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Brasil
O cilindro foi usado para bombear chope na festa de ano novo de 2013, último dia do mandato de José Cláudio Pol. Ex-prefeito diz que não teve participação.
2 de junho de 2017
Buzzfeed Brasil
José Claudio Pol, o Claudião (PMDB), ex-prefeito de Luiziânia (PR), será levado a júri popular por homicídio qualificado. O caso vai a julgamento mais de quatro anos depois do ocorrido. José Claudio é acusado de, no último dia de seu mandato, na noite de 31 de dezembro de 2012, mandar pegar o único cilindro portátil de oxigênio do posto médico da cidade para bombear chope no Réveillon de sua casa.
Enquanto isso, Iracema Batista Jungles precisou ser levada às pressas para a cidade vizinha, Campo Mourão, sem o devido equipamento. Iracema morreu.
Agora, quatro anos depois da morte da paciente, José Claudio Pol e dois ex-funcionários serão levados a júri popular por homicídio qualificado, com dolo eventual (quando se assume o risco de causar uma morte). A acusação considera que o crime foi cometido por motivo fútil. Eles também são processados por peculato (crime de desvio de recursos ou bens públicos).
O ex-prefeito nega o crime.
Segundo o Ministério Público (MP), o cilindro de oxigênio medicinal foi levado por dois homens a pedido do então prefeito, sob alegação de que um parente de Pol tinha uma necessidade médica. Mas, de acordo com a denúncia do MP, não havia ninguém doente na família dele.
O cilindro foi usado para bombear chope. O uso foi confirmado por foto encontrada em redes sociais da própria família de Pol. A imagem faz parte do processo e também foi anexada como prova a um processo por improbidade administrativa movido contra o ex-prefeito.
Iracema Jungles, na mesma madrugada do Réveillon, foi levada às pressas para Campo Mourão, a 40 quilômetros de Luiziânia, e não tinha o cilindro de oxigênio para acompanha-la na ambulância.
Ela chegou ao hospital de Campo Mourão com parada cardiorrespiratória e morreu por falência múltipla de órgãos no dia seguinte. Segundo o Ministério Público, uma análise técnica feita a pedido dos investigadores teria constatado que a falta de suplementação de oxigênio colaborou para que a paciente morresse.
O caso está nas mãos da juíza Mayra dos Santos Zavattaro, substituta da 1.a Vara Criminal de Campo Mourão. Como foi enquadrado em homicídio qualificado, o processo será levado a júri popular. A audiência de instrução do julgamento foi agendada ontem para 24 de agosto. As partes do processo e as testemunhas já estão sendo intimidadas.
Murilo de Abreu Santos, advogado de defesa do ex-prefeito, afirmou que, "independentemente da repercussão nacional do caso, o ex-prefeito nega veementemente qualquer participação no episódio".
Abreu Santos, no entanto, não explicou a imagem do cilindro servindo como bombeador de chope nem dar detalhes da defesa.
"Vai ficar demonstrada no processo (a inocência de Pol). Quem conhece o ex-prefeito sabe da seriedade dele", disse o advogado.

Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.