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Ministra chega à área de conflito em Douradina e tenta acordo entre indígenas e produtores

Produtores rurais com caminhonetes e tendas estão próximos à área onde ministra e autoridades conversam com indígenas

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7 de agosto de 2024

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(Priscilla Peres, Thalya Godoy)

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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara e equipe ministerial chegaram na manhã desta terça-feira (6), na Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica, onde ocorrem conflitos com proprietários rurais da região. Equipe se reúne com indígenas na área de retomada a fim de apaziguar a situação, que tem resultado em vários feridos.
Na segunda-feira (5), o desembargador Audrey Gasparini, do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), suspendeu ordem de reintegração de posse concedida pela Justiça federal de Dourados, que ordenava o despejo da comunidade Terra indígena Panambi Lagoa Rica, em Douradina.
A equipe está na área debaixo do sol conversando com os indígenas. Perto dali, proprietários rurais se reúnem em tendas e com várias caminhonetes estacionadas. O clima de tensão é nítido.
Com ajuda de um intérprete, os indígenas relatam a situação vivida no local nos últimos dias. A mãe de um garoto baleado e que segue internado, contou que quando começou o conflito sabia que o filho ia lutar pela permanência na terra indígena. Outros dois jovens disseram ter sido atingidos por tiros, mas não especificaram se foram balas de borracha.
Os indígenas cobram a demarcação das terras indígenas na região. A equipe composta também pela presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena e a deputada federal por MG, Celia Xakriabá, devem ir para Dourados.
Conflitos se intensificam há semanas
Conflitos em disputa da terra entre indígenas e proprietários rurais da região ocorrem há cerca de 20 dias na TI (Terra Indígena) Panambi – Lagoa Rica, em Douradina. Neste período, há registro de indígenas feridos, atirador preso pela Força Nacional e outra equipe ministerial no local.
No local, fazendeiros e indígenas montaram acampamento na terra de retomada. A Terra Indígena Panambi – Lagoa Rica é uma terra oficialmente reconhecida, identificada e delimitada com 12,1 mil hectares desde 2011. Seu processo de demarcação, contudo, está paralisado por conta de medidas que tentam instituir a tese do Marco Temporal.
A atual vigência da Lei 14.701, que institui a tese do marco temporal, e a morosidade do Estado tem gerado o sentimento de revolta nos povos originários. Eles denunciam ataques com arma de fogo e indígenas feridos.
Na área estão acampadas 126 famílias, com 18 idosos, 70 crianças (incluindo bebês) e 50 jovens menores da idade.
 

Saúde

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3 de junho de 2026

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

Documento

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2 de junho de 2026

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.