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PF apontou risco médio de conflitos políticos e baixo de bloqueios de vias

A Procuradoria quer averiguar se as abordagens afetaram o "livre exercício do direito de voto".

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8 de novembro de 2022

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Ao enviar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, informações sobre o efetivo da Polícia Rodoviária Federal empregado no segundo turno das eleições e nos dias subsequentes, o diretor-geral Silvinei Vasques citou a avaliação feita pela Polícia Federal sobre 'riscos potenciais à ordem e segurança' durante o pleito. Ao analisar 18 variáveis, no âmbito nacional, a corporação listou 'médio risco' de casos de boca de urna, compra de voto, 'conflitos políticos' e aglomerações nos locais de votação. Já ocorrências de transporte irregular de eleitores e bloqueio de vias públicas - pontos que colocaram a PRF sob holofotes na semana passada - foram citadas como 'baixo risco'.

De acordo com Silvinei, as variáveis avaliadas que têm 'vinculação direta com atribuições' da PRF no âmbito das rodovias federais são o transporte irregular de eleitores, manifestações pacíficas, manifestações violentas, bloqueios de vias públicas, passeatas e carretas. Todas essas foram citadas como 'baixo risco'.

Além da lista dos 'riscos' no âmbito nacional, a PRF apresentou ao Supremo as matrizes elaboradas pela Secretaria de Operações Integradas da Polícia Federal com base em informações dos Estados. Todas apresentam os mesmos 18 itens, mas na listas correspondentes a algumas regiões são listadas variáveis adicionais.

Na da região nordeste é citado como 'alto risco' itens como 'servidores da segurança pública envolvidos em atos político partidários' e 'ameaça de intimidação, coação a candidatos e/ou seus apoiadores'. Já na lista da região centro-oeste são indicadas, também como 'alto risco' pontos como manifestações na Praça dos Três Poderes e no TSE. A matriz da região norte cita ação decorrente de garimpos ilegais. Nas disposições sobre as regiões sul e sudeste não é citada nenhuma variável adicional.

As informações constam de ofício no qual Silvinei Vasques informou ao STF que houve 'redução de efetivo operacional' na chamada Operação Rescaldo - que mirou bloqueios realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em todo País, inconformados com a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas -, mas sustenta que nos Estados em que foram registrados atos considerados antidemocráticos a equipe foi ampliada e direcionada para os 'locais de manifestação'.

A atuação da PRF ao longo do segundo turno e nos dias subsequentes, em especial a do diretor-geral da corporação, está na mira do Ministério Público Federal. O órgão pediu à Polícia Federal que abra uma apuração sobre a conduta de Vasques apontando indícios de prevaricação, violência política e omissão na desmobilização dos protestos que bloquearam estradas federais após a derrota de Bolsonaro.

A investigação ainda vai se debruçar sobre as abordagens feitas pela PRF no último domingo, 30, dentro do horário de votação - denunciadas nas redes sociais. Mesmo depois de o TSE proibir operações relacionadas ao transporte público de eleitores, a corporação fez ao menos 560 operações, com foco no Nordeste.

A Procuradoria quer averiguar se as abordagens afetaram o "livre exercício do direito de voto". Enquanto isso, a PRF sustenta que as operações tinham o objetivo de combater o transporte irregular de eleitores, com base no Código de Trânsito.

Saúde

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

3 de junho de 2026

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

Documento

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

2 de junho de 2026

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

 

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.