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PEC do fim da escala 6x1 passa pela câmara federal e avança para o Senado

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29 de maio de 2026

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Glenda Melo

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Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados com ampla maioria, a proposta que reduz a jornada máxima de trabalho no Brasil e coloca fim à tradicional escala 6x1 entra agora em uma fase considerada decisiva no Senado Federal. A chamada PEC da redução da jornada chega à Casa Alta cercada de pressão política, expectativa popular e forte resistência de setores empresariais, que tentam frear ou modificar o texto antes da votação final.

A proposta, que ganhou enorme repercussão nacional nas últimas semanas, prevê mudanças profundas nas relações de trabalho no país. A aprovação na Câmara foi vista como uma vitória histórica por trabalhadores e sindicatos, mas o cenário no Senado promete ser mais complexo e imprevisível.

O texto dependerá diretamente da condução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que terá papel central na velocidade da tramitação e nas articulações políticas em torno da proposta. Nos bastidores de Brasília, o tema já é tratado como uma das pautas mais delicadas do segundo semestre.

Embora a votação na Câmara tenha demonstrado forte apoio parlamentar à proposta, o Senado é considerado um ambiente mais conservador em relação a mudanças trabalhistas. Parte significativa dos senadores mantém diálogo próximo com representantes do setor produtivo, que alertam para possíveis impactos econômicos caso a redução da jornada seja implementada sem alterações.

A PEC agora seguirá um rito legislativo rigoroso. O primeiro passo será a leitura oficial da proposta no plenário do Senado, seguida do envio à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde começará a primeira batalha política.

Pelo regimento interno da Casa, a CCJ poderá ter até 30 dias para emitir parecer sobre a constitucionalidade da proposta. Porém, o prazo pode ser encurtado ou prolongado dependendo dos acordos políticos e da pressão exercida pelos diferentes grupos interessados.

A escolha do relator será observada com atenção tanto pelo governo federal quanto pelo empresariado e pelos movimentos trabalhistas. Isso porque o nome escolhido poderá indicar se o Senado pretende acelerar a aprovação, modificar o texto ou até desacelerar a tramitação.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é concluir a tramitação ainda antes do calendário eleitoral ganhar força total. O governo avalia que a proposta possui forte apelo popular e pode gerar impacto positivo junto aos trabalhadores.

Entretanto, o ambiente político no Senado se tornou mais delicado após recentes desgastes na relação entre o governo federal e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A tensão política aumentou principalmente após divergências envolvendo indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode influenciar diretamente o ritmo da tramitação da PEC.

Além das disputas políticas, o calendário legislativo também preocupa. O avanço das festas juninas, o tradicional esvaziamento do Congresso Nacional neste período e a proximidade do recesso parlamentar de julho podem atrasar as votações.

Outro fator que pode tornar a tramitação mais longa é a possibilidade de apresentação de emendas pelos senadores. Caso alterações sejam sugeridas e aprovadas, o texto terá que retornar para nova análise da Câmara dos Deputados, o que pode empurrar a decisão definitiva para o segundo semestre ou até para o próximo ano legislativo.

Pelas regras do Senado, emendas precisam do apoio mínimo de 27 parlamentares e devem tratar diretamente do tema da proposta. Na prática, isso abre espaço para negociações envolvendo períodos de transição, regras específicas para determinados setores e adaptações para pequenas empresas.

Especialistas avaliam que este será um dos pontos mais sensíveis da discussão. Enquanto sindicatos defendem a aprovação integral do texto vindo da Câmara, setores empresariais trabalham para flexibilizar parte das mudanças previstas.

Representantes do comércio, da indústria e do setor de serviços têm intensificado reuniões com senadores nas últimas semanas. A principal preocupação gira em torno do aumento dos custos operacionais e da necessidade de novas contratações para manter escalas de funcionamento.

Setores como bares, restaurantes, supermercados, hospitais, segurança privada, transporte e atividades essenciais alegam que o fim da escala 6x1 poderá elevar gastos com horas extras e pressionar financeiramente empresas de menor porte.

Empresários também defendem que, caso a PEC avance, seja criado um período gradual de adaptação para evitar impactos bruscos na economia e no mercado de trabalho.

Apesar da resistência, defensores da proposta afirmam que a mudança representa uma atualização necessária das relações trabalhistas brasileiras, priorizando saúde mental, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Os apoiadores da PEC argumentam que a escala 6x1 é um modelo considerado desgastante para milhões de trabalhadores brasileiros, especialmente em setores com jornadas extensas e baixos salários.

Segundo defensores da proposta, a redução da carga horária poderá diminuir índices de adoecimento, estresse e esgotamento físico e mental, além de ampliar o tempo de convivência familiar e lazer.

Nas redes sociais, o tema ganhou enorme repercussão popular e se transformou em uma das pautas trabalhistas mais comentadas do país nos últimos meses. A pressão digital e a mobilização de trabalhadores passaram a influenciar diretamente o posicionamento de parlamentares.

Para que a PEC seja aprovada definitivamente, serão necessários pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação no plenário do Senado. Entre um turno e outro, o regimento prevê intervalo mínimo de cinco dias úteis.

Caso os senadores aprovem exatamente o mesmo texto aprovado pelos deputados, a proposta poderá ser promulgada diretamente pelo Congresso Nacional. Porém, qualquer alteração obrigará o retorno da matéria à Câmara.

Na prática, o Senado terá a palavra final sobre um tema que já movimenta trabalhadores, empresários e o cenário político nacional.

Enquanto defensores da escala falam em avanço histórico nos direitos trabalhistas, a oposição alerta para impactos econômicos e riscos ao mercado de empregos. O futuro da escala 6x1, agora, dependerá da capacidade de articulação política dentro do Senado Federal.

Imposto de renda 2026

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

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24 de julho de 2026

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

 

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A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.

Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.

A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.

Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.

O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.

Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.

A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.

Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.

Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.

Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.

A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.

Mulher

Mulheres maiores de 18 anos passam a poder comprar spray de pimenta para defesa pessoal

As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova...

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24 de julho de 2026

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As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando uma mudança na legislação sobre o acesso a aerossóis de extratos vegetais destinados à proteção individual.

A nova norma busca ampliar as alternativas de defesa para mulheres em situações de risco, estabelecendo regras claras para a utilização do equipamento. A publicação da lei no Diário Oficial da União marca o início da vigência da medida em todo o país.

De acordo com a legislação, o spray de pimenta poderá ser utilizado exclusivamente para afastar uma agressão considerada injusta, atual ou iminente. A norma determina que o uso seja proporcional à ameaça enfrentada e interrompido imediatamente após a neutralização do risco.

O objetivo é garantir que o equipamento seja empregado apenas como instrumento de defesa pessoal, evitando seu uso indevido em outras circunstâncias.

Embora o projeto aprovado pelo Congresso previsse que adolescentes a partir de 16 anos também pudessem adquirir o spray com autorização dos pais ou responsáveis, esse dispositivo foi vetado durante a sanção presidencial. Com isso, a autorização ficou restrita às mulheres com 18 anos ou mais.

Outro ponto retirado do texto foi a obrigação de comunicar às autoridades policiais casos de perda, furto ou roubo do spray de pimenta, exigência que também deixou de fazer parte da versão final da lei.

A sanção ocorre em um momento em que o enfrentamento à violência contra a mulher continua sendo tema de discussão em todo o Brasil. A possibilidade de acesso ao spray de pimenta é vista como mais um mecanismo de proteção individual, sem substituir a atuação das forças de segurança pública e as políticas de prevenção e combate à violência de gênero.

Especialistas reforçam que, apesar da liberação, o equipamento deve ser utilizado com responsabilidade, apenas em situações reais de perigo e dentro dos limites estabelecidos pela legislação.