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Dom Otair Nicoletti

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"Eu sou a Videira" - Quem permanecer em mim, e eu nele, produz muito fruto Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 15,1-8)

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26 de abril de 2024

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"Eu sou a Videira" - Quem permanecer em mim, e eu nele, produz muito fruto Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 15,1-8) Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - A Liturgia nos fala da UNIDADE profunda dos discípulos com o Ressuscitado, através da imagem da VIDEIRA verdadeira. Devem "permanecer" em comunhão de vida com Cristo e com a comunidade. Na Primeira Leitura, PAULO narra a experiência vivida por ele, para ser aceito na Comunidade. (At 9,26-31) - Três anos após a sua conversão, Paulo vai a Jerusalém para se encontrar com Pedro e se integrar com a Comunidade. Lá o antigo perseguidor encontrou um clima de medo e de desconfiança. Mas ele não se decepcionou, nem se afastou da comunidade, pelo contrário, "permaneceu" unido a Cristo e à Comunidade. Cristianismo não é só um encontro pessoal com Jesus Cristo, é também uma experiência de partilha da fé e do amor com os irmãos. Quem são os "Paulos", hoje? NÓS também, muitas vezes, podemos encontrar dificuldade para permanecer em comunhão com os irmãos de nossa comunidade: Diante das contrariedades, somos tentados a abandonar tudo… Nenhum motivo nos deve levar a renunciar à unidade… Quantas pessoas são vistas com reservas ou desconfiança na Comunidade e não encontram um "Barnabé" que acredite nelas! Sabemos acolhê-las com alegria e compreensão? Na Segunda Leitura, João ensina que a nossa fé se manifesta através das obras de amor. (1Jo, 3,18-24) Permanecendo unidos a Cristo, circulará também em nós a sua vida (seiva). No Evangelho, Jesus afirma "Eu SOU a Videira Verdadeira". (Jo 15,1-8) Essas palavras, numa ceia de despedida, representam o seu "Testamento". Na Bíblia, a imagem da "Vinha" é muito frequente: Israel era considerado uma vinha plantada pelo próprio Deus, mas que não produziu os frutos esperados. E Deus, o vinhateiro, foi obrigado a abandoná-la, permitiu que fosse destruída… JESUS se apresenta como a "Videira verdadeira", capaz de produzir frutos, que Israel não produziu. Jesus é o tronco, nós somos os ramos e o Pai é o Agricultor. Ele cuida da videira, poda os ramos para produzirem mais. Os ramos secos ele corta e joga no fogo. Para dar FRUTOS, os "Ramos" precisam de DUAS COISAS: da Seiva da Videira, que é Cristo, pois "sem mim nada podeis fazer". O texto fala oito vezes em "permanecer em Cristo" e sete vezes em "dar frutos". Se não "permanecermos" unidos a Cristo, recebendo essa seiva, nos tornaremos ramos secos e estéreis, que serão cortados e excluídos... Poderão ser eficazes os nossos trabalhos pastorais, sem a seiva dessa videira e o contato com Jesus, através da oração? Da Poda: Quem não viu já a poda de um parreiral?... As gotas até parecem lágrimas chorando de dor pela poda..., dolorosa..., mas necessária... "para dar mais fruto". Sem a poda, poderá ter muita folha e pouco fruto... Permanecer em Cristo significa também perseverar com ele na prova... Aceitamos as podas? Quem são as tesouras? Deus, como trabalhador da vinha, se encarrega de fazer a poda. A sua Palavra põe às claras as nossas limitações e falhas… e PODA nosso egoísmo, o orgulho, a vaidade, a falsidade, a ganância... As pessoas afastadas: com críticas duras e ásperas contra a Igreja… Não poderiam se tornar uma poda salutar, ainda que muito dolorosa? As pessoas participantes: por motivos pessoais, também podem "podar"... Sabemos aceitar com humildade e tranquilidade? Os Familiares: "Gostaria de atuar, mas o marido (ou esposa...) não deixa..." Poderíamos resumir a mensagem de hoje em três Palavras: Um Apelo: "Produzir frutos…" Uma Condição: "Permanecer unido a ele".  Para isso, precisa: Gastar tempo com ele. Nenhum trabalho, mesmo pastoral, justifica o abandono do encontro pessoal com Cristo, na Oração. Jesus nos adverte: "Sem mim NADA podeis fazer". Devemos antes falar com Deus... para depois falar de Deus... Alimentar a nossa espiritualidade com esta "seiva divina", que é a graça de Deus, na escuta da Palavra, na prática sacramental... Uma Advertência: Cristão que não "permanece" com ele não dá frutos. Tornar-se-á então um "galho seco" que será cortado e jogado ao fogo... Isso acontece com aqueles que se separam de Cristo e da própria Comunidade. Hoje, Cristo continua produzindo frutos, que agradam ao Pai, por meio dos cristãos de nossas comunidades, que "permanecem" sempre unidos a Cristo. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.04.2024
 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!