quinta, 04 de junho, 2026
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A onda de calor que elevou as temperaturas durante a semana do Natal no leste de Mato Grosso do Sul e outros estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, deve se estender até a próxima segunda-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, indicando temperaturas 5°C acima da média por mais de cinco dias, com alta probabilidade de riscos à vida, danos e acidentes.
De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, Luiz Fernando Penna, o calor extremo pode levar à falência térmica do corpo, uma emergência médica caracterizada por confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40°C.
Segundo o médico, o impacto do calor na saúde costuma ser subestimado. “Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica”, alertou.
O especialista explica que, em temperaturas elevadas, o organismo passa a trabalhar no limite, aumentando a sudorese, acelerando os batimentos cardíacos e dilatando os vasos sanguíneos. Quando esses mecanismos falham, ocorre o colapso térmico.
O calor extremo também agrava quadros de doenças crônicas, como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica. Pessoas que utilizam diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos devem redobrar a atenção, já que os medicamentos podem interferir na regulação térmica do corpo.
Além disso, as altas temperaturas afetam o sono, o humor e a capacidade cognitiva, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, ao prejudicar o descanso, a memória e a tomada de decisões.
No Rio de Janeiro, pesquisa divulgada em fevereiro de 2025 pela Fundação Oswaldo Cruz apontou relação direta entre altas temperaturas e aumento da mortalidade. O estudo, conduzido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024 e identificou maior risco para idosos e pessoas com doenças como diabetes, hipertensão, Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias.
Especialistas reforçam que, em situações de calor extremo, apenas a hidratação não é suficiente. A recomendação é evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e suspender atividades físicas ao ar livre. Trabalhadores que não conseguem evitar a exposição devem realizar pausas frequentes nos horários mais quentes.
Também é orientado manter a casa fresca, fechando portas, janelas e cortinas durante o dia e abrindo-as à noite, além do uso moderado de ventiladores e ar-condicionado para evitar choque térmico.
Em caso de sinais de falência térmica, a orientação é buscar atendimento médico imediato ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192.
Segundo Luiz Fernando Penna, não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas. “Acima de 35°C, especialmente com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria”, concluiu.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.