quinta, 04 de junho, 2026
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Enquanto o país vive polêmica criada pelo Carrefour, bate recorde na produção nacional de carne bovina. Em Mato Grosso do Sul, as vendas ao mercado externo nunca foram tão altas, atingindo nível histórico em 2024.
Mato Grosso do Sul é o 4º maior produtor de carne bovina do país, e nos últimos quatro anos viu as exportações de carne saltarem de 2% para 20% da produção. Historicamente a produção estadual de carne visa atender o mercado interno, ou seja, fica aqui no Brasil.
Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de carne bovina de Mato Grosso do Sul representa 10% do país. O montante é praticamente o mesmo de São Paulo e Goiás. Mato Grosso aparece em 1° no ranking com 19% da produção nacional de carne bovina.
Mas desde 2020, as exportações cresceram exponencialmente. Dados compilados pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), em 2020 o estado exportava apenas 2,25% da carne, mas em 2024 esse percentual deve chegar a 22,5%.
Mercado milionário
Entre janeiro e setembro de 2024, a exportação de carne bovina rendeu 881 milhões de dólares ao Mato Grosso do Sul. O produto representa 11% de tudo o que o Estado exporta, sendo a celulose o principal produto da balança comercial.
Mato Grosso do Sul é o 4º maior exportador de carne in natura do país e a União Europeia, centro da polêmica do Carrefour, é responsável por apenas 12% da compra da carne estadual.
A China é o país que mais consome a carne de Mato Grosso do Sul, sendo 24%m seguida dos Estados Unidos (16%) e Chile (14%). Em 2024, Mato Grosso do Sul enviou carne para 63 países diferentes.
E é justamente essa consolidação das exportações para mercados globais de alto consumo, que permitem ao Mato Grosso do Sul minimizar os riscos associados à dependência de um único mercado e fortalecer a posição do estado no comércio global de carne bovina.
Polêmica com o Carrefour
Em 20 de novembro, o CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, disse que não iria mais comprar proteínas do Brasil porque os produtos não atendem às exigências e normas de qualidade exigidas pelo governo francês. A partir daí a polêmica só aumentou, com repúdio de produtores e boicote de ambos os lados.
Quatro dias depois, os maiores frigoríficos do Brasil decidiram que irão suspender o fornecimento de carne ao Carrefour no país. Além do Carrefour, a rede também é responsável pelas unidades do Atacadão no Brasil.
Nesta terça-feira (26), o Carrefour voltou atrás da decisão com uma nota de retratação. Na nota, a rede diz que reconhece a importância do mercado brasileiro de carne bovina e afirma que vai continuar consumindo o produto. Além disso, disse lamentar que a declaração tenha sido vista de tal maneira.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.