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Pais acreditam que violência educa, conclui Conselheira

A coordenadora do Conselho Tutelar de Coxim, Rosângela da Silva Zanchett Mendonça afirma que o estatuto é pouco conhecido pelas famílias e que isso facilita a violação dos direitos das crianças e dos adolescentes

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16 de julho de 2014

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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) comemorou no início dessa semana (13) 24 anos desde a sua instituição, mas ainda encontra muitas barreiras entre as famílias. A coordenadora do Conselho Tutelar de Coxim, Rosângela da Silva Zanchett Mendonça afirma que o estatuto é pouco conhecido pelas famílias e que isso facilita a violação dos direitos das crianças e dos adolescentes.
O Estatuto é que regulamenta as atribuições do Conselho Tutelar que segundo a coordenadora atualmente não é visto como um órgão de proteção e sim como um repressor. “As famílias entendem que estamos tirando o poder de educar quando chegamos para averiguar as denúncias”, reclama a coordenadora que conta com o reforço dos conselheiros Rita Maria Arruda, Sergiomar Gomes Inácio, Leyla de Souza Vicente e Roseli Vendruscolo para executar as atividades.
O Conselho Tutelar trabalha sempre através de denuncias e conforme Rosangela, na sua maioria são procedentes, pois sempre encontramos alguma violação de direitos. 

Para Rosangela os pais não entendem que bater não educa, pois tiveram essa educação e justificam estarem fazendo a coisa certa. Nosso papel é orientá-los e quando necessários encaminhamos para o Centro de Referencia de Assistência Social (CRAS) para participar do programa de fortalecimento de vínculo familiar. “Muitos me dizem apanhava tanto do pai e da mãe e assim aprenderam a respeitá-los. Só que as conseqüências são extremas e refletem na escola, na sociedade. Eu acompanho casos assim diariamente e concluo que muitos pais não respeitam seus filhos e na hora que eles reagem, elas perdem o controle. As famílias precisam dar limites apenas”, destacou.

Para a coordenadora o fator externo que mais influencia negativamente na vida das famílias é a dupla globalização e economia. Para ela, com a tecnologia, com a cruzada de informações e com a velocidade do mundo hoje, as famílias não conseguem acompanhar tudo isso, principalmente pelo fator econômico que mais impede esse ritmo frenético onde tudo é praticamente descartável.
Mas a coordenadora pondera e diz que o fator econômico que é um motivo forte dentre as famílias de baixa renda não significa que apenas a classe baixa é que tem esse tipo de problemas, e que várias vezes já atendeu famílias de classe alta. 

 

Caso Chocante – Com um ano e meio de serviço, a Conselheira lamenta ao contar um caso que marcou seus poucos anos de trabalho. Uma criança de três anos que estava sendo abusada pelo padrasto com freqüência tirou as noites de sono da coordenadora que conseguiu ver um final feliz quando a criança se recuperou fisicamente e o agressor foi preso.

 

A coordenadora informou que as denuncias são de extrema importância para o trabalho do Conselho Tutelar e reforçou que o trabalho nesse órgão acontece no período de 24hs. “Queríamos ser melhores vistos pela sociedade e pelos poderes. Trabalhamos em silêncio, mas estamos aqui, plantão atrás de plantão para atender a população”, finaliza.

 

Saúde

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3 de junho de 2026

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

Documento

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2 de junho de 2026

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.