quinta, 04 de junho, 2026
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Cultura
Confira abaixo o que a Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania) preparou para este fim de semana.
14 de outubro de 2023
Paula Maciulevicius, Comunicação Setescc
O feriado prolongado continua em Mato Grosso do Sul e chega ao fim de semana com muita programação cultural em Campo Grande. Quem não viajou e ficou na cidade pode aproveitar as atrações locais. Prepare o tereré que não vai faltar coisa pra fazer.
Para criançada e toda a família, a dica é aproveitar a 5ª edição do Eteca (Encontro de Teatro entre Crianças), realizado pelo Grupo Casa, que vai encher a cidade de apresentações, e o melhor, tudo de graça. Confira abaixo o que a Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania) preparou para este fim de semana.
Sábado (14)5º Eteca - No sábado (14), a Companhia Dançurbana faz a apresentação de dança “KZUU” e o Grupo Casa apresenta o espetáculo "As preciosas", que conta a história de três funcionárias de uma máquina do tempo da humanidade que tentam sincronizar a consciência humana com o período cronológico histórico, trazendo à cena escritoras esquecidas ou anônimas de Contos de Fadas do século XVII e XVII, o espetáculo tem montagem com estrutura de andaimes e projeções em videomapping para ambientar a peça no Universo.
Veja a ordem de apresentações:
9h – Dona Joaninha e o Eclipse Solar – Contação de histórias com o Grupo Casa (MS)
10h – Água do Rio que corre pro mar – vivência musical para bebês com a Cia D’água na Peneira (MS)
18h – Grupo Casinha com Ana B., Maria Clarice e João de Barro
18h – Kzuu – Dança com a Cia Dançaurbana (MS)
20h – As Preciosas – Teatro com o Grupo Casa (MS)
Hora: 9h, 10h, 18h, 20h
Local: Grupo Casa - Rua Visconde de Taunay, 306 - Bairro Amambaí
Entrada: Gratuita
Dia das Crianças - A Vila Morena (nome que passou a ser chamada a Cidade do Natal) recebe uma programação toda especial neste feriado em homenagem ao Dia das Crianças, promovida pela Prefeitura de Campo Grande.
Com brinquedos infláveis como Castelo Pula-Pula, tobogã, quadra de sabão cama elástica, trave de futebol, além de labirinto de cordas, parede de escalada, piscina de bolinhas, tobogã médio, touro mecânico, a criançada ainda terá oficinas e apresentações.
Hora: Das 9h às 21h
Local: Altos da Avenida Afonso Pena
Entrada: Gratuita
Tindolêlê - Para bebês e crianças pequenas, tem espetáculo especial neste sábado. Tindolêlê, além de reforçar o vínculo afetivo com as famílias, busca envolver os pequenos com o encanto e a riqueza da cultura da infância brasileira. No palco, o cantador de histórias Edu Brincante se apresenta utilizando bonecos e objetos que ganham vida em suas mãos, com a participação da cantora Gabi Barros que interpreta canções ao vivo com o papel de Gabi Cantante.
Hora: 10h
Local: Sesc Cultura
Entrada: Gratuita, no entanto os ingressos devem ser retirados pelo Sympla
Sesc Geek - No sábado, o evento inicia a partir das 10h da manhã, com encontro de cosplay às 17h. Na programação ainda tem competições de Fifa23, Just Dance 2023, Smash Bros. Ultimate, Random K-Pop, além de concurso de cosplay.
Hora: A partir das 10h
Local: Estacionamento da Riachuelo - 1º piso - Shopping Campo Grande
Entrada: Gratuita
Feira São Chico - No sábado também tem feirinha São Chico no Palco da Orla, com apresentações de Lucy, Rhaysla e Rodrigo Bezerra na direção de palco, além de dezenas de expositores com gastronomia, artesanato, moda e antiguidades.
Hora: Das 15h às 21h
Local: Palco da Orla Morena - Avenida Noroeste, 1.500
Entrada: Gratuita
Sesc Infantil - Às 15h, a programação começa com a oficina especial semana da criança, com o tema “O Brinquedo do balanço”, para crianças com idade acima 5 anos. Na aula, o professor Kaio Ratier irá ensinar o passo a passo de como construir um lindo balanço de brinquedo dentro de um cenário. Para isso, é necessário trazer de casa: uma caixa de sapato, uma cola branca, uma tesoura sem ponta, um pincel largo e um fino, além de uma caixa de canetinha hidrocor.
Em seguida, tem Nano Elânio e banda brincante em uma apresentação especial para as crianças, que transforma tradicionais cantigas e brincadeiras infantis em versões vibrantes e roqueiras.
Hora: A partir das 15h
Local: Sesc Cultura – Avenida Afonso Pena, 2270
Entrada: Gratuita
Espaço Sesc – No sábado, 14, às 15h e 16h30, quem comanda a diversão é a New York Cirkus. Assim como é comum na história dos circos itinerantes, a família Perez trabalha unida para levar a arte do circo pela capital Campo Grande, percorrendo bairros da periferia com seu espetáculo.
Hora: Às 15h e às 16h30
Local: Shopping Norte Sul Plaza
Entrada: Gratuita
Bolonhesa e sua Trupe - Neste sábado tem apresentação de Pinóquio por Bolonhesa e sua Trupe, de graça, no Teatro do Mundo.
Hora: 16h
Local: Teatro do Mundo - Rua Barão de Melgaço, 177
Entrada: Gratuita
Chá Revelação - Depois do sucesso do casamento do sr. e da sra. rena, no Natal de 2022, Campo Grande será palco do “chá revelação”. No sábado, o público poderá escolher o nome da “reninha” que está a caminho. A programação faz parte da Semana da Criança, evento da Prefeitura que vai ocupar os altos da Avenida Afonso Pena.
Hora: 17h
Local: Vila Morena (antiga Cidade do Natal) - altos da Avenida Afonso Pena
Entrada: Gratuita
Bêbados Habilidosos - Sábado tem Bêbados Habilidosos no Tap Room da Canalhas Cervejaria.
Hora: 17h
Local: Rua Dom Lustosa, 214
Entrada: Ingressos a partir de R$ 20,00
5º Eteca - No domingo (15), encerrando a programação do Encontro de Teatro entre Crianças, tem apresentação de Requebra Torto, do Circo Cia Apoema (MS), roda de conversa mediada por Ligia Prieto sobre literatura para criança e a criação de uma nova história, e a Companhia Artesanal, do Rio de Janeiro, fecha o Festival com a apresentação do espetáculo "Tatá e o Travesseiro", no teatro Glauce Rocha.
Veja a ordem das apresentações:
9h – Requebra Torto – Circo Cia Apoema (MS)
10h – Roda de conversa “Arte para crianças: Como escrever uma nova história?” com Jaceguara Dantas, Tânia Souza e Bianca Resende. Mediação Ligia Prieto.
18h – Grupo Casinha com Duda Rosa e Vini Gomes
18h – Tatá – o Travesseiro – Teatro com a Cia Artesanal (RJ)
Hora: 9h, 10h (Grupo Casa); 18h (Teatro Glauce Rocha)
Local: Grupo Casa - Rua Visconde de Taunay, 306 - Bairro Amambaí; Teatro Glauce Rocha - UFMS
Entrada: Gratuita
Dia das Crianças - A Vila Morena (nome que passou a ser chamada a Cidade do Natal) recebe uma programação toda especial neste feriado em homenagem ao Dia das Crianças, promovida pela Prefeitura de Campo Grande.
Com brinquedos infláveis como Castelo Pula-Pula, tobogã, quadra de sabão cama elástica, trave de futebol, além de labirinto de cordas, parede de escalada, piscina de bolinhas, tobogã médio, touro mecânico, a criançada ainda terá oficinas e apresentações.
Hora: Das 9h às 21h
Local: Altos da Avenida Afonso Pena
Entrada: Gratuita
Feira do Bosque - A edição do mês de outubro é em comemoração ao Dia das Crianças. Na Feira do Bosque, além dos tradicionais expositores com artesanato, gastronomia, moda e antiguidades, você poderá conferir várias atrações culturais.
Hora: Das 9h às 15h
Local: Praça Bosque da Paz - Rua Kame Takayassu c/ Rua das Folhagens. Bairro Carandá Bosque
Entrada: Gratuita
Espaço Sesc - Domingo, 15, em duas sessões, Nano Elânio embala o público com sua contação de história. Com muita interação e musicalidade, Nano usa violão, pandeiro e outras brincadeiras cantadas. Arte-educador e musicoterapeuta, o artista tem carreira no teatro, música, comunicação social e é autor do livro “Conte histórias para crianças”.
Hora: Às 15h e às 16h30
Local: Shopping Norte Sul Plaza
Entrada: Gratuita
Farol da Lagoa - No domingo tem forró com Flor de Pequi e participação do Forró no Escuro.
Hora: A partir das 17h
Local: Rua Antônio Marquês, 537 - em frente à Lagoa Itatiaia
Entrada: Couvert a partir de R$ 20,00
Saraguá Noite no Teatro - O Capivas abre as portas para sarau, apresentações artísticas, de teatro e músicas regionais. O evento promete uma série de performances apresentadas por vários artistas e grupos num espaço aberto para prestigiar e fomentar os trabalhos dos artistas locais.
Hora: A partir das 17h
Local: Rua Pedro Celestino, 1079
Entrada: Ingressos a partir de R$ 5,00
Orgulhos Coxinenses
Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e...
29 de maio de 2026
Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e humanas para toda uma comunidade. Jorge Antônio Gai pertence a essa rara geração de homens cuja história não se resume aos próprios passos, mas se mistura à identidade de uma cidade inteira.
Sua trajetória não é feita apenas de processos, audiências ou tribunais. É construída sobre valores. Sobre dignidade. Sobre o peso da palavra dada. Sobre a honestidade que nunca se curva. Sobre o trabalho silencioso de quem constrói um legado sem precisar levantar a voz para ser reconhecido.
Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas à advocacia, Jorge Gai consolida seu nome como um dos grandes pilares da história jurídica de Coxim e do norte de Mato Grosso do Sul. Não apenas pela competência técnica admirável, mas principalmente pela forma humana, ética e profundamente respeitosa com que escolhe exercer sua profissão.
Nascido em 14 de junho de 1950, na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Jorge vem de uma família simples, numerosa e marcada pela perseverança. Filho de Vitelio Gai e Julieta Brondani Gai, cresce ao lado de nove irmãos em uma realidade onde o dinheiro era escasso, mas os ensinamentos eram imensos.
Seu pai, homem humilde e trabalhador, sustentava a família como taxista e costumava repetir aos filhos que a única herança verdadeira capaz de mudar destinos seria o estudo. Não havia patrimônio financeiro para deixar. Havia, porém, um legado muito maior: a convicção de que a educação era a mais poderosa riqueza que alguém poderia carregar pela vida.
E talvez nenhuma frase tenha atravessado tanto a existência de Jorge quanto essa.
Enquanto muitos adolescentes viviam os anos da juventude entre distrações e descobertas, Jorge aprendia cedo o significado da responsabilidade. Ainda jovem, divide a rotina entre o trabalho e os estudos. Frequenta o colegial pela manhã e trabalha à tarde em um escritório de contabilidade. Não conhece privilégios. Conhece esforço.

Cada conquista surge da disciplina.
Cada passo nasce da persistência.
Aos 18 anos, presta concurso para o Banco do Brasil um dos mais concorridos e respeitados do país naquela época. É aprovado entre os melhores colocados e assume suas funções em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. Para muitos, aquilo já significaria estabilidade suficiente para uma vida inteira. Mas Jorge carrega dentro de si algo maior: o desejo profundo de estudar Direito.
Em 1970 ingressa na recém-criada Faculdade de Direito de Cruz Alta. Trabalha, estuda, enfrenta dificuldades e segue em frente sem jamais abandonar o compromisso consigo mesmo e com os sonhos que carrega desde a juventude. Os primeiros anos da faculdade acontecem em meio a jornadas cansativas, deslocamentos e rotinas intensas. Ainda assim, permanece firme.
Quando finalmente recebe o diploma de advogado, aquele momento ultrapassa a realização individual. Torna-se um símbolo familiar. Mais tarde, Jorge descobriria que o maior sonho de seu pai era justamente ver um filho formado em Direito.
Talvez por isso sua formação tenha um significado tão profundo.
Não se tratava apenas de uma profissão.
Tratava-se da concretização de uma esperança construída dentro de uma família simples que acreditava no poder transformador da educação.
O destino então conduz Jorge até Mato Grosso do Sul.

No ano de 1975, transferido pelo Banco do Brasil, Jorge chega inicialmente à cidade de Rio Verde. Era um tempo de novos horizontes, de recomeços e de construção de sonhos. Foi também naquele mesmo ano que a vida lhe reservou outro encontro definitivo: Maria Lúcia Guerra Gai.
Os dois começaram a namorar em julho de 1975, iniciando uma história de amor que atravessaria décadas e se tornaria um dos alicerces mais importantes de sua vida. Embora trabalhasse em Rio Verde pelo Banco do Brasil, o escritório de advocacia de Jorge já funcionava em Coxim, cidade que começava a ocupar espaço definitivo em sua trajetória.
Em 1976, Jorge consegue a transferência do Banco do Brasil para Coxim. E é ali, definitivamente, que sua história passa a se confundir com a própria história da cidade.
Ao chegar em Coxim, Jorge divide a rotina entre o banco e a advocacia. Pela manhã cumpre suas atividades na instituição financeira. À tarde mergulha nos corredores do fórum, nas audiências, nos processos e nas causas humanas que passam a definir sua caminhada.
E é ali que sua história ganha raízes profundas
Os anos 70 e 80 são marcados por intensos conflitos fundiários no então jovem Mato Grosso do Sul. As disputas por posse e domínio de terras movimentam os tribunais e exigem advogados preparados para lidar não apenas com questões jurídicas complexas, mas também com dramas humanos, tensões sociais e interesses poderosos.
Jorge enfrenta esse período com firmeza, equilíbrio e ética
Sua atuação rapidamente conquista respeito. Não apenas pelo conhecimento jurídico, mas pela serenidade de suas posições, pela responsabilidade com que trata cada cliente e pela absoluta honestidade que se torna marca permanente de sua trajetória.
Ao longo do tempo, seu nome deixa de ser apenas o de um advogado competente. Passa a representar confiança.
E confiança talvez seja o patrimônio mais raro que um homem pode construir.
No dia 12 de fevereiro de 1977, Jorge e Maria Lúcia oficializam a união construída sobre amor, companheirismo e respeito mútuo. O casamento transforma-se em um dos pilares de sua existência. São quase cinco décadas caminhando lado a lado, compartilhando sonhos, desafios, conquistas e valores.
Dessa união nascem os filhos Johnny Guerra Gai, Rômulo Guerra Gai, Luciano Guerra Gai e Larissa Guerra Gai. Mais tarde, a família amplia ainda mais seus laços de amor com a chegada da filha adotiva Lucicleide Leite Sobreira Giglio, acolhida com o mesmo carinho, proteção e dedicação que sempre marcaram a essência da família Gai.
A vocação para o Direito atravessa gerações. Johnny, Rômulo e Luciano seguem os passos do pai na advocacia, compartilhando não apenas o exercício profissional, mas os princípios éticos que fazem de Jorge uma referência humana e jurídica.
Seu escritório transforma-se não apenas em ambiente profissional, mas em continuidade de uma história familiar construída sobre honestidade, responsabilidade e respeito às pessoas.

Mas talvez uma das maiores riquezas da vida de Jorge esteja nos momentos em que deixa os processos de lado para assumir o papel que mais lhe emociona: o de avô.
Os netos David Roger Alves Guerra Gai, Athena Andrade Brondani Gai, Melissa Gai Cunha Pereira, Danielle Vitória Silva Gai e Agatha Camargo Gai representam a continuidade de uma árvore familiar cultivada com amor, firmeza e valores sólidos.
É neles que Jorge vê o futuro.
É neles que permanece vivo o ensinamento recebido ainda na infância por seu pai: o conhecimento, a dignidade e a honestidade são patrimônios eternos.
Em 1983, outro capítulo importante marca sua trajetória profissional. Jorge assume a Assessoria Jurídica do Banco do Brasil, consolidando ainda mais o respeito conquistado ao longo dos anos tanto na advocacia quanto dentro da instituição bancária.
No mesmo período, ajuda a escrever uma das páginas mais importantes da história da advocacia regional. Participa diretamente da criação da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, tornando-se seu primeiro presidente. Naquele período, todos os profissionais da região ainda dependiam administrativamente da Capital.
A criação da Subseção representa independência institucional, fortalecimento jurídico e reconhecimento para toda a advocacia do norte do Estado.
Mais uma vez, Jorge demonstra aquilo que sempre norteia sua vida: pensar coletivamente.
Seu trabalho nunca se limita aos interesses pessoais. Ele compreende a advocacia como instrumento social, como missão pública e como ferramenta indispensável para a construção da justiça.
Os anos passam.
O mundo muda.
A tecnologia transforma profissões, rotinas e relações humanas.
Jorge acompanha todas essas mudanças sem jamais perder sua essência.
Vê as antigas máquinas de escrever desaparecerem diante dos computadores. Assiste aos processos físicos se tornarem digitais. Adapta-se às transformações tecnológicas, jurídicas e sociais. Mas permanece fiel àquilo que considera inegociável: ética, honestidade e autenticidade.
Enquanto muitos buscam soluções rápidas, ele insiste na construção sólida.
Enquanto o imediatismo domina o mundo moderno, Jorge segue acreditando no valor da reputação construída ao longo da vida.
E talvez seja justamente isso que torna sua trajetória tão admirável.
Porque ela prova que ainda é possível vencer sem abandonar princípios.
Ao falar sobre advocacia, Jorge costuma dizer que advogar é ciência, arte e abnegação. E talvez poucas frases consigam defini-lo tão bem.
Porque sua atuação jamais se resume à interpretação fria das leis. Existe sensibilidade em sua forma de enxergar o Direito. Existe humanidade em sua maneira de compreender conflitos. Existe prudência em suas palavras.
Ao orientar jovens advogados, insiste sempre no mesmo ensinamento: nenhum sucesso profissional vale a perda da honestidade.
Para ele, reputação não se conquista da noite para o dia. É construída lentamente, através do trabalho sério, da lealdade aos clientes, da ética profissional e da coragem de agir corretamente mesmo diante das dificuldades.
E é exatamente por nunca abrir mão desses valores que Jorge Antônio Gai se transforma em uma das figuras mais respeitadas da advocacia sul-mato-grossense.
Hoje, sua história ultrapassa os limites dos tribunais.
Ela pertence também à memória afetiva de Coxim.
Pertence aos corredores do fórum onde constrói amizades ao longo de décadas.
Pertence às famílias que encontram em seu trabalho amparo e orientação.
Pertence às gerações de advogados que enxergam em sua trajetória um exemplo raro de integridade.
Coxim aprende, ao longo do tempo, a admirar não apenas o advogado Jorge Gai, mas o homem Jorge Gai.
O homem de fala serena.
De postura firme.
De princípios sólidos.
De humildade intacta apesar de todas as conquistas.
Em tempos em que o mundo parece cada vez mais apressado, superficial e imediatista, Jorge representa a permanência de valores que nunca deveriam envelhecer.
Representa a dignidade.
Representa o compromisso.
Representa a honra.
E talvez seja justamente por isso que sua história emociona tanto.
Porque homens como Jorge Antônio Gai lembram à sociedade que o verdadeiro sucesso não está apenas nos títulos acumulados, nas homenagens recebidas ou no reconhecimento profissional.
O verdadeiro sucesso está na capacidade de atravessar o tempo sem perder a essência.
E Jorge Gai faz exatamente isso.
Constrói diariamente, através de sua vida e de sua trajetória, um legado que ultrapassa o Direito e alcança algo muito maior:
o respeito humano.
Um legado que permanece vivo em cada pessoa que aprende com sua caminhada.
Em cada jovem advogado que encontra inspiração em seus ensinamentos.
Em cada cidadão que reconhece nele um exemplo raro de honestidade e caráter.
Porque algumas pessoas não se tornam admiráveis apenas pelo que conquistam.
Tornam-se admiráveis pela forma como escolhem viver.
Orgulhos Coxinenses
No interior do Paraná, na pequena cidade de Ivaí, nascia em 16 de abril de 1943 um menino que, décadas depois, se tornaria um dos nomes mais respeitados da advocacia...
22 de maio de 2026
No interior do Paraná, na pequena cidade de Ivaí, nascia em 16 de abril de 1943 um menino que, décadas depois, se tornaria um dos nomes mais respeitados da advocacia sul-mato-grossense. Seu nome: Irajá Pereira Messias.
Naquele tempo, o Brasil ainda caminhava lentamente entre transformações sociais, estradas de terra e cidades pequenas onde os valores humanos tinham peso maior que qualquer título. Foi nesse ambiente simples, marcado pelo respeito à família, pelo trabalho e pela honestidade, que começou a ser moldado o caráter do homem que Coxim aprenderia a admirar profundamente.
Desde jovem, Irajá demonstrava algo que o acompanharia pela vida inteira: uma inteligência silenciosa e uma curiosidade profunda pelo conhecimento. Enquanto muitos rapazes de sua geração enxergavam apenas o caminho imediato do trabalho, ele carregava consigo uma inquietação intelectual rara. Gostava dos livros, das reflexões, da leitura cuidadosa. Havia nele uma serenidade madura, quase precoce, como se desde cedo compreendesse que a vida exigia profundidade.
Foi justamente essa paixão pelo conhecimento que o conduziu ao curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma das instituições mais respeitadas do Paraná. Na universidade, encontrou não apenas uma profissão, mas um propósito.
O jovem estudante mergulhou intensamente no universo jurídico. Não estudava o Direito apenas para obter um diploma. Estudava para compreender o comportamento humano, os conflitos da sociedade e a delicada missão de buscar justiça em um mundo imperfeito.
Os colegas já percebiam naquele rapaz discreto uma postura diferenciada. Não era homem de excessos, nem de vaidades. Preferia o silêncio dos observadores inteligentes às aparições espalhafatosas. Lia muito. Estudava profundamente. Pensava antes de falar. E quando falava, era ouvido.
Foi também nesse período que a vida lhe apresentou um dos encontros mais importantes de sua existência: Lídia Zanella.
Mais do que esposa, Lídia se tornaria sua companheira de caminhada, sua base emocional e seu grande amor. O relacionamento nasceu de forma sólida, tranquila e verdadeira, exatamente como seriam os mais de quarenta anos que viveriam juntos.

Em uma época em que os relacionamentos eram construídos sobre compromisso, parceria e permanência, Irajá e Lídia edificaram uma união marcada pelo respeito mútuo, pelo companheirismo e pelo amor silencioso dos casais que aprendem a caminhar lado a lado diante de todas as fases da vida.
O casamento trouxe não apenas felicidade, mas também o sonho da família.
Vieram então os filhos: Dartagnan Zanella Messias (IN MEMORIAM) e Athos Zanella Messias
A paternidade transformou ainda mais o homem reservado em um pai profundamente dedicado. Embora naturalmente sério e discreto, Dr. Irajá sempre carregou um amor imenso pelos filhos. A família tornou-se seu centro emocional, seu porto seguro e a principal razão de seus esforços.
Já formado em Direito, em 18 de dezembro de 1974, começava oficialmente sua trajetória na advocacia.
Mas o destino ainda preparava a cidade que verdadeiramente acolheria sua história.
Foi assim que Irajá e sua família chegaram a Coxim.
Naquele período, Coxim crescia como importante município do norte de Mato Grosso do Sul. A cidade possuía o calor humano típico do interior, onde as relações pessoais ainda eram construídas olho no olho, pela confiança e pela reputação.
E foi justamente ali que Dr. Irajá encontrou espaço para construir muito mais do que carreira.
Construiu pertencimento.
Nos primeiros anos, o jovem advogado começou a atuar na comarca com a discrição que sempre o caracterizou. Não demorou para que magistrados, colegas e clientes percebessem que havia algo diferente naquele profissional vindo do Paraná.
Ele dominava o Direito com profundidade rara.
Era preparado.
Culto.
Sereno.
E, acima de tudo, ético.
Em pouco tempo, seu nome passou a circular com respeito nos corredores do fórum, nos escritórios e nas conversas da cidade. Sua atuação firme, técnica e elegante fez dele uma referência jurídica em toda a região.
Mas Dr. Irajá nunca permitiu que o prestígio profissional alterasse sua essência humana.
Continuava acessível.
Educado.
Respeitoso com todos.

Dos empresários aos trabalhadores simples, todos encontravam nele o mesmo tratamento digno e cordial.
Talvez por isso tenha conquistado algo raro em qualquer cidade do interior: admiração praticamente unânime.
Ao longo de mais de três décadas atuando diretamente na comarca de Coxim, tornou-se um dos grandes pilares da advocacia regional. Não apenas pela quantidade de causas ou pelo reconhecimento profissional, mas pela forma como exercia o Direito.
Para ele, a advocacia jamais foi mero instrumento financeiro.
Era vocação.
Era responsabilidade moral.
Era compromisso humano.
Sua liderança natural o levou à presidência da 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, cargo que exerceu por dois mandatos.
Durante sua gestão, ajudou a fortalecer institucionalmente a advocacia local e teve participação decisiva na luta pela conquista da sede própria da subseção um sonho antigo da classe.
Mas sua visão sobre o Direito ultrapassava os limites tradicionais da advocacia.
Dr. Irajá acreditava que o conhecimento jurídico também precisava dialogar com cultura, reflexão e sociedade.
Foi assim que promoveu eventos históricos em Coxim, como o julgamento simulado de Lampião, o Rei do Cangaço. Atuando na defesa do lendário personagem brasileiro, conduziu um espetáculo jurídico que mobilizou a cidade e entrou para a memória da advocacia regional.
No julgamento, Lampião acabou absolvido.
Mais tarde, realizaria outro grande evento cultural e jurídico: o julgamento simulado de Otelo, personagem de William Shakespeare. O acontecimento reuniu importantes nomes do cenário jurídico e político, incluindo o senador Ramez Tebet, tornando-se um marco intelectual para Coxim.
Enquanto construía uma carreira admirável, também consolidava sua imagem como homem de profundo conhecimento. Apaixonado pelos livros, tornou-se estudioso respeitado no meio jurídico. Sua dedicação intelectual resultou na obra “Da Prova Penal”, livro que alcançou três edições esgotadas e se transformou em referência para profissionais do Direito.
Mesmo aos 83 anos, continua produzindo conhecimento. Seu novo livro, “O Lado Invisível do Tribunal do Júri”, nasce da experiência acumulada em décadas observando a complexidade humana dos julgamentos.
Mas por trás do advogado respeitado, existia sempre o homem de família.
O esposo dedicado.
O pai amoroso.
O avô apaixonado.

A vida, porém, também lhe apresentou dores profundas.
Em 11 de outubro de 2012, perdeu sua esposa Lídia Zanella Messias para o câncer. Após quarenta anos, quatro meses e treze dias de casamento, viu partir a mulher que havia caminhado ao seu lado durante praticamente toda a vida adulta.
A perda trouxe um silêncio ainda maior ao homem já naturalmente reservado.
Mas o destino lhe imporia outra ferida ainda mais devastadora.
Em 5 de setembro de 2018, perdeu o filho Dartagnan Zanella Messias, advogado formado pela UCDB, vítima de infarto fulminante.
A dor de um pai que perde um filho não encontra tradução completa nas palavras.
Ainda assim, Dr. Irajá atravessou o sofrimento da mesma forma como enfrentou toda sua trajetória: com dignidade, discrição e força interior.
Sem jamais perder a elegância emocional.
Sem transformar dor em espetáculo.
Hoje, parte de sua continuidade vive nos netos Valentina Lima Messias, Aramis Lima Messias e Heitor Carmona Zanella Messias, heranças afetivas que parecem devolver luz aos dias difíceis.
Atualmente residindo em Campo Grande, onde continua exercendo a advocacia, Dr. Irajá permanece como uma figura histórica profundamente ligada a Coxim.
Seu nome ainda é lembrado com carinho nos corredores do fórum, nas conversas entre antigos amigos, nas memórias da advocacia e no coração daqueles que conviveram com ele.
Ao longo da vida, recebeu importantes homenagens, como o título de Cidadão Honorário de Coxim, concedido por iniciativa da vereadora Dinalva, além da Medalha Jorge Siufi, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e da Medalha Heitor Medeiros, maior honraria da OAB/MS.
Mas talvez sua maior homenagem seja invisível.
Está no respeito espontâneo das pessoas.
Na admiração silenciosa de uma cidade e de uma comunidade.
Na forma como seu nome continua sendo pronunciado com carinho e reverência.
Porque algumas pessoas passam pela vida acumulando conquistas.
Outras constroem legado.
E Dr. Irajá Pereira Messias construiu algo ainda mais raro e muito mais caro:
Construiu uma história de dignidade humana que o tempo jamais conseguirá apagar.