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Sistema Cantareira cai 13,8%, pior nível desde 1974

Sistema Cantareira cai 13,8%, pior nível desde 1974

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29 de março de 2014

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Agência Estado

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Duas, das principais reservas do sistema, consideradas o coração do manancial, as represas Jaguari e Jacareí estão com apenas 6,6% da capacidade.

O índice que mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira segue batendo sucessivos recordes negativos de capacidade. Nesta sexta-feira, o nível dos reservatórios ficou abaixo dos 14% pela primeira vez desde o início da operação do sistema, em 1974. Com um recuo de 0,2 pontos porcentuais de ontem para hoje, o índice chegou a 13,8%, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Há um ano, o nível estava em 61,9%.

Relatório diário do comitê anticrise que monitora o Cantareira mostra uma situação ainda mais crítica nas duas principais reservas do sistema, responsável pelo abastecimento de 47% da Grande São Paulo. Consideradas o coração do manancial, as represas Jaguari e Jacareí estão com apenas 6,6% da capacidade. Juntas, elas representam 82% da capacidade total do Cantareira.

O Alto Tietê, que desde janeiro passou a abastecer parte da zona leste da capital paulista, antes atendida pelo Cantareira, também apresentou queda, para 37,6%. É a pior marca dos últimos dez anos para o mês de março.

Apesar dos níveis críticos dos sistemas, ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a descartar qualquer possibilidade de um racionamento de água na região metropolitana de São Paulo. O governo paulista é o maior acionista da Sabesp.

Resultado

A concessionária divulga hoje, após o fechamento do mercado, os resultados relativos ao quarto trimestre de 2013. Segundo analistas, os números ainda não devem refletir os impactos da atual crise hídrica. Os possíveis efeitos financeiros das ações emergenciais (como o programa de bônus e os investimentos para exploração do volume morto do Cantareira e para o projeto de interligação com o sistema do Rio Paraíba do Sul) serão observados a partir do primeiro trimestre deste ano, acreditam os especialistas.

 

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.