quinta, 04 de junho, 2026
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Denúncia
Mais uma denúncia reforça a suspeita de que o esquema de terceirização do serviço de vistoria veicular priorize os lucros das empresas credenciadas pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Contribuintes que realizam a transferência de um veículo são obrigados a pagar nova vistoria a cada negociação, mesmo que a venda aconteça no mesmo dia.
14 de abril de 2015
midiamax
Mais uma denúncia reforça a suspeita de que o esquema de terceirização do serviço de vistoria veicular priorize os lucros das empresas credenciadas pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Contribuintes que realizam a transferência de um veículo são obrigados a pagar nova vistoria a cada negociação, mesmo que a venda aconteça no mesmo dia.
A reclamação é feita por proprietários de veículos e profissionais que lidam com o comércio de automóveis. Os laudos das vistorias, que possuem validade de 30 dias, não são aceitos pelo órgão para mais de uma operação no intervalo.
"Me disseram na credenciada que cada laudo tem uma finalidade diferente e por isso tive que pagar uma vistoria para obter a segunda via do recibo, que havia perdido, e outra no dia seguinte para transferir o carro que tinha vendido. Fui no mesmo lugar e o rapaz sequer entrou no carro, porque tinha vistoriado no dia anterior. Me senti lesado, porque ele só recebeu e me deu o papel", denuncia um contribuinte que teve de deixar R$ 120,35 extras no caixa de uma vistoriadora para legalizar a venda.
"Vendi o carro por R$ 12 mil e eles ficaram com 1% sem fazer nada. Mas, tive que pagar para tirar do meu nome. O Detran mesmo orienta, e não vou fazer igual a mulher do diretor lá, que deixou o carro na mão da irmã sem transferir e teve o carro apreendido porque os documentos não foram pagos", diz.
Ele se refere ao episódio que envolveu a apreensão de um veículo registrado no nome da esposa de Gerson Claro, diretor-presidente do Detran-MS, na última semana. O carro se envolveu em um acidente e tinha mais de R$ 3 mil em débitos, que foram pagos depois do flagra, segundo Claro.
Segundo os despachantes, o contribuinte chegar a gastar R$ 490 para transferir um veículo. Neste total já está inserido o valor da vistoria, oficialmente 'válida por até 30 dias'. No entanto, se dentro deste prazo o mesmo carro recém-vistoriado for revendido, será necessário passar de novo pelo serviço e claro, pagar. Em caso de perda do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo), o contribuinte terá de desembolsar algo em torno de R$ 300, com inspeção entre outros custos, conforme os despachantes.
Marcelo Anderson Miranda, presidente do Sindvel-MS (Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores de Campo Grande), também questiona os gastos. “Tinha que ser uma cobrança irrisória, hoje tudo o que você for fazer no Detran-MS é cobrado. Existe custo para você transferir e agora essa para licenciar carro com mais de cinco anos de uso. Não sou contra, mas essa vistoria deveria custar algo em torno de R$ 30”, diz.
Os empresários e autônomos que trabalham com a venda de veículos usados também reclamam. Muitas vezes precisam fazer o procedimento conhecido como 'dupla transferência', quando a titularidade de um automóvel, por exemplo, passa para o nome de uma pessoa e daquela já é transferida para um comprador final.
Joaquim Nantes trabalha no ramo há 20 anos e diz que muita gente chega a deixar a compra do carro para outro momento por causa do valor da transferência.
“Estamos em uma fase difícil e muita gente não tem o dinheiro para fazer a transferência do carro. O licenciamento é a mesma coisa, muita gente deixa de licenciar por causa dessa cobrança abusiva”, comenta.
Herança Puccinelli
Ele se refere ao decreto deixado pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB) no final do mandato, obrigando todos os carros com mais de 5 anos de uso a passarem por vistoria anual, com custo extra de até R$ 120,35 na documentação. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) resistiu ao apelo dos deputados para cancelar a cobrança.
Esta vistoria, no entanto, custa R$ 103,45 se feito pelo Detran-MS e sobe até para R$ 120 nas credenciadas. O intuito da vistoria obrigatória para carros com mais de cinco anos de uso, na teoria, seria para tirar carros em más condições de tráfego das ruas. Apesar de ainda não ter tido mudanças evidentes, Reinaldo Azambuja (PSDB), atual governador do Estado, chegou a admitir durante agendas públicas, que a cobrança poderia ser revista, mas recuou, pressionando os deputados para não derrubarem o decreto de Puccinelli.
'Vista grossa'
O trabalho desempenhado pelas vistoriadoras credenciadas ao Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) tem sido questionado em Campo Grande. O Jornal Midiamax fez teste com o auxílio de um mecânico e levou o mesmo veículo, com alterações propositais no sistema de freio e suspensão, foi liberado pelas empresas sem elas ao menos notarem os 'defeitos' provocados.
O teste derruba o argumento do diretor-presidente do Detran-MS, de que a vistoria anual serviria para 'diminuir acidentes' tirando das ruas carros sem condições de circulação com segurança. A reportagem pediu ao órgão dados sobre qual a idade média dos veículos envolvidos em acidentes de trânsito em MS, mas até o momento não obteve retorno.
Desumano
Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo será lançado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, durante semana nacional de mobilização.
27 de janeiro de 2026
Mato Grosso do Sul registrou 12 casos de trabalho escravo em 2025, com resgate de 92 trabalhadores, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O governo estadual lança nesta quarta-feira 28) o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, em evento no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, às 8h.
De acordo com o relatório, a pecuária concentrou a maior parte das ocorrências, com 59 registros. Outros setores também aparecem no levantamento, como lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias, com 11 casos cada.
Desde 1995, o estado contabiliza 165 casos e 3.335 trabalhadores resgatados, conforme a CPT.
O lançamento do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo ocorre às 8h desta quarta-feira, no Auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A atividade é aberta ao público, mediante inscrição prévia por link disponibilizado pelos organizadores.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) no âmbito da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS). A CPT-MS, que integra a comissão estadual, também participa do lançamento.
O lançamento do plano integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro.
Desde o dia 18, a CPT-MS promove oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas em comunidades rurais e urbanas, assentamentos, acampamentos e retomadas indígenas no estado. Entre as atividades abertas ao público está uma panfletagem de sensibilização na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir das 14h desta quarta-feira.
Conforme dados da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e do Centro de Documentação da CPT, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas dessa condição no Brasil em 2025. Nos últimos quatro anos, o número ultrapassa 11,5 mil trabalhadores, com cerca de 75% dos casos registrados no campo.
O levantamento também aponta que, desde 2017, aproximadamente 200 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo doméstico.
Roubo
Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim. Segundo...
20 de janeiro de 2026
Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim.
Segundo relato do proprietário, Edson Vinicius Alves, o furto ocorreu por volta da meia-noite. Ele informou que saiu de casa para levar o filho ao hospital e, ao retornar, percebeu que a motocicleta não estava mais no local onde havia sido deixada, na área frontal da residência.
O veículo possui a placa RWG7C43 e, conforme o proprietário, encontra-se financiado, o que aumenta ainda mais o prejuízo causado pelo crime.
Imagens de câmeras de segurança da região foram registradas e serão encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Coxim, com o objetivo de auxiliar nas investigações e na identificação do autor ou autores do furto.
A Polícia pede a colaboração da população. Qualquer informação que possa contribuir para a localização da motocicleta pode ser repassada à Polícia Militar pelo telefone 190 ou diretamente ao proprietário, pelo número (67) 9 9886-5909.
Compartilhe essa matéria e vamos ajudar o Edson recuperar sua moto.