quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Dom Otair Nicoletti
14 de abril de 2023
A comunidade - Oito dias depois, Jesus entrou. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 20,19-31) - 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco". 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio". 22E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados;
a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos". 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: "Vimos o Senhor!"
Mas Tomé disse-lhes: "Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei". 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco". 27Depois disse a Tomé: "Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel". 28Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!" 29Jesus lhe disse: "Acreditaste, por que me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!" 30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos,
que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação, Gloria a Vós, Senhor! – MENSAGEM: A Liturgia desse domingo, vivendo ainda a alegria pascal, apresente a Nova Comunidade. (a Igreja), que nasceu da Cruz e Ressurreição com a missão de revelar ao ser humano a Vida Nova que brota da Ressurreição. As Leituras ilustram essa realidade. A Primeira Leitura descreve a Comunidade Cristã de Jerusalém (At 2,42-47). “Comunidade de irmãos” perseverantes: No ensino dos Apóstolos, equivalente à uma catequese; Na Partilha dos Bens, equivalente à caridade; Nas Celebrações equivalente à Liturgia. Orações no Templo e Eucaristia nas casas: Fração do Pão. Uma comunidade que dá testemunho, provocando admiração e simpatia do povo e atraindo novos membros. Essa comunidade ideal, descrita por Lucas, quer recordar o essencial daquilo que toda comunidade deve ser: Um modelo de Igreja de Jerusalém e às igrejas de todas as épocas. Uma comunidade de irmãos reunida ao redor de Cristo, animada pelo Espírito, que tem a missão de testemunhar na história a Salvação. A Segunda Leitura começa com um pequeno hino, que bendiz o Pai pela ressurreição de Jesus, que fez renascer a esperança. Deus nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo (1Pd 1,3-9) Salmo: “Porque eterna é a sua Misericórdia... O Evangelho nos apresenta a Comunidade dos Apóstolos. Jesus vivo e ressuscitado é o Centro da Comunidade Cristã. Ao redor dela, a comunidade se estrutura e se anima a vencer o “medo” e a hostilidade do mundo (Jo 30,19-31) Os Apóstolos estão trancados, apavorados, sem paz! Refletem as adversidades enfrentadas após a crucifixão de Jesus e na época em que o evangelho foi escrito. Mas Cristo infunde confiança, rompe as barreiras e aparece no primeiro dia da semana. Oferece: A paz, o perdão, torna-os Mensageiros do perdão. O Espírito Santo, “sopra”: lembra o sopro criador de Deus. Envia em Missão: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio”. Exige Fé: Para Tomé que quer ver para crer: “Não seja incrédulo, mas fiel... Felizes os que creem sem ter visto”. Única Bem-aventurança no Evangelho de João. Portas Trancadas: Cristo abre as portas daquela Comunidade, e os envia ao Mundo. A presença de Jesus ressuscitado é fonte de coragem e de paz. O Espírito Santo dará força para cumprir a missão. A Paz: Jesus oferece três vezes a Paz: “Shallon” que é igual à uma Paz Total. Dá a Paz aos Apóstolos e os envia como mensageiros da paz. Essa paz, muitas vezes, só é possível pelo caminho do Perdão. Por isso, Cristo oferece o Sacramento do Perdão: Confissão: “Aquele a quem perdoardes os pecados...” Pecadores, uma vez perdoados, são enviados a perdoar em nome de Deus. Fica para nós uma pergunta: “nós já fizemos nossa confissão Pascal?” Tomé, afastado da Comunidade quer provas, segurança: Ver para crer! Jesus: comprova sua “Divina Misericórdia” cujo dia hoje Celebramos: aceita o desafio e vai ao encontro do apóstolo incrédulo. Tomé, voltando à Comunidade, encontra o Cristo Ressuscitado e faz sua profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus”. “Felizes os que sem terem visto, creram!” É na comunidade que encontramos as provas que Jesus está vivo. Quem não participa da Comunidade não ouve a saudação de Paz, não prova a alegria da Páscoa do Senhor, nem recebe o dom do Espírito Santo. Quem não se encontra com a Comunidade não se encontra também com o Cristo Ressuscitado. A Tomé e a todos nós, Cristo continua repetindo: “Felizes os que acreditam mesmo sem terem visto...” Acontece no primeiro dia da semana. É uma alusão ao Domingo dia em que a comunidade é convocada a celebrar a Eucaristia: É no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o Pão de Jesus partilhado, que se descobre Jesus Ressuscitado. Cada domingo deve ser uma pequena Páscoa em que renovamos o nosso Batismo, a caminho da vida Plena. “O nosso domingo” é de fato “O Dia do Senhor?” As Leituras de hoje, nos questiona: A nossa comunidade é o local do nosso encontro com o Ressuscitado? Na comunidade, somos unidos e perseverantes no estudo da Palavra de Deus, na partilha dos bens e nas celebrações? Vivemos a alegria, a fraternidade, o perdão, a paz, que o Cristo ressuscitado veio trazer, ou trancados vivemos ainda o clima de medo? Podemos com sinceridade, dizer, que Jesus é nosso “Deus e Senhor”?
Pe Antônio Geraldo Dalla Costa – CS 16/04/2023
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!