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Premiado no exterior, épico sobre construção de Brasília chega às telas

Prêmio de júri popular em Gramado, O Outro Lado do Paraíso mostra bastidores violentos da gênese do coração da República

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31 de maio de 2016

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Épico sobre a construção de Brasília, laureado em festivais na Itália e na Espanha, O Outro Lado do Paraíso entra em cartaz nesta sexta-feira, em meio a um turbilhão político nacional, retratando a gênese atribulada da capital do Poder no país. 

Com direção de André Ristum e DNA pinçado de um livro infanto-juvenil homônimo de Luiz Fernando Emediato, o longa-metragem conquistou elogios em festivais em Guadalajara, Lima, Havana, Chicago e Punta del Este, ao retratar os bastidores da construção da sede da República, nos anos 1960.

O filme viaja no tempo com uso de imagens documentais pinçadas de cineastas de peso, a começar por Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988) e seu Brasília: Contradições de Uma Cidade Nova, de 1967. Reconhecido como um cronista da paternidade nas telas nacionais desde que lançou Meu País (2011), Ristum pilota aqui uma produção de R$ 8,5 milhões sobre os homens que edificaram Brasília, com base no processo de amadurecimento de um menino de 12 anos. O guri, Fernando, vivido por Davi Galdeano, é uma encarnação romanceada do escritor e editor Luiz Fernando Emediato.

E ele luta para ter acesso aos livros e à leitura numa cidade do Distrito Federal que começa a nascer sob o respingo do suor dos operários, a começar por Trindade, seu pai, interpretado por Eduardo Moscóvis.