quinta, 16 de julho, 2026
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As apostas esportivas deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento para se transformar em um dos maiores desafios de saúde pública e de proteção ao consumidor no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, uma série de ações judiciais movidas por apostadores que alegam sofrer de ludopatia o transtorno do jogo compulsivo evidencia o crescimento de um problema que ultrapassa as perdas financeiras e alcança a saúde mental, as relações familiares e o endividamento extremo.
Os processos revelam histórias de pessoas que afirmam ter perdido o controle sobre as apostas e acumulado prejuízos que chegam à casa das centenas de milhares de reais. Em comum, os autores sustentam que as plataformas identificaram sinais de comportamento compulsivo, mas, segundo as ações, não adotaram medidas suficientes para impedir a continuidade das apostas ou alertar os usuários sobre os riscos do vício.
Um dos casos envolve uma moradora de Campo Grande que afirma ter apostado mais de R$ 560 mil em apenas quatro meses. Conforme o processo, a plataforma chegou a bloquear temporariamente sua conta após detectar um padrão de apostas considerado compulsivo. No entanto, o acesso foi restabelecido poucos dias depois e, segundo a defesa, a jogadora voltou a apostar de forma intensa, agravando sua situação financeira.
Em outra ação, um apostador relata perdas superiores a R$ 100 mil e afirma que o vício desencadeou transtornos psicológicos, incluindo ansiedade, síndrome do pânico e transtorno afetivo bipolar. Já outro processo questiona prejuízos superiores a R$ 246 mil, enquanto um quarto caso aponta perdas próximas de R$ 286 mil em diferentes plataformas.
Embora os valores chamem atenção, especialistas alertam que eles representam apenas a face mais visível de um problema muito maior.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno relacionado ao comportamento, a ludopatia é caracterizada pela incapacidade de controlar o impulso de jogar, mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares, profissionais e emocionais.
A doença costuma evoluir de forma silenciosa. O jogador passa a apostar com maior frequência, aumenta gradativamente os valores investidos, tenta recuperar perdas anteriores e acaba entrando em um ciclo que pode levar ao endividamento, ao isolamento social e ao agravamento de problemas de saúde mental.
Em muitos casos, familiares são os primeiros a perceber mudanças no comportamento, como irritabilidade, mentiras sobre gastos, empréstimos frequentes, dificuldade para cumprir compromissos financeiros e abandono de atividades cotidianas.
As ações judiciais apresentadas em Mato Grosso do Sul levantam uma discussão que ainda está sendo construída no Judiciário: até que ponto as plataformas de apostas podem ser responsabilizadas quando identificam sinais claros de comportamento compulsivo em seus usuários.
Os autores sustentam que as empresas possuem mecanismos capazes de monitorar padrões de utilização e, por isso, deveriam adotar medidas preventivas diante de indícios de dependência, como bloqueios, alertas ou restrições temporárias.
Por outro lado, a definição sobre eventual responsabilidade depende da análise individual de cada processo. Até o momento, não há decisões definitivas reconhecendo a obrigação das plataformas de ressarcir os valores perdidos nesses casos.
O aumento da popularidade das apostas on-line, impulsionado pela intensa publicidade e pela facilidade de acesso por celulares, tem despertado preocupação entre profissionais da saúde mental.
Psicólogos e psiquiatras observam crescimento na procura por atendimento de pessoas que perderam o controle sobre as apostas, especialmente entre adultos jovens. Além dos prejuízos financeiros, o transtorno costuma estar associado a quadros de ansiedade, depressão, conflitos familiares e comprometimento da vida profissional.
Em Campo Grande, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) já registram atendimentos relacionados ao vício em apostas, demonstrando que o problema deixou de ser um fenômeno isolado para se tornar uma questão de saúde pública.
Especialistas defendem que o enfrentamento da ludopatia exige uma atuação conjunta entre poder público, profissionais de saúde, plataformas de apostas e sociedade.
A informação sobre os riscos do jogo compulsivo, o fortalecimento das políticas de saúde mental e a adoção de mecanismos eficazes de prevenção são apontados como caminhos para reduzir os impactos de um transtorno que, muitas vezes, permanece invisível até que as consequências se tornem irreversíveis.
Enquanto os processos seguem em tramitação na Justiça, os casos registrados em Mato Grosso do Sul reforçam um alerta: por trás dos números milionários estão histórias de pessoas que perderam não apenas dinheiro, mas também estabilidade emocional, relações familiares e qualidade de vida.
Dívida
O número de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia voltou a crescer em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados nesta semana mostram que o Estado registrou um novo avanço...
15 de julho de 2026
O número de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia voltou a crescer em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados nesta semana mostram que o Estado registrou um novo avanço na inadimplência durante o mês de junho, refletindo um cenário de orçamento apertado para milhares de famílias.
Atualmente, mais de 1,3 milhão de consumidores sul-mato-grossenses possuem alguma pendência financeira registrada, enquanto a quantidade de débitos ultrapassa a marca de 6 milhões. Somadas, essas dívidas representam mais de R$ 11 bilhões, evidenciando o peso do endividamento na economia estadual.
O levantamento indica que grande parte das restrições está ligada ao uso de cartões de crédito, empréstimos e financiamentos bancários. Em seguida aparecem compromissos financeiros diversos e contas de serviços essenciais, como água, energia elétrica e gás, que também figuram entre as principais causas da negativação.
O cenário estadual acompanha uma tendência observada em todo o Brasil. O país contabiliza mais de 345 milhões de dívidas em aberto, distribuídas entre milhões de consumidores. Hoje, aproximadamente metade da população adulta brasileira possui alguma restrição no CPF, demonstrando que o endividamento continua sendo um dos principais desafios financeiros das famílias.
Outro dado que chama atenção é o valor médio devido por consumidor. Em nível nacional, cada inadimplente acumula, em média, quase R$ 7 mil em débitos, montante que supera várias vezes o valor do salário mínimo e dificulta a recuperação da saúde financeira sem um planejamento adequado.
Especialistas em educação financeira orientam que quem está com contas atrasadas procure negociar os débitos o quanto antes, evitando o crescimento dos juros e a ampliação das restrições de crédito. Antes de fechar qualquer acordo, é recomendável analisar o orçamento familiar e verificar se as parcelas cabem na renda mensal, reduzindo o risco de um novo ciclo de inadimplência.
Ferramentas de negociação disponíveis em plataformas especializadas e junto às próprias instituições credoras têm oferecido descontos expressivos para pagamento ou parcelamento das dívidas. Em muitos casos, os abatimentos permitem reduzir significativamente o valor total devido, facilitando a regularização do nome e o retorno ao mercado de crédito.
Para economistas, controlar os gastos, evitar compras por impulso e priorizar o pagamento de débitos com juros mais elevados continuam sendo medidas essenciais para recuperar o equilíbrio financeiro e impedir que o endividamento comprometa ainda mais o orçamento das famílias.
Cidades
Além de incentivar a prática esportiva, evento destinará parte das inscrições para a compra de cestas básicas e promoverá campanha de arrecadação de bolas para crianças atendidas por projetos sociais
15 de julho de 2026
A prática esportiva ganha um significado ainda maior na 2ª Corrida Sicredi. Mais do que incentivar hábitos saudáveis e reunir famílias em um momento de integração, a edição deste ano reforça o compromisso social das cooperativas Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia e Sicredi Campo Grande MS/GO, transformando cada inscrição em um gesto de solidariedade.
Marcada para o dia 8 de agosto, em Campo Grande, a corrida destinará R$ 9 de cada inscrição ao Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), recurso que será utilizado para a aquisição de cestas básicas destinadas a entidades sociais atendidas pelo programa.
A iniciativa reforça um dos princípios do cooperativismo: gerar impacto positivo nas comunidades onde atua.
Para o presidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Celso Régis, a corrida representa uma oportunidade de unir saúde, lazer e responsabilidade social.
"A Corrida Sicredi vai muito além da prática esportiva. Ela mobiliza pessoas em torno de uma causa maior, permitindo que cada participante contribua diretamente com famílias atendidas por instituições sociais. É uma forma de transformar o espírito de cooperação em ações concretas que beneficiam toda a comunidade."
Outra ação solidária será realizada durante a entrega dos kits da prova, em parceria com a Liga do Bem. Os participantes poderão doar bolas esportivas — novas ou usadas, em bom estado — de modalidades como futebol, vôlei, basquete, handebol, futsal, entre outras. Todo o material arrecadado será destinado às crianças atendidas pelos projetos sociais apoiados pela entidade.
Segundo o presidente da Sicredi Campo Grande MS/GO, Wardes Lemos, a proposta amplia o impacto positivo do evento e fortalece o compromisso das cooperativas com o desenvolvimento das comunidades.
"Queremos que a Corrida Sicredi seja lembrada não apenas pela experiência esportiva, mas também pela corrente de solidariedade que ela promove. Cada inscrição, cada doação e cada participação ajudam a construir uma sociedade mais cooperativa, incentivando o cuidado com as pessoas e oferecendo novas oportunidades para crianças e famílias."
Esporte para toda a família
A programação contempla provas de 5 km e 10 km, caminhada de 3 km e a Corrida Kids, destinada a crianças de 5 a 12 anos, com percursos adaptados de até 500 metros.
Todos os inscritos recebem kit com camiseta oficial, número de peito e medalha de participação. Os corredores das provas de 5 km e 10 km também contarão com chip de cronometragem, além de concorrerem à premiação em dinheiro e troféus por categoria.
Inscrições seguem abertas
As inscrições podem ser feitas pela internet até o preenchimento das vagas disponíveis. Além de participar de uma das maiores corridas de rua da Capital, cada atleta contribui diretamente para ações sociais que beneficiarão famílias em situação de vulnerabilidade e crianças atendidas por projetos comunitários.
Mais do que cruzar a linha de chegada, quem participa da Corrida Sicredi ajuda a construir uma rede de cooperação, solidariedade e desenvolvimento, reforçando o propósito do cooperativismo de gerar prosperidade para todos.
Link das inscrições https://www.kmaisclube.com.br/eventos/2-corrida-sicredi-2026/1FNGI04cSqAHgfbs75QV