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Dom Otair Nicoletti

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O Caminho da Cruz - Se alguém quer me seguir renuncie a si mesmo. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 16,21-27)

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1 de setembro de 2023

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O Caminho da Cruz - Se alguém quer me seguir renuncie a si mesmo. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 16,21-27) - Naquele tempo, 21Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!" 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: "Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!" 24Então Jesus disse aos discípulos: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor. MENSAGEM: - A liturgia convida os seguidores do Senhor a descobrirem a ’loucura da Cruz” e apresenta dois exemplos Jeremias e Pedro. Na Primeira Leitura, Jeremias descreve sua experiência de Cruz (Jr 207-9). “Seduzido” pelo Senhor, colocou toda a sua vida a serviço de Deus. Nesse caminho conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição. Teve a tentação de largar tudo, mas não desistiu: “Senti dentro de mim um fogo ardente e a me penetrar!...” O profeta está arrasado por uma profunda crise pessoal, provocada pela ingrata missão que o Senhor lhe confiara. Deverá carregar a cruz da Palavra profética, mas não desanima, movido por uma grade paixão por Deus. É a experiência de todos os que acolhem a Palavra do Senhor e vivem em coerência com os valores de Deus. Na Segunda Leitura, Paulo convida os cristãos a oferecerem a própria vida a Deus. Esse é o verdadeiro culto que agrada a Deus. (Rm12,1-2). No Evangelho, Jesus anuncia aos discípulos a sua Paixão e Cruz e avisa que o caminho dos discípulos é semelhante. (Mt 16,21-27). Pedro não concorda e começa a “repreendê-lo”. Jesus, rejeita energicamente as insinuações de Pedro e diz: “Afasta-se de mim, Satanás, não pensas as coisas de Deus.” E acrescenta: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua Cruz e me siga”. Essas são as condições para seguir Jesus: 1) Renunciar a si mesmo: Significa renunciar ao seu próprio egoísmo e autossuficiência, para fazer da vida um dom a Deus e aos outros. O cristão não pode viver fechado em si próprio, preocupado apenas em concretizar os seus sonhos pessoais, os seus projetos de riqueza, de segurança, de bem-estar, de domínio, de êxito, de triunfo. O cristão deve fazer da sua vida um dom generoso a Deus e aos irmãos. Só assim ele poderá ser discípulo de Jesus e integrar a comunidade do Reino. 2) Tomar a Cruz: A cruz é a expressão de um amor total, que se dá até à morte. Significa a entrega da própria vida por amor. Tomar a sua cruz não é apenas suportar com paciência as cruzes da vida: dores, doenças, desgraças. É muito mais. É dar hoje a nossa vida para os mesmos ideais. No final desta instrução Jesus acrescenta: Três Razões pelas quais eles devem abraçar a “lógica da cruz”: 1) Quem doa a vida não a perde, mas a ganha. Quem é capaz de dar a vida a Deus e aos irmãos não fracassou: mas ganhou a vida eterna, a vida verdadeira que Deus oferece a quem vive de acordo com as suas propostas. 2) A vida desse mundo é passageira. Não devem preocupar-se em preservar a vida a qualquer custo: devem procurar encontrar, já nesta terra, essa vida definitiva, que passa pelo amor total e pelo dom a Deus e aos outros. 3) A recompensa final é a única coisa que nos restará. No encontro final com Deus, receberão a recompensa pelas opções que fizeram. Como olhamos para a Cruz? Como um castigo de Deus, ou uma visita de Deus? Estamos conscientes que foi um instrumento de Salvação escolhido pelo próprio Deus para o seu Filho e para todos nós? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa, CS – 03/09/2023
Palavras do Papa Francisco: Para Pedro e os outros discípulos – mas também para nós! “a Cruz é um escândalo. Enquanto Jesus considera um “escândalo” fugir da cruz, o que significaria fugir da vontade do Pai, da missão que Ele lhe confiou para nossa salvação. Jesus aponta o caminho do verdadeiro discípulo mostrando duas atitudes: A primeira é renunciar a si mesmo: o que não significa uma mudança superficial, mas uma conversão, uma inversão de valores. A outra atitude é tomar a própria cruz – Não se trata apenas de suportar pacientemente as tribulações diárias, mas de carregar com fé e responsabilidade aquela parte do esforço e do sofrimento que a luta contra o mal implica. A cruz é sinal sagrado do Amor de Deus e do sacrifício de Jesus, e não deve ser reduzida a um objeto de superstição ou uma joia ornamental. Façamos com que a cruz pendurada na parede de casa, ou a pequena que usamos no pescoço, seja um sinal de nosso desejo de nos unirmos a Cristo no serviço a nossos irmãos com amor, especialmente os pequenos e mais frágeis. Todas as vezes que fixarmos o olhar na imagem de Cristo crucificado, pensamos que Ele, como verdadeiro Servo do Senhor, cumpriu Sua Missão dando da vida, derramando Seu sangue para a remissão dos pecados. Se quisermos ser seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e ao próximo” (Papa Francisco) Este mês de setembro é dedicado à Bíblia – e a Igreja nos convida a “Vestir da nova humanidade (Ef4,24) 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!