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Governo "retoma" Aquário do Pantanal sem saber seu custo final

Governo do estado já investiu R$ 200 milhões no empreendimento.

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4 de abril de 2016

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G1 MS

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As obras do Aquário do Pantanal vão ser retomadas na manhã desta segunda-feira (4), em Campo Grande, após terem sido paralisadas em 16 de novembro do ano passado. Uma solenidade, às 8h (de MS) no canteiro do empreendimento vai marcar a assinatura de documentos pelo governo do estado e a construtora Egelte para que os trabalhos sejam retomados.

As obras foram paralisadas em razão de um impasse entre o governo do estado e a Egelte. O imbróglio foi solucionado somente no dia 17 de março, quando, com a intermediação da Justiça, foi homologado um acordo entre o Poder Público, representado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a construtora.

No acordo, ficou definido que a Egelte, empresa que venceu a licitação para construção do aquário, continuaria tocando a obra. A empresa chegou a apresentar um orçamento de R$ 39 milhões para concluir os 5% que faltavam da obra, mas o governo disse na época da celebração do acordo que seria necessário fazer um levantamento mais detalhado para definir esse valor, que será pago por meio de um aditivo.

A construção vai prosseguir, entretanto, sem que o governo do estado tenha pelo menos uma estimativa de quanto ainda vai gastar para concluir o aquário. O secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, disse nesta manhã, que já foram investidos na obra R$ 200 milhões, sendo R$ 175 milhões já foram pagos e outros R$ 25 milhões ainda deverão ser quitados.

“Nossa equipe técnica a partir da retomada da obra, vai dar continuidade ao trabalho que já está fazendo para que possamos levantar com muita responsabilidade, com muita tranquilidade, o quanto mais vamos precisar investir para o término da obra. Por enquanto só temos o número de quanto já foi aplicado”, destacou.

Com um percentual de 95% do empreendimento concluído, a previsão é que a obra do aquário seja concluída em um prazo de até 14 meses.

Além da questão do valor, um outro ponto que provocava divergência entre o governo e a empresa era o do desgaste da infraestrutura em razão da paralisação das obras. No acordo ficou definido que a empresa arcaria com essas despesas.

“Esse foi o ponto mais difícil  para que chegássemos a um acordo, porque desde o primeiro momento a posição do governo do estado foi tranquila, porém muito firme, no sentido de que não pagaríamos duas vezes pelo mesmo serviço. Exigimos, para que o acordo fosse feito, que a Egelte assumisse todos os retrabalhos eventualmente necessários a obra, de modo que o estado só vai pagar pelos serviços novos. Todos os serviços que foram feitos e que requerem reparos ou retrabalho serão ônus da empresa contratada. Mas não são muitas coisas não. São vários serviços pequenos e acabamentos”, explicou o secretário.

O impasse começou depois da rescisão do contrato, por parte do estado, com a construtora Proteco que estava sendo investigada na operação Lama Asfáltica por fraude em licitação e desvio de recursos públicos. A empresa foi subcontratada pela Egelte, que venceu a licitação para assumir a obra.

O governo chegou a notificar a empreiteira para retomar os trabalhos no Aquário do Pantanal, mas a empresa conseguiu uma liminar para não voltar.

Obras
O Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna, conhecido como Aquário do Pantanal, foi lançado em 2011 pelo então governador André Puccinelli (PMDB). As obras começaram no mesmo ano.

Quando finalizado, o empreendimento será o maior aquário de água doce do mundo, com 6,6 milhões de litros de água, distribuídos em 24 tanques, com 7 mil animais de 263 espécies, entre elas peixes, jacarés e cobras. O Aquário do Pantanal deve incluir ainda um centro de pesquisa, com 1000 m² de laboratório e biblioteca digital.

Atraso
A primeira previsão divulgada pelo governo do estado em relação à inauguração do Aquário do Pantanal foi outubro de 2013. O prazo foi adiado para outubro de 2014 e depois para dezembro do mesmo ano, mas, mesmo com o adiamento, a obra não foi finalizada.

No  dia 9 de dezembro, uma decisão da 3ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande derrubou a liminar que que desobrigada a empresa Egelte Engenharia a continuar a obra do Aquário do Pantanal.

Agro

Exportações de Mato Grosso do Sul batem recorde em 2025, impulsionadas pela celulose

O Estado encerrou 2025 com US$ 10,7 bilhões em exportações, crescimento de 7,51% em relação ao ano anterior, com celulose, soja e carne bovina entre os principais produtos.

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Mato Grosso do Sul registrou em 2025 o maior valor de exportações de sua história, atingindo US$ 10,7 bilhões em vendas externas, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com dados do ComexStat do Governo Federal.

Celulose se destaca como principal produto exportado

A celulose foi o principal destaque, representando 28,98% do total exportado pelo Estado em 2025, seguida pela soja, com cerca de 22%, e pela carne bovina, com aproximadamente 17%. O resultado supera o recorde anterior registrado em 2023, quando as exportações somaram US$ 10,6 bilhões, e representa um crescimento de 7,51% em relação a 2024.

Cenário internacional e diversificação de mercados

Segundo o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário internacional considerado adverso, com restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, segundo principal mercado para a carne bovina do Estado, e impactos em setores como citricultura, ferroligas, café e laranja. Em resposta, o Estado realocou produtos para outros mercados, mantendo o fluxo de produção e ajustando a pauta exportadora, como no caso da celulose, que deixou de ser direcionada ao mercado norte-americano.

China mantém liderança como principal destino

A China permaneceu como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, absorvendo 48,57% do total. Os Estados Unidos aparecem em seguida. Entre os municípios, Três Lagoas liderou as exportações estaduais com 19,68% do total, impulsionada pela indústria de celulose, seguida por Ribas do Rio Pardo, com cerca de 11%.

Logística e setor mineral impulsionam resultados

O escoamento das exportações foi realizado principalmente pelo Porto de Santos (38%), utilizando transporte ferroviário da Malha Norte. Paranaguá concentrou 33% das exportações, sobretudo de soja via transporte rodoviário, enquanto São Francisco do Sul respondeu por 12%, voltado às proteínas animais. Corumbá participou com 5% do total exportado.

Melhorias no Rio Paraguai garantiram logística de exportação do minério sul-mato-grossense.

Melhorias no Rio Paraguai garantiram logística de exportação do minério sul-mato-grossense. (Foto: Bruno Rezende)

No setor mineral, a manutenção das condições do rio permitiu ampliar a produção e exportação de minério de ferro, que superou 8 milhões de toneladas em 2025.

Importações apresentam retração

As importações do Estado somaram US$ 2,8 bilhões em 2025, representando uma redução de 3,4% em relação ao ano anterior. O gás natural foi o principal item importado, seguido por máquinas para a indústria de papel e celulose, e cobre, refletindo a atividade da indústria de fios de cobre no Estado.

atualização

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Mato Grosso do Sul alcançou, no fim de agosto, uma marca simbólica e significativa: mais de 500 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas no estado. O número representa cerca de 17% da população sul-mato-grossense, conforme estimativas mais recentes do IBGE, que apontam um total de 2,9 milhões de habitantes em 2025.

A nova versão do documento, que unifica o número de identificação em todo o país por meio do CPF, tem se popularizado rapidamente em MS, com um avanço expressivo nos últimos dois anos. Somente em 2024, foram emitidas quase 289 mil novas identidades  um salto de mais de 70% em relação a 2023. E o ritmo continua acelerado: até julho de 2025, já foram registradas mais de 183 mil emissões, o que equivale a um crescimento de quase 40% comparado ao mesmo período do ano passado.

Esse desempenho coloca o estado entre os mais ágeis na atualização do novo modelo de identidade, mesmo com o prazo nacional para a substituição total estendido até 2032.

Para dar conta da demanda crescente, a rede de atendimento à população também foi expandida. Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 91 postos de identificação em funcionamento, cobrindo os 79 municípios do estado e garantindo capilaridade no serviço.

A Carteira de Identidade Nacional traz benefícios como maior segurança contra fraudes, integração com bases de dados federais e facilidade na identificação do cidadão em diferentes instituições públicas e privadas. Além disso, o novo modelo atende padrões internacionais de segurança e facilita, por exemplo, o embarque em voos domésticos e a solicitação de serviços públicos digitais.

A expectativa do governo estadual é que o número de emissões continue crescendo de forma consistente nos próximos meses, acompanhando o aumento da procura da população pela regularização dos documentos.