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Estudante denuncia pedinte que ataca mulheres nos terminais e cobra segurança

Capital

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24 de fevereiro de 2016

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Midia Max

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Depois de agredida verbalmente no Terminal Morenão enquanto aguardava o ônibus para ir para casa na manhã desta terça-feira (23) a estudante, Ingrid Matzembacher, 21 anos, decidiu gravar um vídeo e postar em sua página no Facebook destacando toda a sua indignação com o ocorrido. A estudante conta que foi procurada por mais de 30 mulheres que dizem ter passado pela mesma situação em terminais. 

A estudante contou que depois que postou o vídeo mais de 30 mulheres relataram agressões similares não só no Terminal Morenão, mas em outros terminais. “Muitas mulheres que também já foram atacadas por ele vieram me chamar no privado e contaram o que aconteceu e perguntou o que eu fiz pra ver o que elas poderiam fazer se acontecesse de novo. E isso no Morenão, no Guaicurus e no Nova Bahia também”, diz.

No vídeo que até o momento tem 200 compartilhamentos e mais de mil visualizações a estudante detalha como tudo aconteceu nesta manhã. Abalada com o ocorrido e chorando muito ela relata que estava no terminal e em determinado momento foi abordada por um homem que pedia dinheiro. Segundo a estudante ao informá-lo que não teria como ajudá-lo ele começou a xingá-la.

“Eu tava num terminal aqui de Campo Grande e um cara veio e me pediu dinheiro. E eu não tinha dinheiro realmente, não estava nem com a carteira dentro da bolsa , não estava. Eu tava na faculdade (sic). E eu também não sou obrigada a dar dinheiro, ninguém é obrigado as dar dinheiro para as pessoas assim. E e não quis dar o dinheiro pra ele e aí ele simplesmente me atacou. Não de encostar em mim, mas verbalmente”, conta a estudante no vídeo.

Ela ressalta que no terminal o fluxo de pessoas era intenso naquele momento e várias pessoas presenciaram a agressão, mas nada fizeram. Outra reclamação de Ingrid é a respeito da Guarda Municipal, que segundo ela foi procurada no momento do ocorrido, mas não foi encontrada. A estudante salienta que precisou sair correndo e entrar no primeiro ônibus que encontrou porque estava sendo seguida pelo homem que usava uma calça com o zíper aberto.

“Eu fui procurar um guarda, sei lá alguém, uma pessoa que, um homem que pudesse pelo menos não deixar ele chegar perto de mim. Eu sai correndo e ele veio atrás falando as coisas com a calça jeans aberta já vindo pra cima de mim . O terminal lotado e ninguém fez nada, ninguém veio me ajudar (sic)”, conta.

Ingrid disse que registrou um Boletim de Ocorrência online e com medo vai mudar seu trajeto para ir para faculdade já que depende do transporte coletivo para se locomover. “Eu vou mudar todo o ritmo agora. Vou ter que ir para o [terminal] General Osório para chegar na faculdade”, conta a estudante.

Ela destaca ainda que vai cobrar das autoridades providências para que algo pior não aconteça. “Quero ver o que os responsáveis vão falar. Até agora ninguém se pronunciou. Eu queria ver quantos casos existem e depois de relatarem quantos casos existem, fazer alguma coisa. A Guarda Municipal me passou que tinha duas pessoas no horário que aconteceu isso. Mas onde estavam essas pessoas? E duas pessoas não é o suficiente para aquele terminal”, destaca.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Campo Grande para que o fato dos guardas municipais não terem sido encontrados seja explicado e foi informada que de acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública dois guardas civis municipais cumprem expediente no terminal Morenão.

E em relação ao fato “na data de hoje, no momento do ocorrido o Guarda Municipal estava em sua guarita, quando foi chamado por populares. Ao chegar no local do referido episódio a pessoa (vítima) já havia saído e o guarda encontrou um rapaz seminu que foi retirado do terminal. Não houve nenhum relato ou queixa formal sobre o episódio”, explica a assessoria.

Ainda segundo a assessoria a segurança do local é feita por dois guardas municipais fixos que fazem escala de 14hx34h (trabalham 14h e folgam 34h - um dia e meio). Além disso, passam rondas da Guarda com viaturas - motocicleta e carros.

Sobre o relato da estudante sobre o homem que a abordou não pagar passagem, a assessoria destaca que “nos terminais não é permitida a entrada de quem não pagou passagem, sendo advertidos por fiscal da Assetur e da Agetran e retirados do local”.

A assessoria informou ainda que segundo a Agetran serão instalados nos terminais câmeras de monitoramento com sensor de alarme que vão alertar quando houver um caso de alguém entrando de forma irregular (sem passagem). As instalações já teriam começado a ser feitas pela Assetur.  

Confira o video abaixo:

 

Desumano

Em 30 anos, mais de 3,3 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo será lançado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, durante semana nacional de mobilização.

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Mato Grosso do Sul registrou 12 casos de trabalho escravo em 2025, com resgate de 92 trabalhadores, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O governo estadual lança nesta quarta-feira 28) o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, em evento no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, às 8h.

Números de 2025 e setores com registros

De acordo com o relatório, a pecuária concentrou a maior parte das ocorrências, com 59 registros. Outros setores também aparecem no levantamento, como lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias, com 11 casos cada.

Desde 1995, o estado contabiliza 165 casos e 3.335 trabalhadores resgatados, conforme a CPT.

Plano estadual será lançado em Campo Grande

O lançamento do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo ocorre às 8h desta quarta-feira, no Auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A atividade é aberta ao público, mediante inscrição prévia por link disponibilizado pelos organizadores.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) no âmbito da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS). A CPT-MS, que integra a comissão estadual, também participa do lançamento.

Semana nacional e ações de conscientização

O lançamento do plano integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro.

Desde o dia 18, a CPT-MS promove oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas em comunidades rurais e urbanas, assentamentos, acampamentos e retomadas indígenas no estado. Entre as atividades abertas ao público está uma panfletagem de sensibilização na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir das 14h desta quarta-feira.

Dados nacionais citados no relatório

Conforme dados da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e do Centro de Documentação da CPT, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas dessa condição no Brasil em 2025. Nos últimos quatro anos, o número ultrapassa 11,5 mil trabalhadores, com cerca de 75% dos casos registrados no campo.

O levantamento também aponta que, desde 2017, aproximadamente 200 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo doméstico.

Roubo

Atenção Coxinenses: Motocicleta é furtada durante a madrugada no bairro Senhor Divino

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Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim.

Segundo relato do proprietário, Edson Vinicius Alves, o furto ocorreu por volta da meia-noite. Ele informou que saiu de casa para levar o filho ao hospital e, ao retornar, percebeu que a motocicleta não estava mais no local onde havia sido deixada, na área frontal da residência.

O veículo possui a placa RWG7C43 e, conforme o proprietário, encontra-se financiado, o que aumenta ainda mais o prejuízo causado pelo crime.

Imagens de câmeras de segurança da região foram registradas e serão encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Coxim, com o objetivo de auxiliar nas investigações e na identificação do autor ou autores do furto.

A Polícia pede a colaboração da população. Qualquer informação que possa contribuir para a localização da motocicleta pode ser repassada à Polícia Militar pelo telefone 190 ou diretamente ao proprietário, pelo número (67) 9 9886-5909.

Compartilhe essa matéria e vamos ajudar o Edson recuperar sua moto.