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Empresário é condenado por escravizar trabalhadores rurais de MS na África

Uma vítima é um operador de máquinas de São Gabriel do Oeste

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1 de maio de 2021

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O empresário Paulo Hegg foi condenado pela Justiça trabalhista por manter operários de Mato Grosso do Sul em trabalho análogo à escravidão no Sudão, na África. Um deles teve de viver em uma zona de guerra na região.

Conforme a divulgação do caso, uma vítima é um operador de máquinas pesadas de São Gabriel do Oeste. Ele assinou contrato com a empresa Sudanese Brazilian Modern Agricutural Project, que é uma multinacional que trabalha com produção agrícola na África. O acordo foi firmado com Paulo Hegg em 2014, que se apresentava como diretor-administrativo da empresa.

Ainda segundo trecho do processo, o salário do operário seria de dois mil dólares, sendo que o sul-mato-grossense viajou no mesmo mês para Damazine, no Sudão, onde iria operar maquinas agrícolas.

Pesadelo

No entanto, o operário afirma ter sido vítima de jornada de trabalho exaustiva, das 6h às 20h, com meia-hora de intervalo. Não tinha horário de almoço e uma folga por semana.

‘’Além disso, o trabalhador afirma que durante os meses de janeiro a maio, período da colheita, era obrigado a trabalhar das 6h até às 23h, com apenas 20 minutos diários de intervalo e sem qualquer dia de descanso’’, diz trecho da denúncia.

 

Com conflitos permanentes entre os governos do Sudão do Norte e do Sul e de grupos terroristas pelo domínio da região, o profissional conta que era constantemente ameaçado e que sofreu agressões físicas durante o trabalho por grupos extremistas.

Na ação trabalhista, o advogado do operário, Mário Cezar Machado Domingos, apresentou fotos e vídeos feitos pelo trabalhador durante a estadia em solo africano. Ele classificou o caso como crítico e destacou que a empresa só quis ganhar dinheiro e não protegeu o funcionário em ambiente hostil, perigoso e longe de seu país.

Em 2016, o trabalhador foi demitido sem justa causa, mas não recebeu direitos trabalhistas e os 13 meses de salários atrasados, que somaram US$ 26 mil. Em maio daquele ano, Hegg só teria pago US$ 19 mil ao ex-funcionário.

A defesa de Paulo Hegg defendeu a tese que o contrato de trabalho foi assinado fora do País, por isso não caberia à Justiça do Trabalho julgar a ação e sim a justiça do país africano. Porém, a juíza juíza Ana Paola Emanuelli Pegolo dos Santos rejeitou o argumento.

O valor da causa foi atribuído em R$ 493.370,98 e em julho de 2019 a Justiça do Trabalho reconheceu os pedidos do profissional e condenou os réus ao pagamento dos valores devidos. Em abril deste ano, com a relatoria do desembargador Francisco das Chagas Lima Filho, os desembargadores do TRT 24 (Tribunal Regional do Trabalho, 24ª Região) confirmaram a decisão da primeira instância favorável ao trabalhador.

 

Hegg, cuja família é proprietária de laticínio e divulgou várias notícias a respeito de seus investimentos na África, contratou vários trabalhadores em fazendas especializadas no plantio de soja em Mato Grosso do Sul. Além da condenação do trabalhador de São Gabriel do Oeste, há outras quatro prestes a ser publicadas, de acordo com o advogado trabalhista Mário Cezar Machado Domingos.

Desumano

Em 30 anos, mais de 3,3 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo será lançado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, durante semana nacional de mobilização.

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Mato Grosso do Sul registrou 12 casos de trabalho escravo em 2025, com resgate de 92 trabalhadores, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O governo estadual lança nesta quarta-feira 28) o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, em evento no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, às 8h.

Números de 2025 e setores com registros

De acordo com o relatório, a pecuária concentrou a maior parte das ocorrências, com 59 registros. Outros setores também aparecem no levantamento, como lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias, com 11 casos cada.

Desde 1995, o estado contabiliza 165 casos e 3.335 trabalhadores resgatados, conforme a CPT.

Plano estadual será lançado em Campo Grande

O lançamento do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo ocorre às 8h desta quarta-feira, no Auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A atividade é aberta ao público, mediante inscrição prévia por link disponibilizado pelos organizadores.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) no âmbito da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS). A CPT-MS, que integra a comissão estadual, também participa do lançamento.

Semana nacional e ações de conscientização

O lançamento do plano integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro.

Desde o dia 18, a CPT-MS promove oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas em comunidades rurais e urbanas, assentamentos, acampamentos e retomadas indígenas no estado. Entre as atividades abertas ao público está uma panfletagem de sensibilização na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir das 14h desta quarta-feira.

Dados nacionais citados no relatório

Conforme dados da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e do Centro de Documentação da CPT, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas dessa condição no Brasil em 2025. Nos últimos quatro anos, o número ultrapassa 11,5 mil trabalhadores, com cerca de 75% dos casos registrados no campo.

O levantamento também aponta que, desde 2017, aproximadamente 200 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo doméstico.

Roubo

Atenção Coxinenses: Motocicleta é furtada durante a madrugada no bairro Senhor Divino

Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim. Segundo...

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Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim.

Segundo relato do proprietário, Edson Vinicius Alves, o furto ocorreu por volta da meia-noite. Ele informou que saiu de casa para levar o filho ao hospital e, ao retornar, percebeu que a motocicleta não estava mais no local onde havia sido deixada, na área frontal da residência.

O veículo possui a placa RWG7C43 e, conforme o proprietário, encontra-se financiado, o que aumenta ainda mais o prejuízo causado pelo crime.

Imagens de câmeras de segurança da região foram registradas e serão encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Coxim, com o objetivo de auxiliar nas investigações e na identificação do autor ou autores do furto.

A Polícia pede a colaboração da população. Qualquer informação que possa contribuir para a localização da motocicleta pode ser repassada à Polícia Militar pelo telefone 190 ou diretamente ao proprietário, pelo número (67) 9 9886-5909.

Compartilhe essa matéria e vamos ajudar o Edson recuperar sua moto.