quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Otair Nicoletti
22 de março de 2024
Hosana e Cruz – Ramos da Paixão do Senhor Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos – (Mc 15,1-39) [...]Desde a ora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra E à hora nona, Jesus bradou em alta voz: “Eloi Eloi, lamá sabactáni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Ouvindo isso, alguns dos circunstantes, diziam: “Ele chama por Elias!” Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: “Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo”. Jesus deu um grande brado e expirou [...] Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - No domingo de Ramos, temos a abertura da Semana Santa que é a grande semana de fé cristã, o tempo litúrgico mais forte, mais rico em conteúdo e de maior intensidade religiosa de todo o ano cristão. Nela celebramos os mistérios centrais de nossa fé: a morte e a ressurreição de Cristo. A Liturgia lembra DOIS FATOS: A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém montado num jumento. O povo o reconhece como Salvador e o aclama alegre... (Jo 12,12-16) O Começo da Semana Santa, com a leitura da Paixão de Jesus Cristo, segundo Marcos... (Mc 14,1-15,47) Dois momentos da vida de Cristo: O Triunfo e a Humilhação... Ao longo da Semana Santa, teremos a oportunidade de ler as 4 narrativas da Paixão de Jesus Cristo. Hoje desejo aprofundar aspectos específicos da narrativa de Marcos. É a primeira, a mais antiga (± 65 dC): a mais breve e dramática... É a que mantém uma ordem cronológica mais exata... Introdução: Marcos introduz com duas referências à CEIA: A Ceia de Betânia, na casa de Simão, na qual Jesus é ungido por uma mulher. O gesto generoso da Mulher contrasta com a atitude egoísta e traidora de Judas. A Ceia Pascal com os discípulos. 1. Jesus mantém um SILÊNCIO solene e digno, aceitando o caminho da cruz. Não reage diante do beijo de Judas e ao gesto violento de Pedro. É a atitude de quem sabe que o Pai lhe confiou uma missão e está decidido a cumprir essa missão, custe o que custar. No tribunal, quando acusado, Jesus manteve silêncio. Mas quando perguntado se era o Messias, reponde prontamente: “Sim, eu sou”, e só. Durante o processo: nenhuma palavra. 2. Jesus é o FILHO DE DEUS, que veio ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de Salvação. É o que Jesus responde ao Sumo Sacerdote: “Eu sou” e o que o Centurião afirma aos pés da cruz: “Verdadeiramente esse homem era Filho de Deus”. É o ponto culminante da narrativa de Marcos, que no seu evangelho procura responder: “Quem é Jesus?” A resposta (a descoberta) não foi feita por um apóstolo, nem mesmo por um discípulo, mas por um pagão. 3.Jesus é também HOMEM e partilha da fragilidade e debilidade da natureza humana: No Jardim, antes de ser preso, “começa a sentir grande pavor e angústia”. Mostra-nos um Jesus muito humano... muito próximo de nossas fraquezas. 4.Sublinha a Solidão de Cristo: Abandonado pelos discípulos, escarnecido pela multidão, condenado pelos líderes, torturado pelos soldados, Jesus percorre na solidão, no abandono, na indiferença de todos o seu caminho de morte. Só Marcos faz questão de sublinhar que Jesus se sentiu completamente só, abandonado por todos, até pelo Pai: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 5.Fato curioso: Um jovem o seguia, coberto somente de um lençol. Quando os soldados tentaram agarrá-lo, livrou-se da roupa e fugiu despido. É possível que esse jovem fosse o próprio Marcos. Foi a atitude dos discípulos que, desiludidos e amedrontados, largaram tudo, quando viram o seu líder ser preso e fugiram sem olhar para trás. 6.Atitude “corajosa” de José de Arimatéia em pedir à autoridade, que o condenou, a autorização para sepultar Jesus. 7.”ABBA” Pai: Essa palavra somente Marcos a coloca nos lábios de Jesus, exatamente na hora mais dramática da sua vida.... 8.Mulheres seguem, servem e sobem com ele a Jerusalém... Marcos salienta a presença das mulheres que seguem e servem Jesus desde a Galiléia e sobem com ele a Jerusalém, até o pé da cruz. Elas são o modelo para os outros discípulos que tinham fugido. Os RAMOS, que carregamos com alegria e entusiasmo na procissão e que levamos com devoção para nossas casas, são o sinal de um povo, que aclama o seu Rei e o reconhece como Senhor que salva e liberta. Devem ser o Sinal do compromisso de quem deseja viver intensamente essa Semana Santa. * Não basta apenas aclamar o Cristo em momentos de entusiasmo e depois crucificá-lo na rotina de todos os dias. *Que o Lava-pés nos motive a limpar o coração com a água purificadora da Penitência e a nos pôr a serviço dos irmãos. *Que a Ceia do Senhor nos faça valorizar a presença permanente de Cristo em nosso meio na Eucaristia e seja o alimento constante em nossa caminhada. *Que o Getsêmani nos anime a fazer a vontade do Pai, mesmo pelos caminhos do sofrimento e da cruz. *Que o Túmulo silencioso seja o nosso “deserto” para escutar mais forte a voz de Deus e um estímulo para remover todas as pedras que mantém ainda trancado o Cristo dentro do túmulo do nosso coração. *Que a Vigília Pascal reanime nossa Esperança nas promessas do Senhor, enquanto aguardamos a sua vinda. Assim esta Semana será realmente santa e a PÁSCOA acontecerá em nós. Cristo realmente venceu as trevas do pecado e da morte. Aleluia! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 24.03.2024
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!