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Onda de calor extremo eleva riscos à saúde e exige medidas de proteção, alertam especialistas

Aviso vermelho do Inmet inclui Sudeste, Centro-Oeste, Sul e o leste de Mato Grosso do Sul; médicos reforçam cuidados para evitar falência térmica.

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26 de dezembro de 2025

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Idest

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A onda de calor que elevou as temperaturas durante a semana do Natal no leste de Mato Grosso do Sul e outros estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, deve se estender até a próxima segunda-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, indicando temperaturas 5°C acima da média por mais de cinco dias, com alta probabilidade de riscos à vida, danos e acidentes.

Impactos do calor extremo no organismo

De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, Luiz Fernando Penna, o calor extremo pode levar à falência térmica do corpo, uma emergência médica caracterizada por confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40°C.

Segundo o médico, o impacto do calor na saúde costuma ser subestimado. “Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica”, alertou.

O especialista explica que, em temperaturas elevadas, o organismo passa a trabalhar no limite, aumentando a sudorese, acelerando os batimentos cardíacos e dilatando os vasos sanguíneos. Quando esses mecanismos falham, ocorre o colapso térmico.

Grupos mais vulneráveis

O calor extremo também agrava quadros de doenças crônicas, como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica. Pessoas que utilizam diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos devem redobrar a atenção, já que os medicamentos podem interferir na regulação térmica do corpo.

Além disso, as altas temperaturas afetam o sono, o humor e a capacidade cognitiva, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, ao prejudicar o descanso, a memória e a tomada de decisões.

Evidências científicas

No Rio de Janeiro, pesquisa divulgada em fevereiro de 2025 pela Fundação Oswaldo Cruz apontou relação direta entre altas temperaturas e aumento da mortalidade. O estudo, conduzido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024 e identificou maior risco para idosos e pessoas com doenças como diabetes, hipertensão, Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias.

Medidas de prevenção e proteção

Especialistas reforçam que, em situações de calor extremo, apenas a hidratação não é suficiente. A recomendação é evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e suspender atividades físicas ao ar livre. Trabalhadores que não conseguem evitar a exposição devem realizar pausas frequentes nos horários mais quentes.

Também é orientado manter a casa fresca, fechando portas, janelas e cortinas durante o dia e abrindo-as à noite, além do uso moderado de ventiladores e ar-condicionado para evitar choque térmico.

Em caso de sinais de falência térmica, a orientação é buscar atendimento médico imediato ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192.

Segundo Luiz Fernando Penna, não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas. “Acima de 35°C, especialmente com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria”, concluiu.

Imposto de renda 2026

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...

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24 de julho de 2026

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

 

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A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.

Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.

A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.

Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.

O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.

Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.

A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.

Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.

Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.

Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.

A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.

Mulher

Mulheres maiores de 18 anos passam a poder comprar spray de pimenta para defesa pessoal

As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova...

Mulheres maiores de 18 anos passam a poder comprar spray de pimenta para defesa pessoal

24 de julho de 2026

Mulheres maiores de 18 anos passam a poder comprar spray de pimenta para defesa pessoal

 

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As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando uma mudança na legislação sobre o acesso a aerossóis de extratos vegetais destinados à proteção individual.

A nova norma busca ampliar as alternativas de defesa para mulheres em situações de risco, estabelecendo regras claras para a utilização do equipamento. A publicação da lei no Diário Oficial da União marca o início da vigência da medida em todo o país.

De acordo com a legislação, o spray de pimenta poderá ser utilizado exclusivamente para afastar uma agressão considerada injusta, atual ou iminente. A norma determina que o uso seja proporcional à ameaça enfrentada e interrompido imediatamente após a neutralização do risco.

O objetivo é garantir que o equipamento seja empregado apenas como instrumento de defesa pessoal, evitando seu uso indevido em outras circunstâncias.

Embora o projeto aprovado pelo Congresso previsse que adolescentes a partir de 16 anos também pudessem adquirir o spray com autorização dos pais ou responsáveis, esse dispositivo foi vetado durante a sanção presidencial. Com isso, a autorização ficou restrita às mulheres com 18 anos ou mais.

Outro ponto retirado do texto foi a obrigação de comunicar às autoridades policiais casos de perda, furto ou roubo do spray de pimenta, exigência que também deixou de fazer parte da versão final da lei.

A sanção ocorre em um momento em que o enfrentamento à violência contra a mulher continua sendo tema de discussão em todo o Brasil. A possibilidade de acesso ao spray de pimenta é vista como mais um mecanismo de proteção individual, sem substituir a atuação das forças de segurança pública e as políticas de prevenção e combate à violência de gênero.

Especialistas reforçam que, apesar da liberação, o equipamento deve ser utilizado com responsabilidade, apenas em situações reais de perigo e dentro dos limites estabelecidos pela legislação.