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Brasil
Após anos de debate e incerteza sobre os potenciais efeitos negativos dos adoçantes artificiais, um novo estudo em larga escala revelou que seu consumo é, de fato, prejudicial à saúde humana.
12 de abril de 2022
ISTOÉ
Após anos de debate e incerteza sobre os potenciais efeitos negativos dos adoçantes artificiais, um novo estudo em larga escala revelou que seu consumo é, de fato, prejudicial à saúde humana.
A pesquisa, publicada na revista “PLOS Medicine”, indicou que indivíduos que ingerem quantidades acima da média de adoçantes são 13% mais propensos a desenvolver câncer, embora certos tipos de substitutos do açúcar estejam mais fortemente associados à doença do que outros. Saiba mais com informações do “IFL Science”.
O estudo
Os autores da pesquisa coletaram diários alimentares de cerca de 103 mil adultos franceses durante um período médio de quase oito anos. Depois de ajustar para outros fatores de risco de câncer, como idade, índice de massa corporal (IMC), atividade física e ingestão de gordura, os cientistas descobriram que aqueles que consumiram grandes quantidades de adoçantes tiveram uma incidência de câncer maior do que os não-consumidores.
Em particular, o aspartame foi associado a um aumento de 15% no risco de todos os cânceres e de 22% no risco de câncer de mama, além de taxas mais altas de câncer relacionado à obesidade, bem como o adoçante acessulfame-K.
Surpreendentemente, as taxas de câncer foram tão altas em consumidores excessivos de adoçantes artificiais quanto em indivíduos que consumiram quantidades acima da média de açúcar. Segundo os autores, isso sugere que “os adoçantes artificiais e a ingestão excessiva de açúcar podem estar igualmente associados ao risco de câncer”.
Outras evidências
Um segundo estudo descobriu que o acessulfame-K provoca ainda mais danos ao DNA do que o aspartame, enquanto também há evidências de que muitos adoçantes artificiais interferem na microbiota intestinal. Conclusões concretas ainda não podem ser tiradas do estudo, embora seja fácil ver por que alguns cientistas especulam que os substitutos do açúcar podem ser altamente prejudiciais.
Embora os adoçantes artificiais sejam rotineiramente adicionados a muitos produtos alimentícios, outros adoçantes naturais, como o stevia, também são muito populares entre pessoas preocupadas com uma alimentação mais saudável. O estudo atual não aborda o uso de alternativas à base de plantas, portanto, ainda não se sabe se elas apresentam riscos semelhantes à saúde.
A partir dos dados, os cientistas chegaram à conclusão definitiva de que suas descobertas “não apoiam o uso de adoçantes artificiais como alternativas seguras para o açúcar em alimentos ou bebidas”.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.