quinta, 04 de junho, 2026
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Nosso entrevistado da semana é um exemplo de superação, fé, resiliência e força. Leitor do Diário do Estado, prepare-se para uma entrevista forte e emocionante, uma lição de amor pela vida.
Willian Eugênio do Nascimento, Bombeiro Militar, 26 anos, estudante de Educação Física, noivo de Bruna Mânica, pai da pequena Luíza, de 2 anos, filho do conhecido empresário de Coxim, Nilson da marmoraria, e por sorte, duas mães: Elisangela e Jakeline.
Willian, apesar de ser bombeiro e conhecer os perigos que a profissão traz, passou por sua maior batalha fora das suas atividades diárias como bombeiro militar. Você, leitor do Diário do Estado, irá acompanhar um verdadeiro testemunho de superação e resiliência.
Diário do Estado: Willian, dia 12 de junho de 2023 será para sempre uma data marcante em sua vida. Nos fale um pouco sobre esse dia.
Willian: Glenda, vamos lá (risos). Para mim, seria um dia normal. Tinha uma viagem a trabalho marcada para Campo Grande, seria mais uma formação que eu passaria. Acordei, fiz minhas coisas de costume, estava com minha filha Luíza, tenho guarda compartilhada com a mãe dela. Eu estava com ela há alguns dias, e naquele dia eu teria que devolvê-la para sua mãe por conta da viagem para a capital.
Diário do Estado: Você teve algum pressentimento neste dia? Alguma coisa atípica aconteceu?
Willian: Glenda, interessante sua pergunta, porque eu não acredito em nada dessas coisas, e naquele dia eu sentia muita necessidade de ficar o máximo de tempo com a minha filha. Não queria me despedir dela, queria ficar com ela o máximo de tempo que eu pudesse. Isso nunca tinha me acontecido, e sempre que viajava ia de carro ou moto. Nesse dia, minha mãe me pediu para não ir de moto ou carro porque ela sempre ficava preocupada quando eu pegava estrada assim. Eu sempre disse para ela que não gostava de viajar de ônibus porque eu sempre queria ter controle da situação, e outras pessoas dirigindo não me deixavam confortável. Na realidade, a gente sempre fica procurando motivos para as coisas que acontecem, mas o fato era que: tinha que acontecer, era meu dia. Nunca gostei de viajar de ônibus, e naquele dia eu fui e aconteceu.
Diário do Estado: Você pode contar sobre o momento do acidente?
Willian: Meu ônibus saiu de Coxim por volta das 01:30 da madrugada. Pensei: vou dormir a viagem toda, descansar. O ônibus estava com 28 passageiros, não estava tão vazio e nem tão cheio. A viagem estava tranquila, até que por volta das 03:30 da madrugada, antes de chegar na cidade de São Gabriel do Oeste, o ônibus começou a balançar bastante. Havia bastante neblina na estrada, me lembro que acordei com isso, o balanço do ônibus. Em seguida, já começaram os gritos, e bem em seguida o ônibus tombou. Eu estava na janela, na poltrona do corredor ao meu lado havia uma mulher, então quando o ônibus tombou, eu tentei sustentar essa pessoa com o peso do meu corpo para que ela não caísse sobre mim e o peso de nós dois não quebrasse o vidro da minha janela. Mas o ônibus tombou e não parou, foi se arrastando por metros antes de parar, e o vidro da janela ao meu lado estourou. Quando soltei o corpo, meu braço tocava o asfalto, o asfalto comeu meu braço, só que eu não havia percebido.
Diário do Estado: Você tem uma noção de quanto tempo durou entre o ônibus tombar, se arrastar pela estrada e parar?
Willian: Glenda, acredito que minutos, mas que pareciam uma eternidade, e os gritos e choro das pessoas tornavam tudo mais interminável. Mas manter o controle faz com que tenhamos sabedoria para conduzir qualquer situação.
Diário do Estado: Quando o ônibus finalmente parou, o que você fez?
Willian: Um rapaz me ajudou a sair do ônibus. Começamos a ajudar as pessoas a sair de dentro do ônibus. Saí pela saída que existe no teto do ônibus. Como estava escuro, eu fui colocando as pessoas para a parte da frente do ônibus, na frente dos faróis, para que, quando o socorro chegasse, pudesse nos ver. Foi só então que vi a minha situação. Vi meu punho esquerdo pendurado, o asfalto havia comido toda a carne da minha mão, e na mão direita haviam fraturas expostas. Eu sangrava bastante e me lembro que uma mulher olhou para mim e disse: "Meu Deus!!!" e eu respondi para ela: "Fica tranquila, foi só uma raladinha" (risos). Lógico que eu sabia que a minha situação era grave, mas como eu estava conseguindo andar, consciente, meu papel era acalmar as pessoas, e foi o que eu tentei fazer.
Diário do Estado: Quanto tempo o socorro demorou para chegar?
Willian: Demorou um pouco, Glenda, em torno de 1 hora. Várias pessoas que estavam no ônibus ligaram para a CCR VIA, bombeiros, polícia, mas algumas pessoas enviaram a localização errada, por isso acredito que houve a demora. Deve ter havido alguma confusão por parte das equipes de socorro nos encontrar. A equipe da CCRVIA foi a primeira a chegar. Fomos encaminhados para o hospital de São Gabriel do Oeste. Somente lá me identifiquei como bombeiro. Pedi que ligassem para meu cunhado para avisar sobre o acidente. Não quis preocupar meus pais, então liguei para meu cunhado para que ele fosse avisar meus pais, mas como era madrugada, ele só visualizou minha mensagem pela manhã. Fui encaminhado para Campo Grande em vaga zero, que é quando o caso é extremamente grave. Cheguei em CG e já fui encaminhado direto para a sala de cirurgia.
Diário do Estado: Você foi avisado que teria que amputar parte do seu braço?
Willian: Fui, Glenda, mas antes mesmo do médico falar comigo eu já havia percebido que isso teria que ser feito pela situação que estava meu braço. Realmente estava feio, “o trem não tava bom não”, brinca Willian. Então disse para um casal de amigos que foi para a Santa Casa assim que cheguei lá: “Manda cortar, se precisar pode fazer!!!” Logo em seguida que disse isso para meus amigos, o médico chegou até mim antes que eu fosse para o centro cirúrgico e disse: “Willian, vamos tentar salvar o que der, para que você possa pelo menos ter alguns dedos para fazer o movimento de pinça e pegar as coisas.” Mas como eu tinha noção da minha situação, eu sabia que não daria para salvar muito ali. Fui para a sala de cirurgia, apaguei por conta dos remédios para dor que me deram, como a morfina e anestesia, e só acordei no quarto horas depois. Quando acordei, meu pai estava no quarto chorando bastante, e eu disse para ele: "Rapaz, eu tô vivo, moço, não chora não!"
Diário do Estado: Quanto tempo você ficou em CG?
Willian: Fiquei 7 dias em Campo Grande e retornei para Coxim. O retorno foi recomendado pelo médico por conta dos riscos de infecção de uma internação longa. Então, como eu já havia me recuperado bem nos 7 dias, os médicos optaram pela minha alta e retorno para casa.
Diário do Estado: E como foi sua chegada em casa?
Willian: Emocionante, Glenda. Cheguei e havia muitas pessoas na frente de casa me esperando, com faixas, dizeres carinhosos, muitas mensagens de carinho, música, meus amigos e parentes todos ali juntos, meus pais, meus irmãos,minha filha. Retornar para casa e vivo foi o melhor presente que Deus poderia ter me dado. Sou muito grato, muito grato mesmo por Ele me dar uma nova oportunidade.
Diário do Estado: Willian, passado tudo isso, e finalmente você retorna para sua casa, como foi recomeçar e se readaptar na sua nova realidade?
Willian: Glenda, as pessoas podem não acreditar, mas eu escolhi não reclamar, não ficar pelos cantos questionando Deus, por que isso aconteceu comigo, por que eu perdi parte do braço. Eu estava tão agradecido por ter tido mais uma chance de ver minha filha crescer, estar com ela, estar com meus pais, que havia mais motivos para agradecer e estar feliz que motivos para lamentar. Claro que se você me perguntar se foi fácil, não foi, ainda não é, mas como você disse, eu precisei me adaptar. Antes eu tinha dois braços inteiros, hoje não, mas como dizem: “só não têm jeito para a morte.” No mais, tudo pode ser adaptado, feito de outras maneiras. O tempo que você perde se lamentando e procurando culpados é o mesmo que você gasta procurando soluções.
Diário do Estado: Você acha que o fato de você ser bombeiro de alguma forma te ajudou?
Willian: Sem sombra de dúvida. Antes de passar no concurso do Corpo de Bombeiros, eu estava no exército, e lá você aprende a superar desafios, dificuldades. Os treinamentos preparam não só seu físico, mas seu psicológico também. Não foi só o preparo físico que me salvou, foi a calma e paciência também. O desespero só atrapalha em situações extremas. Eu sempre sonhei em ser bombeiro, realizei meu sonho, ajudei pessoas, servi as pessoas. Isso o acidente jamais vai me tirar.
Diário do Estado: Hoje, como está sua situação na corporação?
Willian: Fui reformado, que nada mais é que ser aposentado. Como perdi parte de um membro, já não posso exercer minha profissão como antes. Então acharam que seria melhor me reformar, e tudo certo. Também não lamento por isso. Eu passei o tempo que deveria ter passado na ativa, as vontades de Deus são melhores que as minhas. Como disse, poderia ter acontecido o pior. Uma aposentadoria não é o fim de tudo, pode ser o recomeço para outras histórias.
Diário do Estado: Falando em recomeços, você, neste 1 ano pós-acidente, tem se dedicado à prática do CrossFit. Exercícios físicos sempre estiveram ligados à sua vida? Ou foi após o acidente?
Willian: Glenda, eu sempre pratiquei esportes, desde criança. Minha vida toda esteve ligada à prática de atividades físicas. Antes do acidente, eu já praticava CrossFit. Após o acidente, passado o período de recuperação, eu passei a me dedicar ainda mais. Comecei a adaptar alguns materiais, já que eu havia perdido um punho de sustentação, mas os treinos foram intensificados e comecei a participar de competições também, o que foi uma coisa muito bacana, que me trouxe novos conhecimentos, novas amizades, novas descobertas, uma nova perspectiva.
Diário do Estado: Você está se preparando para uma competição fora do Brasil, fale um pouco sobre essa viagem
Willian: Glenda, a competição acontece em setembro, em San Antonio, nos Estados Unidos. É o campeonato mundial de CrossFit e sou o único representante de MS na competição. Isso me orgulha demais, um coxinense representando o Brasil e meu estado em uma competição mundial. É incrível.
Diário do Estado: Os custos da viagem, Willian. Tem alguém te patrocinando? Ou você recebeu algum apoio por parte do poder público?
Willian: Glenda, eu preciso de 20.000 (vinte mil reais) para cobrir os gastos da viagem como passagens, hospedagem e alimentação. Já consegui 10.000 reais, preciso de 10.000 agora.
Diário do Estado: Quem quiser ajudar doando valores para sua viagem, Willian, você aceita?
Willian: Sim. Quem sentir no coração de ajudar, pessoas físicas, empresários, claro que aceitarei sim. Quem desejar ajudar, é só entrar em contato comigo pelo meu telefone: 67 98447-2551 (meu WhatsApp). Espero trazer uma medalha para nosso estado e principalmente para nossa Coxim.
Diário do Estado: Willian, gostaria que você fizesse suas considerações finais.
Willian: Glenda, quero agradecer a vocês aqui do jornal pela oportunidade de poder contar um pouco da minha história. Agradeço pelo convite e torçam por mim. E para quem estiver passando por alguma dificuldade, eu só quero dizer: "NÃO DESISTAM, TUDO PASSA, O MAIOR PRESENTE É ESTAR VIVO E DEVEMOS DIARIAMENTE SER GRATOS PELA VIDA."
Tempo em Coxim
Os moradores de Coxim terão um feriado de Corpus Christi marcado por tempo estável, temperaturas agradáveis nas primeiras horas do dia e calor durante a tarde. A...
4 de junho de 2026
Os moradores de Coxim terão um feriado de Corpus Christi marcado por tempo estável, temperaturas agradáveis nas primeiras horas do dia e calor durante a tarde. A previsão meteorológica aponta predomínio de sol e ausência de chuva, cenário que deve favorecer tanto as celebrações religiosas quanto as atividades de lazer ao ar livre.
A quinta-feira começa com temperaturas mais amenas, típicas das manhãs de junho na região norte de Mato Grosso do Sul. No entanto, ao longo do dia, os termômetros sobem gradativamente e podem se aproximar dos 30°C, garantindo uma tarde de clima quente e seco.
As condições atmosféricas seguem influenciadas por uma massa de ar seco que atua sobre grande parte do Estado, reduzindo a formação de nuvens de chuva e mantendo o céu com poucas nuvens durante praticamente todo o dia. A baixa umidade relativa do ar também exige atenção da população, principalmente nos períodos mais quentes.
Especialistas recomendam reforçar a hidratação, consumir bastante água e evitar exposição prolongada ao sol entre o final da manhã e o início da tarde. O uso de protetor solar e roupas leves também ajuda a minimizar os efeitos do calor e do tempo seco.
Para quem pretende participar das tradicionais celebrações de Corpus Christi, a previsão é considerada favorável. As procissões, missas e demais atividades religiosas devem ocorrer sem interferência das condições climáticas, proporcionando maior conforto aos fiéis.
A tendência é que o tempo firme permaneça nos próximos dias, sem indicativos de mudanças significativas no cenário meteorológico para a região de Coxim. Com isso, moradores e visitantes poderão aproveitar o feriado prolongado com tranquilidade, seja em compromissos religiosos, encontros familiares ou momentos de lazer ao ar livre.
Saúde/Coxim
A articulação política entre o presidente da Câmara Municipal de Coxim, vereador Luiz Eduardo (PP), e o deputado estadual Gerson Claro (PP) continua gerando resultados...
3 de junho de 2026
A articulação política entre o presidente da Câmara Municipal de Coxim, vereador Luiz Eduardo (PP), e o deputado estadual Gerson Claro (PP) continua gerando resultados para o município. Em agenda realizada na última terça-feira (2), o parlamentar estadual confirmou a destinação de recursos e o avanço de importantes projetos voltados à saúde e à qualidade de vida da população coxinense.
Entre as ações anunciadas está a liberação de uma emenda parlamentar de R$ 60 mil para o fortalecimento dos serviços oferecidos pelo Centro Especializado em Reabilitação (Reabilitar). Os recursos serão utilizados na aquisição de novos equipamentos destinados às áreas de fisioterapia e fonoaudiologia, ampliando a capacidade de atendimento da unidade, especialmente para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A iniciativa atende uma solicitação apresentada pelo vereador Luiz Eduardo e reforça o compromisso de investir em estruturas que promovam inclusão, acessibilidade e atendimento especializado para as famílias que dependem dos serviços públicos de saúde.
Outro avanço importante foi a autorização do processo licitatório para a reforma da Academia da Saúde, localizada no bairro Piracema. Com investimento previsto de R$ 100 mil, a obra permitirá melhorias na infraestrutura do espaço, oferecendo mais segurança, conforto e condições adequadas para a prática de atividades físicas e ações de promoção da saúde.
Para Luiz Eduardo, as conquistas refletem a importância do diálogo permanente entre o Legislativo municipal e os representantes de Coxim na Assembleia Legislativa.
“São investimentos que chegam para atender demandas reais da nossa população. Agradeço ao deputado Gerson Claro pela parceria e pela atenção com Coxim. Quando trabalhamos com responsabilidade e união de esforços, os resultados aparecem e beneficiam diretamente os moradores”, destacou o presidente da Câmara.
O vereador ressaltou ainda que seguirá buscando recursos e fortalecendo parcerias junto aos governos estadual e federal para viabilizar novos projetos em áreas consideradas prioritárias, como saúde, infraestrutura, assistência social e desenvolvimento urbano.