sexta, 17 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Familiares e amigos procuram por Anderson de Souza Torquato, de 38 anos, comerciante em Coxim, que está desaparecido desde a tarde de quarta-feira (15). Segundo as informações divulgadas pela família, ele foi a Campo Grande com a esposa, a deixou em um salão de beleza na Rua Marechal Rondon, na região central da cidade, por volta das 14h, e saiu a pé, não sendo mais visto desde então.
De acordo com a família, Anderson atendeu uma ligação telefônica por volta das 17h do mesmo dia. Durante a conversa, ele teria dito, chorando, que não sabia onde estava.
Desde então, não houve mais contato.
Conforme as informações divulgadas, o comerciante deixou o veículo e a chave com a esposa antes de sair do local.
Natural de Coxim, Anderson de Souza Torquato tem 38 anos e, no momento do desaparecimento, vestia calça jeans e uma blusa de frio clara, na cor bege.
Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a localizar o comerciante pode entrar em contato pelo telefone 67.99351.3744.

(Foto: Divulgação - arquivo familiar)
DETRAN MS
Motoristas de Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades para acessar alguns serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) após o órgão...
16 de julho de 2026
Motoristas de Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades para acessar alguns serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) após o órgão identificar tentativas de ataques cibernéticos contra sua infraestrutura tecnológica. Como medida de segurança, mecanismos de proteção foram acionados, o que acabou provocando instabilidades na comunicação entre o Detran e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS).
A ocorrência impacta principalmente serviços relacionados a veículos, como emissão de documentos, consultas, pagamento de taxas, licenciamento e processos de transferência de propriedade. Em alguns casos, os procedimentos podem apresentar lentidão ou ficar temporariamente indisponíveis até que os sistemas sejam totalmente estabilizados.
Segundo o Detran-MS, a adoção das medidas de segurança teve como principal objetivo preservar a integridade das informações armazenadas pelo órgão e impedir que eventuais invasões comprometessem os bancos de dados utilizados diariamente por milhares de condutores sul-mato-grossenses.
Embora o incidente tenha provocado transtornos aos usuários, não há informações de que dados de motoristas tenham sido comprometidos. As equipes técnicas seguem monitorando os sistemas para garantir o restabelecimento completo dos serviços e reforçar a proteção contra novas tentativas de invasão.
O episódio chama atenção para o aumento dos ataques virtuais direcionados a órgãos públicos em todo o país. Criminosos têm buscado explorar vulnerabilidades em sistemas governamentais com o objetivo de obter informações pessoais, financeiras e cadastrais, além de interromper serviços essenciais oferecidos à população.
Especialistas em segurança digital alertam que a proteção de ambientes tecnológicos exige monitoramento permanente, atualização constante dos sistemas e investimentos em soluções capazes de identificar ameaças antes que elas provoquem prejuízos ao funcionamento dos serviços públicos.
Enquanto a situação é normalizada, a recomendação aos cidadãos é acompanhar os comunicados oficiais do Detran-MS antes de se deslocarem até as agências ou iniciarem procedimentos que dependam da integração entre os sistemas do órgão e da Sefaz. Dessa forma, é possível evitar deslocamentos desnecessários e reduzir transtornos causados pelas limitações temporárias dos serviços.
O caso reforça a importância da segurança cibernética como uma das principais prioridades da administração pública, especialmente em órgãos que concentram grande volume de informações e oferecem serviços essenciais à população. Em um cenário de ameaças digitais cada vez mais sofisticadas, fortalecer a infraestrutura tecnológica tornou-se um desafio permanente para garantir a continuidade e a confiabilidade dos serviços prestados aos cidadãos.
Jogos
As apostas esportivas deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento para se transformar em um dos maiores desafios de saúde pública e de proteção ao consumidor no...
16 de julho de 2026
As apostas esportivas deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento para se transformar em um dos maiores desafios de saúde pública e de proteção ao consumidor no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, uma série de ações judiciais movidas por apostadores que alegam sofrer de ludopatia o transtorno do jogo compulsivo evidencia o crescimento de um problema que ultrapassa as perdas financeiras e alcança a saúde mental, as relações familiares e o endividamento extremo.
Os processos revelam histórias de pessoas que afirmam ter perdido o controle sobre as apostas e acumulado prejuízos que chegam à casa das centenas de milhares de reais. Em comum, os autores sustentam que as plataformas identificaram sinais de comportamento compulsivo, mas, segundo as ações, não adotaram medidas suficientes para impedir a continuidade das apostas ou alertar os usuários sobre os riscos do vício.
Um dos casos envolve uma moradora de Campo Grande que afirma ter apostado mais de R$ 560 mil em apenas quatro meses. Conforme o processo, a plataforma chegou a bloquear temporariamente sua conta após detectar um padrão de apostas considerado compulsivo. No entanto, o acesso foi restabelecido poucos dias depois e, segundo a defesa, a jogadora voltou a apostar de forma intensa, agravando sua situação financeira.
Em outra ação, um apostador relata perdas superiores a R$ 100 mil e afirma que o vício desencadeou transtornos psicológicos, incluindo ansiedade, síndrome do pânico e transtorno afetivo bipolar. Já outro processo questiona prejuízos superiores a R$ 246 mil, enquanto um quarto caso aponta perdas próximas de R$ 286 mil em diferentes plataformas.
Embora os valores chamem atenção, especialistas alertam que eles representam apenas a face mais visível de um problema muito maior.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno relacionado ao comportamento, a ludopatia é caracterizada pela incapacidade de controlar o impulso de jogar, mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares, profissionais e emocionais.
A doença costuma evoluir de forma silenciosa. O jogador passa a apostar com maior frequência, aumenta gradativamente os valores investidos, tenta recuperar perdas anteriores e acaba entrando em um ciclo que pode levar ao endividamento, ao isolamento social e ao agravamento de problemas de saúde mental.
Em muitos casos, familiares são os primeiros a perceber mudanças no comportamento, como irritabilidade, mentiras sobre gastos, empréstimos frequentes, dificuldade para cumprir compromissos financeiros e abandono de atividades cotidianas.
As ações judiciais apresentadas em Mato Grosso do Sul levantam uma discussão que ainda está sendo construída no Judiciário: até que ponto as plataformas de apostas podem ser responsabilizadas quando identificam sinais claros de comportamento compulsivo em seus usuários.
Os autores sustentam que as empresas possuem mecanismos capazes de monitorar padrões de utilização e, por isso, deveriam adotar medidas preventivas diante de indícios de dependência, como bloqueios, alertas ou restrições temporárias.
Por outro lado, a definição sobre eventual responsabilidade depende da análise individual de cada processo. Até o momento, não há decisões definitivas reconhecendo a obrigação das plataformas de ressarcir os valores perdidos nesses casos.
O aumento da popularidade das apostas on-line, impulsionado pela intensa publicidade e pela facilidade de acesso por celulares, tem despertado preocupação entre profissionais da saúde mental.
Psicólogos e psiquiatras observam crescimento na procura por atendimento de pessoas que perderam o controle sobre as apostas, especialmente entre adultos jovens. Além dos prejuízos financeiros, o transtorno costuma estar associado a quadros de ansiedade, depressão, conflitos familiares e comprometimento da vida profissional.
Em Campo Grande, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) já registram atendimentos relacionados ao vício em apostas, demonstrando que o problema deixou de ser um fenômeno isolado para se tornar uma questão de saúde pública.
Especialistas defendem que o enfrentamento da ludopatia exige uma atuação conjunta entre poder público, profissionais de saúde, plataformas de apostas e sociedade.
A informação sobre os riscos do jogo compulsivo, o fortalecimento das políticas de saúde mental e a adoção de mecanismos eficazes de prevenção são apontados como caminhos para reduzir os impactos de um transtorno que, muitas vezes, permanece invisível até que as consequências se tornem irreversíveis.
Enquanto os processos seguem em tramitação na Justiça, os casos registrados em Mato Grosso do Sul reforçam um alerta: por trás dos números milionários estão histórias de pessoas que perderam não apenas dinheiro, mas também estabilidade emocional, relações familiares e qualidade de vida.