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Cultura

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Fim de semana chega com encontro nacional do livro, grandes shows, evento geek e Oktoberfest

“Pantanal de Melodias I” - No domingo, uma celebração musical emocionante está prestes a tomar conta da região norte. O evento chega ao município de Coxim com a promessa de resgatar e enaltecer a rica música tradicional sul-mato-grossense, tocando os clássicos em uma série de apresentações com acessibilidade garantida.

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20 de outubro de 2023

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Paula Maciulevicius, Setescc

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Outubro que se preze tem festas e comemorações no estilo “Oktoberfest”, e em Campo Grande não é diferente. A tradição alemã chega com tudo na Capital, que também tem na programação de fim de semana o 24º Encontro do Proler, com oficinas de comunicação literária e leitura dramática.

Campo Grande será palco de grandes shows misturando arte e cultura com o Festival Macunaíma, além de ter programação para a criançada. Tem ainda o 1º Encontro de Carros Antigos, e o aniversário de 54 anos da Escola de Samba Vila Carvalho. 

E não para por aí, em Corumbá, tem espetáculo em homenagem a Sarah Abussafi Figueiró, apresentado pela Cia do Mato, além de musical sobre o Pantanal na cidade de Coxim. 

Confira abaixo as principais atrações que a Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania) separou:

Sexta-feira (20)

Erika Espíndola e Flávio Bernardo apresentam show MS2, de graça, no Sesc Cultura. (Foto: Divulgação)

Quintal Sesc -  O Quintal Sesc reúne cultura, arte, música, gastronomia em um ambiente aconchegante e ao ar livre. Na programação, tem desde teatrinhos, pinturinhas e brincadeiras, contação de histórias até feirinha natural com produtos da terra e food trucks. 

Hora: das 17h às 22h
Local: Estacionamento da Riachuelo – Shopping Campo Grande
Entrada: Gratuita

Sesc Geek - Dentro do Quintal Sesc, está acontecendo o último final de semana de Sesc Geek, que traz para o público o mundo das histórias em quadrinhos, mangás, animes, filmes e séries.

Nesta sexta tem apresentação da Orquestra Jovem Sesc MS (OJSMS) com um repertório de temas de filmes, animes e games, sob regência do maestro Rodrigo Faleiros. Além de toda trilha sonora, a programação terá a final do Just Dance e concurso de Cosplay.

Hora: A partir das 18h
Local: Estacionamento da Riachuelo – Shopping Campo Grande
Entrada: Gratuita

Violão da Mente - Nesta sexta tem música atemporal brasileira no Bar do Teatro, na Estação Cultural Teatro do Mundo. Quem conduz são Zoe & Lanziani. 

Hora: Às 19h
Local: Rua Barão de Melgaço, 177
Entrada: Gratuita 

“MS2” - No átrio do Sesc Cultura, Erika Espíndola e Flávio Bernardo apresentam o show “MS2”, em voz e violão. O espetáculo tem repertório autoral e canções de artistas sul-mato-grossenses como Geraldo Espíndola e também aqueles que fizeram carreira no Estado, como Begèt de Lucena.

Hora: A partir das 19h30
Local: Sesc Cultura – Avenida Afonso Pena, 2270
Entrada: Gratuita

24º Encontro do Proler - Nesta sexta-feira começa o 24º Encontro do Proler, com cursos e oficinas gratuitas. O evento tem o objetivo de contribuir com o processo formativo de profissionais envolvidos com a formação de leitores, por meio da partilha de conhecimentos e troca de experiências sobre o livro, a biblioteca, a leitura e a literatura.

Na programação desta sexta tem lançamento do livro “De dentro de mim partiu a última caravela” e leitura poética do livro premiado e editado em Portugal. Na sequência tem oficina de comunicação literária: A palavra sob permanente tensão com Rubervam du Nascimento. 

Hora: 20h
Local: Biblioteca Estadual Isaías Paim - Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559
Entrada: Gratuita 

Sábado (21)

Cassino Boogie é uma das atrações da Oktoberfest da Canalhas. (Foto: Divulgação)

24º Encontro do Proler - No sábado tem continuação da oficina de comunicação literária: A palavra sob permanente tensão, com Rubervam Du Nascimento. 

Hora: 8h30 às 18h
Local: Biblioteca Estadual Isaías Paim - Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559
Entrada: Gratuita 

Exposição de Carros Antigos - Neste sábado, tem encontro de carros antigos promovido pela Confraria do Fusca com o tema: “Acelere a Solidariedade”, no estacionamento aberto do Comper Itanhangá.

A intenção por trás dessa ação é proporcionar entretenimento e solidariedade. Além da exposição de carros antigos, haverá uma mostra de miniaturas de veículos, bem como apresentações de bandas ao longo do dia, tanto pela manhã quanto à tarde, e barracas para venda de comidas e bebidas, incluindo arroz carreteiro, salgados, refrigerantes, água e sucos.

As barracas presentes no evento vão representar quatro instituições: o Cotolengo, a AACC, o Asilo São João Bosco e a Escola Juliano Varela. Todas as receitas geradas nas barracas serão integralmente revertidas para essas instituições, possibilitando que os visitantes contribuam para ações beneficentes em prol da comunidade local.

Hora: Das 9h às 19h
Local: Estacionamento do Comper Itanhangá
Entrada: Gratuita;  toda consumação paga terá renda destinada para: Cotolengo, AACC, Asilo São João Bosco e Escola Juliano Varela.

Festival Macunaíma - Campo Grande, que já é palco da pluralidade sonora, diversidade e a mistura das cores de todo o País, recebe a primeira edição do Festival Macunaíma neste sábado, que chega com a intenção de exaltar a cena alternativa em MS. 

A promessa é de 10h de música unindo no mesmo evento rap, hip hop, reggae, pop, funk, tecno, samba. 

A ordem de atrações é a seguinte: Macedo, Ariadne com Isa Ramos e TWK, Nuala e Baiflu, Casanova e Golpe Clean, Abhnerrr e Gus Freitas, Stábile e Jah Rebel, Onze:20, Julio Prodigy convida para Batalha da Pista, Froid, Magão e Falange da Rima, Flora Matos, Afropaty e LadyAfroo, encerrando com Mascote.

Hora: A partir das 15h
Local: Arena Green Hall - Avenida Tamandaré, 8563
Entrada: Ingressos a partir de R$ 90,00 a meia-entrada

Sesc Infantil - Às 15h, a programação começa com a oficina “A paisagem pelos olhos de Tarsila do Amaral”. A proposta é saber mais sobre a obra “Distância”, pintada pela artista em 1928. As crianças irão fazer uma releitura dessa obra modernista. Para participar, é necessário cumprir alguns requisitos: ser maior que 5 anos, trazer uma tela de 30 x 40cm, um pincel largo, um pincel fino e cola branca.

Logo depois, às 16h, o Sesc Encena Infantil tem Edu Brincante e Gabi Cantante, com “Contos de Brincar e Cantar”. O espetáculo infantil é uma mistura de teatro, brincadeiras, cantigas e memórias; um convite para que crianças de todas as idades vivenciem momentos de encantamento, imaginação e felicidade.

A peça tem classificação livre e leva ao palco Edu Brincante, um cantador de histórias que se apresenta com seu baú mágico repleto de surpresas. Com muita ludicidade, utilizando bonecos e objetos que ganham vida em suas mãos, Edu em parceria com a cantora Gabi Barros, que interpreta o papel da Gabi Cantante, convida o público a se aproximar e celebrar o rico patrimônio da cultura da infância brasileira a partir de um repertório de brinquedos e brincadeiras, histórias e músicas autorais e de domínio popular.

Hora: A partir das 15h
Local: Sesc Cultura – Avenida Afonso Pena, 2270
Entrada: Gratuita

Espaço Sesc – No sábado tem  “Brincadeiras Musicais”, com Batucando Histórias. As apresentações do grupo mesclam histórias e músicas folclóricas com textos e melodias autorais, por meio da adaptação de enredos. 

Além de instrumentos musicais, o grupo mostra às crianças como a canção pode estar em todo lugar, utilizando objetos do cotidiano para musicalizar as histórias, como colheres e copos, e ainda o próprio corpo, com palmas e estalar de dedos.A classificação é livre.

Hora: Às 15h e às 16h30
Local: Shopping Norte Sul Plaza
Entrada: Gratuita

7ª Oktoberfest Canalhas - A tradicional festa alemã está de volta com food trucks, comidas e chopes típicos. No palco, muita música pra ninguém ficar parado com as bandas American Radio Oficial e Cassino Boogie, e atenção às famílias: terá espaço kids!

Hora: A partir das 17h
Local: Cervejaria Canalhas - Rua Dom Lustosa, 214
Entrada: Gratuita

Stand-up Maurício Meirelles - O comediante Maurício Meirelles apresenta o stand-up comedy “Webbullying” neste sábado, em Campo Grande. O show conta com 1 hora de reflexões e textos, e agora incorporou o quadro com a geração Z.

Hora: Às 18h
Local: Teatro Dom Bosco - Avenida Mato Grosso, 225
Entrada: A partir de R$ 47,00 a meia-entrada

15ª edição do Oktoberfest no CTG Tropeiros da Querência - A tradicional Oktoberfest toma conta do CTG neste sábado com toda magia e autenticidade da cultura alemã.

Além de concurso de chope por metro, terá uma variedade de pratos típicos alemães como Salsichão, Eisbein e Chucrute. A programação conta com as danças tradicionais alemãs embaladas pela Banda Destake do Paraná. No repertório, músicas alemãs super animadas, as famosas marchinhas, além de muito baile e fandango

Hora: A partir das 19h30
Local: CTG Tropeiros da Querência, Rua Miguel Sutil, 445, Vilas Boas
Entrada: Ingressos a partir de R$ 30,00

Show “As V Estações” - Os fãs da icônica banda de rock Legião Urbana têm a oportunidade de reviver os sucessos que marcaram uma geração neste sábado. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-membros da banda, estão de volta com o espetáculo “As V Estações”, além de performances de músicas que se tornaram clássicos do rock brasileiro.

Hora: 20h
Local: Bosque Expo, espaço de eventos do Shopping Bosque dos Ipês
Entrada: Ingressos a partir de R$ 90,00

Em Corumbá

Espetáculo "Chafica" homenageia grande ícone da cultura de MS, Sarah Abussafi Figueiró. (Foto: Vaca Azul)

“Espetáculo Chafica” - No sábado, na Cidade Branca tem apresentação da Cia do Mato em homenagem a Sarah Abussafi Figueiró, ícone da cultura de MS. “Chafica” tem trilha sonora inédita de Tetê Espíndola.

Uma sul-mato-grossense de origem libanesa, incentivadora, defensora da cultura e da saúde em MS. Uma mulher à frente do seu tempo. Sarah é filha de imigrantes libaneses, que se mudaram para o Brasil, desembarcando em terras sul-mato-grossenses pelo porto de Corumbá. 

Nasceu em Campo Grande, foi professora de artes e lutou pelo desenvolvimento da cultura local. O espetáculo tem direção e coreografia de Chico Neller e co-direção de Maria Fernanda Figueiró, neta de Sarah. Em cena, apresentam-se: Ana Carolina Brindarolli, Brendon Feitosa, Halisson Nunes, Júlia Mansur, Laisa Zucareli, Maria Fernanda Figueiró e Tanara Aguiar.

Hora: 19h
Local: Escola Estadual Dom Bosco - Rua Dom Aquino Corrêa, 2462
Entrada: Gratuita

Domingo (22)

Cia Habilidoces faz a alegria da criançada no Espaço Sesc neste domingo. (Foto: Divulgação)

24º Encontro do Proler - No domingo tem encerramento da da oficina de comunicação literária: A palavra sob permanente tensão, com Rubervam Du Nascimento. 

Hora: 8h30 às 12h
Local: Parque das Nações Indígenas
Entrada: Gratuita 

Aniversário da Escola de Samba da Vila Carvalho - Em comemoração aos 54 anos da escola, o domingo será de feijoada e lançamento oficial do samba enredo de 2024 da verde e rosa sul-mato-grossense. Entre as atrações estarão Pagode 67, Xandão do Cavaco, Cristian Oliver e, claro, a Bateria Poderosa.

Hora: Às 12h
Local: Quadra da Escola: Rua Joaquim Manoel de Carvalho, 395 Vila Carvalho
Entrada: Ingressos a partir de R$ 30,00 (necessário levar pratos e talheres)

Espaço Sesc – No domingo é a vez da Cia Habilidoces trazer a contação de histórias por meio de brincadeiras que envolvem a arte da palhaçaria, acrobacia, música e pernas de pau. O espetáculo também tem classificação livre.

Hora: Às 15h e às 16h30
Local: Shopping Norte Sul Plaza
Entrada: Gratuita

Em Coxim

“Pantanal de Melodias I” - No domingo, uma celebração musical emocionante está prestes a tomar conta da região norte. O evento chega ao município de Coxim com a promessa de resgatar e enaltecer a rica música tradicional sul-mato-grossense, tocando os clássicos em uma série de apresentações com acessibilidade garantida. 

Com a realização de apresentações únicas em um trio elétrico personalizado, o projeto, que tem apoio da Energisa, tem como objetivo unir artistas da terra e a comunidades locais em um evento inclusivo e marcante.

Hora: 16h
Local: Praça João Ferreira de Albuquerque
Entrada: Gratuita 

Orgulhos Coxinenses

Jorge Antonio Gai: a história de um homem que faz da ética sua maior herança

Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e...

Jorge Antonio Gai: a história de um homem que faz da ética sua maior herança

29 de maio de 2026

Jorge Antonio Gai: a história de um homem que faz da ética sua maior herança

 

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Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e humanas para toda uma comunidade. Jorge Antônio Gai pertence a essa rara geração de homens cuja história não se resume aos próprios passos, mas se mistura à identidade de uma cidade inteira.


Sua trajetória não é feita apenas de processos, audiências ou tribunais. É construída sobre valores. Sobre dignidade. Sobre o peso da palavra dada. Sobre a honestidade que nunca se curva. Sobre o trabalho silencioso de quem constrói um legado sem precisar levantar a voz para ser reconhecido.
Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas à advocacia, Jorge Gai consolida seu nome como um dos grandes pilares da história jurídica de Coxim e do norte de Mato Grosso do Sul. Não apenas pela competência técnica admirável, mas principalmente pela forma humana, ética e profundamente respeitosa com que escolhe exercer sua profissão.
Nascido em 14 de junho de 1950, na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Jorge vem de uma família simples, numerosa e marcada pela perseverança. Filho de Vitelio Gai e Julieta Brondani Gai, cresce ao lado de nove irmãos em uma realidade onde o dinheiro era escasso, mas os ensinamentos eram imensos.
Seu pai, homem humilde e trabalhador, sustentava a família como taxista e costumava repetir aos filhos que a única herança verdadeira capaz de mudar destinos seria o estudo. Não havia patrimônio financeiro para deixar. Havia, porém, um legado muito maior: a convicção de que a educação era a mais poderosa riqueza que alguém poderia carregar pela vida.
E talvez nenhuma frase tenha atravessado tanto a existência de Jorge quanto essa.
Enquanto muitos adolescentes viviam os anos da juventude entre distrações e descobertas, Jorge aprendia cedo o significado da responsabilidade. Ainda jovem, divide a rotina entre o trabalho e os estudos. Frequenta o colegial pela manhã e trabalha à tarde em um escritório de contabilidade. Não conhece privilégios. Conhece esforço.



Cada conquista surge da disciplina.
Cada passo nasce da persistência.
Aos 18 anos, presta concurso para o Banco do Brasil um dos mais concorridos e respeitados do país naquela época. É aprovado entre os melhores colocados e assume suas funções em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. Para muitos, aquilo já significaria estabilidade suficiente para uma vida inteira. Mas Jorge carrega dentro de si algo maior: o desejo profundo de estudar Direito.
Em 1970 ingressa na recém-criada Faculdade de Direito de Cruz Alta. Trabalha, estuda, enfrenta dificuldades e segue em frente sem jamais abandonar o compromisso consigo mesmo e com os sonhos que carrega desde a juventude. Os primeiros anos da faculdade acontecem em meio a jornadas cansativas, deslocamentos e rotinas intensas. Ainda assim, permanece firme.


Quando finalmente recebe o diploma de advogado, aquele momento ultrapassa a realização individual. Torna-se um símbolo familiar. Mais tarde, Jorge descobriria que o maior sonho de seu pai era justamente ver um filho formado em Direito.
Talvez por isso sua formação tenha um significado tão profundo.
Não se tratava apenas de uma profissão.
Tratava-se da concretização de uma esperança construída dentro de uma família simples que acreditava no poder transformador da educação.
O destino então conduz Jorge até Mato Grosso do Sul.



No ano de 1975, transferido pelo Banco do Brasil, Jorge chega inicialmente à cidade de Rio Verde. Era um tempo de novos horizontes, de recomeços e de construção de sonhos. Foi também naquele mesmo ano que a vida lhe reservou outro encontro definitivo: Maria Lúcia Guerra Gai.
Os dois começaram a namorar em julho de 1975, iniciando uma história de amor que atravessaria décadas e se tornaria um dos alicerces mais importantes de sua vida. Embora trabalhasse em Rio Verde pelo Banco do Brasil, o escritório de advocacia de Jorge já funcionava em Coxim, cidade que começava a ocupar espaço definitivo em sua trajetória.
Em 1976, Jorge consegue a transferência do Banco do Brasil para Coxim. E é ali, definitivamente, que sua história passa a se confundir com a própria história da cidade.
Ao chegar em Coxim, Jorge divide a rotina entre o banco e a advocacia. Pela manhã cumpre suas atividades na instituição financeira. À tarde mergulha nos corredores do fórum, nas audiências, nos processos e nas causas humanas que passam a definir sua caminhada.
E é ali que sua história ganha raízes profundas


Os anos 70 e 80 são marcados por intensos conflitos fundiários no então jovem Mato Grosso do Sul. As disputas por posse e domínio de terras movimentam os tribunais e exigem advogados preparados para lidar não apenas com questões jurídicas complexas, mas também com dramas humanos, tensões sociais e interesses poderosos.
Jorge enfrenta esse período com firmeza, equilíbrio e ética
Sua atuação rapidamente conquista respeito. Não apenas pelo conhecimento jurídico, mas pela serenidade de suas posições, pela responsabilidade com que trata cada cliente e pela absoluta honestidade que se torna marca permanente de sua trajetória.
Ao longo do tempo, seu nome deixa de ser apenas o de um advogado competente. Passa a representar confiança.
E confiança talvez seja o patrimônio mais raro que um homem pode construir.
No dia 12 de fevereiro de 1977, Jorge e Maria Lúcia oficializam a união construída sobre amor, companheirismo e respeito mútuo. O casamento transforma-se em um dos pilares de sua existência. São quase cinco décadas caminhando lado a lado, compartilhando sonhos, desafios, conquistas e valores.
Dessa união nascem os filhos Johnny Guerra Gai, Rômulo Guerra Gai, Luciano Guerra Gai e Larissa Guerra Gai. Mais tarde, a família amplia ainda mais seus laços de amor com a chegada da filha adotiva Lucicleide Leite Sobreira Giglio, acolhida com o mesmo carinho, proteção e dedicação que sempre marcaram a essência da família Gai.
A vocação para o Direito atravessa gerações. Johnny, Rômulo e Luciano seguem os passos do pai na advocacia, compartilhando não apenas o exercício profissional, mas os princípios éticos que fazem de Jorge uma referência humana e jurídica.
Seu escritório transforma-se não apenas em ambiente profissional, mas em continuidade de uma história familiar construída sobre honestidade, responsabilidade e respeito às pessoas.



Mas talvez uma das maiores riquezas da vida de Jorge esteja nos momentos em que deixa os processos de lado para assumir o papel que mais lhe emociona: o de avô.
Os netos David Roger Alves Guerra Gai, Athena Andrade Brondani Gai, Melissa Gai Cunha Pereira, Danielle Vitória Silva Gai e Agatha Camargo Gai representam a continuidade de uma árvore familiar cultivada com amor, firmeza e valores sólidos.
É neles que Jorge vê o futuro.
É neles que permanece vivo o ensinamento recebido ainda na infância por seu pai: o conhecimento, a dignidade e a honestidade são patrimônios eternos.
Em 1983, outro capítulo importante marca sua trajetória profissional. Jorge assume a Assessoria Jurídica do Banco do Brasil, consolidando ainda mais o respeito conquistado ao longo dos anos tanto na advocacia quanto dentro da instituição bancária.
No mesmo período, ajuda a escrever uma das páginas mais importantes da história da advocacia regional. Participa diretamente da criação da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, tornando-se seu primeiro presidente. Naquele período, todos os profissionais da região ainda dependiam administrativamente da Capital.
A criação da Subseção representa independência institucional, fortalecimento jurídico e reconhecimento para toda a advocacia do norte do Estado.
Mais uma vez, Jorge demonstra aquilo que sempre norteia sua vida: pensar coletivamente.
Seu trabalho nunca se limita aos interesses pessoais. Ele compreende a advocacia como instrumento social, como missão pública e como ferramenta indispensável para a construção da justiça.


Os anos passam.
O mundo muda.
A tecnologia transforma profissões, rotinas e relações humanas.
Jorge acompanha todas essas mudanças sem jamais perder sua essência.
Vê as antigas máquinas de escrever desaparecerem diante dos computadores. Assiste aos processos físicos se tornarem digitais. Adapta-se às transformações tecnológicas, jurídicas e sociais. Mas permanece fiel àquilo que considera inegociável: ética, honestidade e autenticidade.
Enquanto muitos buscam soluções rápidas, ele insiste na construção sólida.
Enquanto o imediatismo domina o mundo moderno, Jorge segue acreditando no valor da reputação construída ao longo da vida.
E talvez seja justamente isso que torna sua trajetória tão admirável.
Porque ela prova que ainda é possível vencer sem abandonar princípios.
Ao falar sobre advocacia, Jorge costuma dizer que advogar é ciência, arte e abnegação. E talvez poucas frases consigam defini-lo tão bem.
Porque sua atuação jamais se resume à interpretação fria das leis. Existe sensibilidade em sua forma de enxergar o Direito. Existe humanidade em sua maneira de compreender conflitos. Existe prudência em suas palavras.


Ao orientar jovens advogados, insiste sempre no mesmo ensinamento: nenhum sucesso profissional vale a perda da honestidade.
Para ele, reputação não se conquista da noite para o dia. É construída lentamente, através do trabalho sério, da lealdade aos clientes, da ética profissional e da coragem de agir corretamente mesmo diante das dificuldades.
E é exatamente por nunca abrir mão desses valores que Jorge Antônio Gai se transforma em uma das figuras mais respeitadas da advocacia sul-mato-grossense.
Hoje, sua história ultrapassa os limites dos tribunais.
Ela pertence também à memória afetiva de Coxim.
Pertence aos corredores do fórum onde constrói amizades ao longo de décadas.
Pertence às famílias que encontram em seu trabalho amparo e orientação.
Pertence às gerações de advogados que enxergam em sua trajetória um exemplo raro de integridade.
Coxim aprende, ao longo do tempo, a admirar não apenas o advogado Jorge Gai, mas o homem Jorge Gai.


O homem de fala serena.
De postura firme.
De princípios sólidos.
De humildade intacta apesar de todas as conquistas.
Em tempos em que o mundo parece cada vez mais apressado, superficial e imediatista, Jorge representa a permanência de valores que nunca deveriam envelhecer.
Representa a dignidade.
Representa o compromisso.
Representa a honra.
E talvez seja justamente por isso que sua história emociona tanto.
Porque homens como Jorge Antônio Gai lembram à sociedade que o verdadeiro sucesso não está apenas nos títulos acumulados, nas homenagens recebidas ou no reconhecimento profissional.


O verdadeiro sucesso está na capacidade de atravessar o tempo sem perder a essência.
E Jorge Gai faz exatamente isso.
Constrói diariamente, através de sua vida e de sua trajetória, um legado que ultrapassa o Direito e alcança algo muito maior:
o respeito humano.
Um legado que permanece vivo em cada pessoa que aprende com sua caminhada.
Em cada jovem advogado que encontra inspiração em seus ensinamentos.
Em cada cidadão que reconhece nele um exemplo raro de honestidade e caráter.
Porque algumas pessoas não se tornam admiráveis apenas pelo que conquistam.
Tornam-se admiráveis pela forma como escolhem viver.
 

Orgulhos Coxinenses

Dr. Irajá Pereira Messias: uma vida construída entre o amor, o Direito e a dignidade

No interior do Paraná, na pequena cidade de Ivaí, nascia em 16 de abril de 1943 um menino que, décadas depois, se tornaria um dos nomes mais respeitados da advocacia...

Dr. Irajá Pereira Messias: uma vida construída entre o amor, o Direito e a dignidade

22 de maio de 2026

Dr. Irajá Pereira Messias: uma vida construída entre o amor, o Direito e a dignidade

 

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No interior do Paraná, na pequena cidade de Ivaí, nascia em 16 de abril de 1943 um menino que, décadas depois, se tornaria um dos nomes mais respeitados da advocacia sul-mato-grossense. Seu nome: Irajá Pereira Messias.
Naquele tempo, o Brasil ainda caminhava lentamente entre transformações sociais, estradas de terra e cidades pequenas onde os valores humanos tinham peso maior que qualquer título. Foi nesse ambiente simples, marcado pelo respeito à família, pelo trabalho e pela honestidade, que começou a ser moldado o caráter do homem que Coxim aprenderia a admirar profundamente.


Desde jovem, Irajá demonstrava algo que o acompanharia pela vida inteira: uma inteligência silenciosa e uma curiosidade profunda pelo conhecimento. Enquanto muitos rapazes de sua geração enxergavam apenas o caminho imediato do trabalho, ele carregava consigo uma inquietação intelectual rara. Gostava dos livros, das reflexões, da leitura cuidadosa. Havia nele uma serenidade madura, quase precoce, como se desde cedo compreendesse que a vida exigia profundidade.
Foi justamente essa paixão pelo conhecimento que o conduziu ao curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma das instituições mais respeitadas do Paraná. Na universidade, encontrou não apenas uma profissão, mas um propósito.
O jovem estudante mergulhou intensamente no universo jurídico. Não estudava o Direito apenas para obter um diploma. Estudava para compreender o comportamento humano, os conflitos da sociedade e a delicada missão de buscar justiça em um mundo imperfeito.
Os colegas já percebiam naquele rapaz discreto uma postura diferenciada. Não era homem de excessos, nem de vaidades. Preferia o silêncio dos observadores inteligentes às aparições espalhafatosas. Lia muito. Estudava profundamente. Pensava antes de falar. E quando falava, era ouvido.
Foi também nesse período que a vida lhe apresentou um dos encontros mais importantes de sua existência: Lídia Zanella.
Mais do que esposa, Lídia se tornaria sua companheira de caminhada, sua base emocional e seu grande amor. O relacionamento nasceu de forma sólida, tranquila e verdadeira, exatamente como seriam os mais de quarenta anos que viveriam juntos.



Em uma época em que os relacionamentos eram construídos sobre compromisso, parceria e permanência, Irajá e Lídia edificaram uma união marcada pelo respeito mútuo, pelo companheirismo e pelo amor silencioso dos casais que aprendem a caminhar lado a lado diante de todas as fases da vida.
O casamento trouxe não apenas felicidade, mas também o sonho da família.
Vieram então os filhos: Dartagnan Zanella Messias (IN MEMORIAM) e Athos Zanella Messias
A paternidade transformou ainda mais o homem reservado em um pai profundamente dedicado. Embora naturalmente sério e discreto, Dr. Irajá sempre carregou um amor imenso pelos filhos. A família tornou-se seu centro emocional, seu porto seguro e a principal razão de seus esforços.
Já formado em Direito, em 18 de dezembro de 1974, começava oficialmente sua trajetória na advocacia.
Mas o destino ainda preparava a cidade que verdadeiramente acolheria sua história.
Foi assim que Irajá e sua família chegaram a Coxim.
Naquele período, Coxim crescia como importante município do norte de Mato Grosso do Sul. A cidade possuía o calor humano típico do interior, onde as relações pessoais ainda eram construídas olho no olho, pela confiança e pela reputação.
E foi justamente ali que Dr. Irajá encontrou espaço para construir muito mais do que carreira.
Construiu pertencimento.


Nos primeiros anos, o jovem advogado começou a atuar na comarca com a discrição que sempre o caracterizou. Não demorou para que magistrados, colegas e clientes percebessem que havia algo diferente naquele profissional vindo do Paraná.
Ele dominava o Direito com profundidade rara.
Era preparado.
Culto.
Sereno.
E, acima de tudo, ético.
Em pouco tempo, seu nome passou a circular com respeito nos corredores do fórum, nos escritórios e nas conversas da cidade. Sua atuação firme, técnica e elegante fez dele uma referência jurídica em toda a região.
Mas Dr. Irajá nunca permitiu que o prestígio profissional alterasse sua essência humana.
Continuava acessível.
Educado.
Respeitoso com todos.



Dos empresários aos trabalhadores simples, todos encontravam nele o mesmo tratamento digno e cordial.
Talvez por isso tenha conquistado algo raro em qualquer cidade do interior: admiração praticamente unânime.
Ao longo de mais de três décadas atuando diretamente na comarca de Coxim, tornou-se um dos grandes pilares da advocacia regional. Não apenas pela quantidade de causas ou pelo reconhecimento profissional, mas pela forma como exercia o Direito.
Para ele, a advocacia jamais foi mero instrumento financeiro.
Era vocação.
Era responsabilidade moral.
Era compromisso humano.
Sua liderança natural o levou à presidência da 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, cargo que exerceu por dois mandatos.
Durante sua gestão, ajudou a fortalecer institucionalmente a advocacia local e teve participação decisiva na luta pela conquista da sede própria da subseção um sonho antigo da classe.


Mas sua visão sobre o Direito ultrapassava os limites tradicionais da advocacia.
Dr. Irajá acreditava que o conhecimento jurídico também precisava dialogar com cultura, reflexão e sociedade.
Foi assim que promoveu eventos históricos em Coxim, como o julgamento simulado de Lampião, o Rei do Cangaço. Atuando na defesa do lendário personagem brasileiro, conduziu um espetáculo jurídico que mobilizou a cidade e entrou para a memória da advocacia regional.
No julgamento, Lampião acabou absolvido.
Mais tarde, realizaria outro grande evento cultural e jurídico: o julgamento simulado de Otelo, personagem de William Shakespeare. O acontecimento reuniu importantes nomes do cenário jurídico e político, incluindo o senador Ramez Tebet, tornando-se um marco intelectual para Coxim.
Enquanto construía uma carreira admirável, também consolidava sua imagem como homem de profundo conhecimento. Apaixonado pelos livros, tornou-se estudioso respeitado no meio jurídico. Sua dedicação intelectual resultou na obra “Da Prova Penal”, livro que alcançou três edições esgotadas e se transformou em referência para profissionais do Direito.
Mesmo aos 83 anos, continua produzindo conhecimento. Seu novo livro, “O Lado Invisível do Tribunal do Júri”, nasce da experiência acumulada em décadas observando a complexidade humana dos julgamentos.
Mas por trás do advogado respeitado, existia sempre o homem de família.
O esposo dedicado.
O pai amoroso.
O avô apaixonado.



A vida, porém, também lhe apresentou dores profundas.
Em 11 de outubro de 2012, perdeu sua esposa Lídia Zanella Messias para o câncer. Após quarenta anos, quatro meses e treze dias de casamento, viu partir a mulher que havia caminhado ao seu lado durante praticamente toda a vida adulta.
A perda trouxe um silêncio ainda maior ao homem já naturalmente reservado.
Mas o destino lhe imporia outra ferida ainda mais devastadora.
Em 5 de setembro de 2018, perdeu o filho Dartagnan Zanella Messias, advogado formado pela UCDB, vítima de infarto fulminante.
A dor de um pai que perde um filho não encontra tradução completa nas palavras.
Ainda assim, Dr. Irajá atravessou o sofrimento da mesma forma como enfrentou toda sua trajetória: com dignidade, discrição e força interior.
Sem jamais perder a elegância emocional.
Sem transformar dor em espetáculo.
Hoje, parte de sua continuidade vive nos netos Valentina Lima Messias, Aramis Lima Messias e Heitor Carmona Zanella Messias, heranças afetivas que parecem devolver luz aos dias difíceis.


Atualmente residindo em Campo Grande, onde continua exercendo a advocacia, Dr. Irajá permanece como uma figura histórica profundamente ligada a Coxim.
Seu nome ainda é lembrado com carinho nos corredores do fórum, nas conversas entre antigos amigos, nas memórias da advocacia e no coração daqueles que conviveram com ele.
Ao longo da vida, recebeu importantes homenagens, como o título de Cidadão Honorário de Coxim, concedido por iniciativa da vereadora Dinalva, além da Medalha Jorge Siufi, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e da Medalha Heitor Medeiros, maior honraria da OAB/MS.
Mas talvez sua maior homenagem seja invisível.
Está no respeito espontâneo das pessoas.
Na admiração silenciosa de uma cidade e de uma comunidade.
Na forma como seu nome continua sendo pronunciado com carinho e reverência.
Porque algumas pessoas passam pela vida acumulando conquistas.
Outras constroem legado.
E Dr. Irajá Pereira Messias construiu algo ainda mais raro e muito mais caro:
Construiu uma história de dignidade humana que o tempo jamais conseguirá apagar.