quinta, 04 de junho, 2026
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A população de Mato Grosso do Sul está estimada em 2.682.386 habitantes, segundo dados oficiais divulgados ontem (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a 2010, houve crescimento de 9,5% o que representa, 233 mil novos sul-mato-grossenses.
De acordo com os dados publicados no Diário Oficial da União, Mato Grosso do Sul é o sexto com a menor densidade populacional, perdendo apenas para estados da região Norte. A Capital ainda está longe de chegar a ter 1 milhão de habitantes, segundo os dados do IBGE. Atualmente são 863.982 campo-grandenses, sendo que a população cresceu 9,8% nos últimos seis anos, o que em números totais representa 77.185 novas pessoas.
Dourados se mantém como a segunda maior cidade do Estado, com 215.486 habitantes. Três Lagoas, considerada polo industrial, é a terceira no ranking, com 115.561 moradores, crescimento de 13%. Corumbá tem atualmente 109.294 habitantes.
Depois das quatro maiores cidades, aparece Ponta Porã com população estimada em 88.164 e Sidrolândia com 52.975 moradores. As duas menores são Figueirão com 3.020 habitantes e Taquarussu 3.570, sendo que a primeira foi emancipada em 2005.
Mato Grosso do Sul tem nove municípios com população estimada entre 30 e 55 mil habitantes, sendo Amambai (38.030), Aquidauana (47.323), Coxim (33.231), Maracaju (44.042), Naviraí (52.367), Nova Andradina (51.764), Paranaíba (41.626), Sidrolândia (52.975) e Rio Brilhante (35.465).
Além disso, outras 17 cidades tem entre 20 e 30 mil habitantes. São elas: Anastácio (24.852), Aparecida do Taboado (24.745), Bataguassu (22.084), Bela Vista (24.223), Bonito (21.267), Caarapó (28.867), Cassilândia (21.685), Chapadão do Sul (23.284), Itaporã (23.220), Itaquiraí (20.401), Ivinhema (22.975), Jardim (25.617), Ladário (22.228), Miranda (27.316), Ribas do Rio Pardo (23.526), São Gabriel do Oeste (25.443) e Terenos (20.387).
Porém, a grande maioria, ou 70% dos municípios tem menos de 20 mil habitantes. Conforme o IBGE, o quadro de retração registrado na estimativa de 2015 se repetiu nos números de 201 para as cidades de: Bodoquena (de 7.898 habitantes para 7.859). Brasilândia (de 11.903 para 11.884), Camapuã (de 13.731 para 13.712), Fátima do Sul (de 19.220 para 19.200), Glória de Dourados (de 9.992 para 9.976), Guia Lopes da Laguna (de 10.136 para 10.063), Inocência (de 7.664 para 7.641), Jateí (de 4.038 para 4.031), Nioaque (de 14.233 para 14.162), Novo Horizonte do Sul (de 4.306 para 4.173), Pedro Gomes (de 7.794 para 7.738), Rio Negro (de 4.910 para 4.871) e Sete Quedas (de 10.832 para 10.811).
Agro
O Estado encerrou 2025 com US$ 10,7 bilhões em exportações, crescimento de 7,51% em relação ao ano anterior, com celulose, soja e carne bovina entre os principais produtos.
7 de janeiro de 2026
Mato Grosso do Sul registrou em 2025 o maior valor de exportações de sua história, atingindo US$ 10,7 bilhões em vendas externas, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com dados do ComexStat do Governo Federal.
A celulose foi o principal destaque, representando 28,98% do total exportado pelo Estado em 2025, seguida pela soja, com cerca de 22%, e pela carne bovina, com aproximadamente 17%. O resultado supera o recorde anterior registrado em 2023, quando as exportações somaram US$ 10,6 bilhões, e representa um crescimento de 7,51% em relação a 2024.
Segundo o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário internacional considerado adverso, com restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, segundo principal mercado para a carne bovina do Estado, e impactos em setores como citricultura, ferroligas, café e laranja. Em resposta, o Estado realocou produtos para outros mercados, mantendo o fluxo de produção e ajustando a pauta exportadora, como no caso da celulose, que deixou de ser direcionada ao mercado norte-americano.
A China permaneceu como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, absorvendo 48,57% do total. Os Estados Unidos aparecem em seguida. Entre os municípios, Três Lagoas liderou as exportações estaduais com 19,68% do total, impulsionada pela indústria de celulose, seguida por Ribas do Rio Pardo, com cerca de 11%.
O escoamento das exportações foi realizado principalmente pelo Porto de Santos (38%), utilizando transporte ferroviário da Malha Norte. Paranaguá concentrou 33% das exportações, sobretudo de soja via transporte rodoviário, enquanto São Francisco do Sul respondeu por 12%, voltado às proteínas animais. Corumbá participou com 5% do total exportado.

Melhorias no Rio Paraguai garantiram logística de exportação do minério sul-mato-grossense. (Foto: Bruno Rezende)
No setor mineral, a manutenção das condições do rio permitiu ampliar a produção e exportação de minério de ferro, que superou 8 milhões de toneladas em 2025.
As importações do Estado somaram US$ 2,8 bilhões em 2025, representando uma redução de 3,4% em relação ao ano anterior. O gás natural foi o principal item importado, seguido por máquinas para a indústria de papel e celulose, e cobre, refletindo a atividade da indústria de fios de cobre no Estado.
atualização
Mato Grosso do Sul alcançou, no fim de agosto, uma marca simbólica e significativa: mais de 500 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas no estado. O...
8 de setembro de 2025
Mato Grosso do Sul alcançou, no fim de agosto, uma marca simbólica e significativa: mais de 500 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas no estado. O número representa cerca de 17% da população sul-mato-grossense, conforme estimativas mais recentes do IBGE, que apontam um total de 2,9 milhões de habitantes em 2025.
A nova versão do documento, que unifica o número de identificação em todo o país por meio do CPF, tem se popularizado rapidamente em MS, com um avanço expressivo nos últimos dois anos. Somente em 2024, foram emitidas quase 289 mil novas identidades um salto de mais de 70% em relação a 2023. E o ritmo continua acelerado: até julho de 2025, já foram registradas mais de 183 mil emissões, o que equivale a um crescimento de quase 40% comparado ao mesmo período do ano passado.
Esse desempenho coloca o estado entre os mais ágeis na atualização do novo modelo de identidade, mesmo com o prazo nacional para a substituição total estendido até 2032.
Para dar conta da demanda crescente, a rede de atendimento à população também foi expandida. Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 91 postos de identificação em funcionamento, cobrindo os 79 municípios do estado e garantindo capilaridade no serviço.
A Carteira de Identidade Nacional traz benefícios como maior segurança contra fraudes, integração com bases de dados federais e facilidade na identificação do cidadão em diferentes instituições públicas e privadas. Além disso, o novo modelo atende padrões internacionais de segurança e facilita, por exemplo, o embarque em voos domésticos e a solicitação de serviços públicos digitais.
A expectativa do governo estadual é que o número de emissões continue crescendo de forma consistente nos próximos meses, acompanhando o aumento da procura da população pela regularização dos documentos.