quinta, 04 de junho, 2026
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Seguranças de um shopping de São Paulo impediram um menino negro de 11 anos de entrar no local. O caso aconteceu pelo fato de os funcionários acharem que o garoto era um pedinte, segundo informações do Yahoo Notícias.
Conforme o site, na ocasião, G.L.V. estava com a mãe e com a irmã de 2 anos. Ao chegarem na porta do shopping, a mais nova deixou cair um brinquedo no chão. Então, G. voltou para buscar o objeto enquanto a mãe e a irmã seguiram para dentro do estabelecimento.
Ao tentar ir ao encontro da família, o garoto foi impedido pelo segurança Bruno Carlos dos Santos Silva. O menino chegou a pedir licença para o funcionário, mas recebeu como resposta apenas um “não”.
Enquanto ele tentava passar, outro segurança que não foi identificado ajudava para que ele não conseguisse adentrar o local. Após se dar conta do que estava acontecendo, a mãe do menino voltou para fora do estabelecimento e questionou a postura dos funcionários.
Em resposta, os seguranças teriam apenas pedido desculpa e dito que muitas crianças da região vão ao shopping para pedir dinheiro. Para a mãe, eles teriam afirmado que acharam que o garoto estaria sozinho e na mesma situação e que, por isso, o barraram.
Aline Cristina Lucas Santos, mãe do garoto, afirmou que o menino estava muito feliz naquele dia, por ser um dia de folga da mãe e por ele ter acabado de fazer uma carteirinha do Sesc (Serviço Social do Comércio).
“A gente foi comer um lanche e resolvemos fazer um passeio. Na hora [que G. foi barrado], eu fiquei um pouco paralisada. Muita gente ficou olhando e eu fiquei um pouco sem graça. Mas aí eu fui num banco dentro do shopping e liguei para o meu irmão. Aí ele falou ‘aciona a viatura’. Aí acionei a viatura e abri o boletim de ocorrência”, afirmou.
O registro por discriminação em relação à raça foi aberto por Aline no dia seguinte. “Ele ficou bem chocado. Depois desse ato ele não quis nem ir pro shopping. Não teve passeio. Ele falou que foi o pior dia da vida dele. Ele me perguntou: ‘Por que criança pobre não pode entrar no shopping’?”, disse a mãe.
“Eu fiquei pensando: e se meu filho não estivesse comigo do lado dele? Ele não ia entrar no shopping?”, questionou Aline. “O shopping está alegando que eles abordaram meu filho por acharem que ele estava sozinho. Mas não convence. Dois seguranças pra uma criança de 11 anos? Eles fizeram um escudo no meu filho. Eles não perguntaram pra ele: ‘Cadê sua mãe’?”, finalizou a mãe.
Até o fechamento da matéria o shopping não se manifestou.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.