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Milho para pipoca é retirado do mercado após Anvisa identificar falha em informação ao consumidor

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12 de junho de 2026

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Glenda Melo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de circulação de todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti em todo o território nacional. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (12) e proíbe a venda, distribuição, divulgação e utilização do produto até que a irregularidade seja solucionada.

A medida foi adotada após a fiscalização constatar uma inconsistência nas informações apresentadas ao consumidor. Enquanto uma parte da embalagem afirmava que o produto era livre de glúten, outra indicava a possibilidade de presença de trigo ou de contaminação cruzada durante o processo de fabricação.

Segundo especialistas, esse tipo de divergência pode colocar em risco pessoas com doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade ao glúten, que dependem de informações corretas nos rótulos para evitar complicações à saúde.

Com a determinação da Anvisa, todos os lotes do produto devem ser recolhidos do mercado. Além disso, estabelecimentos comerciais ficam impedidos de continuar oferecendo o milho para pipoca da marca até que a situação seja regularizada.

Consumidores que já adquiriram o produto devem verificar a embalagem e interromper o consumo caso ele pertença à marca atingida pela medida. A recomendação é procurar o fabricante para obter orientações sobre a devolução ou substituição.

A Anvisa destacou que a rotulagem correta dos alimentos é uma exigência prevista na legislação brasileira e tem papel fundamental para garantir a segurança alimentar, especialmente de consumidores que possuem restrições alimentares ou alergias. A agência reforçou que continuará fiscalizando produtos comercializados no país para assegurar que as informações apresentadas sejam claras, verdadeiras e não induzam o consumidor ao erro.

 

Maioridade penal

CCJ aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos e reacende debate no Brasil

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10 de junho de 2026

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A medida volta a colocar em evidência um dos temas mais polêmicos da segurança pública e do sistema de justiça brasileiro.

A proposta ainda precisará passar por outras etapas de tramitação no Congresso Nacional antes de uma eventual promulgação, mas a aprovação na CCJ já provocou reações favoráveis e contrárias entre parlamentares, especialistas e entidades ligadas à defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, estando sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso a PEC avance e seja aprovada em todas as fases legislativas, adolescentes de 16 e 17 anos poderão responder criminalmente como adultos em determinadas situações previstas pela legislação.

A discussão sobre a idade para responsabilização criminal não é recente. Ao longo da história do Brasil, as regras passaram por diversas mudanças. Durante o período colonial, a responsabilização penal podia atingir crianças a partir dos sete anos de idade. Com o passar do tempo, o país adotou modelos mais protetivos, culminando na fixação da maioridade penal aos 18 anos, garantida pela Constituição de 1988.

Defensores da redução argumentam que adolescentes envolvidos em crimes graves devem receber punições mais severas e compatíveis com a gravidade dos atos praticados. Eles também afirmam que a mudança pode contribuir para a redução da sensação de impunidade.

Por outro lado, especialistas em direitos humanos, educação e proteção à infância defendem que o endurecimento das penas não resolve as causas da criminalidade juvenil. Segundo esse grupo, investimentos em educação, inclusão social e fortalecimento das medidas socioeducativas seriam mais eficazes para combater a violência.

Após a aprovação na CCJ, a PEC seguirá para análise de uma comissão especial e, posteriormente, será submetida à votação em dois turnos na Câmara dos Deputados. Se aprovada, ainda precisará passar pelo Senado Federal.

O tema promete continuar mobilizando a opinião pública e os representantes políticos nos próximos meses, diante dos impactos que uma eventual mudança poderá causar no sistema penal brasileiro e na política de proteção aos adolescentes.

 

Golpe

Golpistas cobram taxas indevidas em nome do Novo Desenrola, fique atento para não ser uma vítima

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10 de junho de 2026

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Consumidores que procuram renegociar dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil devem ficar atentos a uma nova modalidade de golpe que tem feito vítimas em diversas regiões do país. Criminosos estão criando páginas falsas na internet e cobrando taxas indevidas para supostos acordos financeiros, utilizando o nome do programa federal.

Segundo alerta do Ministério da Fazenda, os golpistas simulam plataformas oficiais e solicitam dados pessoais dos usuários, como CPF e informações de contato. Em seguida, oferecem falsas propostas de renegociação e exigem pagamentos para liberar descontos ou concluir o processo.

O governo federal reforça que o Novo Desenrola Brasil não cobra qualquer valor para participação no programa. Por isso, pedidos de depósitos, taxas administrativas ou qualquer tipo de pagamento antecipado devem ser considerados sinais de fraude.

A recomendação é que os consumidores realizem consultas e negociações apenas pelos canais oficiais das instituições financeiras e desconfiem de links recebidos por mensagens, redes sociais ou aplicativos de conversa.

Especialistas alertam que criminosos costumam aproveitar a procura por programas de renegociação de dívidas para aplicar golpes e obter dados pessoais ou dinheiro das vítimas. Em caso de suspeita, a orientação é interromper o atendimento, não efetuar pagamentos e registrar denúncia junto às autoridades competentes.