedoria. A Segunda Leitura apresenta etapas do caminho que conduz à Salvação. Precisamos da Sabedoria de Deus, para discernir o desígnio de Deus, que nos "predestinou" para sermos conformes à imagem do seu Filho. (Rm 8,28-30) No Evangelho, Jesus apresenta o seu tesouro: o REINO DE DEUS. É a conclusão do 3º Discurso de Jesus, com as últimas três "Parábolas": o Tesouro, a Pérola e a Rede. (Mt 13,44-52) O Reino de Deus é um TESOURO escondido..., uma PÉROLA que se procura...! A DESCOBERTA desse tesouro e dessa pérola provoca, em quem os encontrou, três atitudes: Renúncia, Urgência e Alegria. RENÚNCIA a tudo para adquiri-los...! O Reino proposto por Jesus é um "tesouro" precioso pelo qual se renuncia a tudo e pelo qual os seguidores de Cristo devem estar dispostos a pagar qualquer preço. Desde que descobrimos Cristo, o que mudou em nossa vida? O que nós já renunciamos por esse tesouro? Onde gastamos mais tempo em nossa vida diária? A serviço da comunidade, em leituras sérias, na Oração, ou no futebol, na TV, no dinheiro, no bate-papo com os amigos? URGÊNCIA na decisão a ser tomada. A escolha do Reino de Deus não pode ser prorrogada. Quando Deus convoca é preciso responder imediatamente. Não podemos ficar negociando com Deus o preço da pérola. Há oportunidades que não se repetem nunca mais... Há pessoas conscientes desse tesouro, mas não estão dispostas a renunciar certos "tesouros". ALEGRIA muito grande pelo bem encontrado...! Todo comerciante que realizou um bom negócio sente-se feliz..., mesmo tendo de se desfazer de muitos bens...! O Reino de Deus é um tesouro pelo qual compensa a renúncia de todos os bens deste mundo. Demonstramos alegria e felicidade por termos achado o nosso tesouro? Se temos consciência desse tesouro, como podemos permanecer acabrunhados, tristes e desanimados? Mas ficam ainda umas perguntas inquietantes: Se o Reino de Deus é tão precioso, por que há tantos homens que o ignoram ou até o desprezam? Por que vemos tantos males entre os bons?
- Será que, no final, todos teremos a mesma sorte? Na Terceira Parábola, Jesus nos dá a resposta: O Reino de Deus é uma REDE: A Igreja é comparada a uma rede de arrastão, lançada ao lago, que apanha peixes de todos os tipos e qualidades... O Pescador, depois de ter puxado lentamente a rede à terra, recolhe os peixes, separando os bons e os maus, os aproveitáveis e os inúteis. Recolhe os bons e joga fora os maus... Deus não tem pressa em condenar e destruir... sabe esperar... Qual a nossa situação: dentro da Igreja, diante do divino Pescador? Somos um membro vivo, atuante, útil à vida da Igreja, ou um peixe inútil, desprezado pelo próprio Deus? Tudo depende de nossa escolha, devemos SABER ESCOLHER... - E Jesus conclui o Discurso com um breve diálogo com os discípulos, no qual afirma que o verdadeiro discípulo é aquele que descobre o Tesouro do Reino e se compromete com ele. Só a Sabedoria divina poderá nos iluminar para compreendê-lo e e assim anunciar a todos com alegria a nossa descoberta. Como Salomão, peçamos a Deus muita SABEDORIA... para saber escolher sempre o verdadeiro Tesouro e muito ENTUSIASMO... para nos pôr com alegria na sua conquista... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 30.07.2023
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!