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Dom Otair Nicoletti

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A Vinha do Senhor é a Casa de Israel – Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (MT 21,33-43)

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6 de outubro de 2023

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A Vinha do Senhor é a Casa de Israel – Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (MT 21,33-43) - Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33"Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados,espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!' 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?" 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo". 42Então Jesus lhes disse: "Vós nunca lestes nas Escrituras: 'A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?' 43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor”  - MENSAGEM - A Liturgia continua a imagem da Vinha, que representa Israel, o povo eleito, precursor da Igreja, o novo Povo de Deus, que deve produzir frutos para Deus. Na Primeira Leitura, Isaias, com o “Cântico da Vinha”, narra a História do amor de Deus e a infidelidade do seu Povo (Is 5,1-7). É um lindo poema composto pelo profeta, talvez a partir de uma canção de vindima. Através do profeta (o trovador), Deus (o Amigo) julga seu povo (a vinha), descrevendo o amor de Deus e a resposta do Povo. Um agricultor escolheu o terreno mais adequado, escolheu cepas da melhor qualidade, tomou todos os cuidados necessários. O sonho dele era a colheita dos Frutos do seu trabalho. Mas a decepção foi grande: só deu uvas azedas. Que mais poderia eu ter feito por minha vinha e não fiz? Reação: Seu amor se transforma em ódio: derruba o muro de proteção permite que os transeuntes a pisem livremente e que o inço (mato) tome conta. Os Frutos, que o Senhor esperava, eram “o direito e a justiça” respeito pelos mandamentos e fidelidade à Aliança. Ao invés, viu “sangue derramado” e “Gritos de horror”: infidelidade, injustiça, corrupção, violência. Muitas manifestações religiosas, sem verdadeira adesão a Deus. Veio o castigo de Deus: a invasão dos assírios e dos babilônios, que destruíram a vinha: deportaram os israelitas como escravos. Hoje há ainda “sangue derramado” e “Gritos de horror?” Na Segunda Leitura, Paulo fala dos frutos que Deus espera da sua “Vinha” (Fl 4,6-9) Lembra aos filipenses algumas obrigações que resultam do seu compromisso com Cristo e com o Evangelho. Seis “qualidades” eles devem cultivar com alegria: a verdade, a justiça, a honradez, a amabilidade, a tolerância, a integridade. No Evangelho, Jesus retoma e desenvolve o poema da Vinha (Mt 21,33-43). Um Senhor planta uma vinha com todo cuidado e tecnologia necessária e a confia a uns vinhateiros, conhecedores da profissão. Chega o tempo da vindima, manda buscar a colheita e vem a surpresa. Não entregaram os frutos e maltratam os enviados. Não respeitam nem o próprio filho do dono. Chegam a matá-lo. A “Vinha” não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos. A Parábola é uma releitura da História da Salvação: ilustra a recusa de Israel ao projeto de salvação de Deus. A Vinha ´e o Povo de Deus. O Dono é Deu, que manifestou muito amor pela sua vinha. Os Vinhateiros são os líderes do povo judeu. Os enviados são os profetas..., o próprio Cristo “morto”. Resultado: A “Vinha” será retirada e confiada a outros trabalhadores, que ofereçam ao “Senhor” os frutos devidos e acolham o “Filho” enviado. Reação do Povo: tentam prender Jesus, pois percebem que a Parábola se refere a eles. Quem são esses outros, aos quais é entregue a Vinha? Somos todos nós, membros do Povo de Deus, que tem a missão de produzir seus frutos, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita. Que tipos de frutos está faltando? Os homens do tempo de Isaias e também de Jesus eram muito piedosos, zelosos nas práticas religiosas, no respeito do sábado. Isaias resume a queixa de Deus nas palavras do dono da vinha: “Esperei deles justiça, e houve sangue derramado; esperei retidão de conduta e o que ouço são os gritos de socorro de gente que foi explorada e maltratada” Será que isso acontecia só no passado? E Hoje? Há grupos de religiosos, aparentemente vigorosos (árvores cheias de folhas), desprovidos de frutos (sem compromisso com a justiça, a paz, a fraternidade). Não podemos reduzir tudo a umas práticas religiosas. Quais são os frutos que produzimos hoje em nossa comunidade? Devemos testemunhar gestos de amor, acolhimento, compreensão, misericórdia, partilha, serviço, a realidade do Reino, que Jesus veio propor. Os guardas da vinha quiseram até se transformar em Donos. Esse perigo não pode estar presente ainda hoje? O que pensar dos responsáveis pelas nossas comunidades, que impõem em nome de Deus o que se passa na própria cabeça, não dão ouvidos a ninguém e não se preocupam em saber qual é a vontade do único e legítimo senhor da Vinha? Não somos “donos”, mas apenas administradores. Deus nunca desiste de sua obra de amor e salvação. Uma Verdade consoladora, mas também um Alerta: Diante do fracasso com alguns, Deus não desiste. Mas Ele recomeça com outros. Será que Deus está satisfeito dos frutos que produzimos? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – CS 08/10/2023.
 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!