quinta, 04 de junho, 2026
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Depois de reaparecer após um misterioso sumiço de quatro meses, o estudante de psicologia Bruno Borges, de 25 anos, concedeu uma entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, veiculada neste domingo. Borges não informou onde esteve desde o dia 27 de março, quando saiu da casa dos pais, em Rio Branco(AC), sem dizer para onde ia, deixando para trás códigos escritos nas paredes de seu quarto e nas páginas de 14 livros. O “menino do Acre”, como ficou conhecido, disse apenas que tentou “estimular as pessoas a adquirirem conhecimento”.
“O que eu posso dizer é que estava isolado, não tive acesso a nada porque senão iria quebrar todo meu objetivo. Busquei o isolamento justamente para não ser atrapalhado pelo coletivo”, declarou o estudante, que revelou apenas ter ficado “em meio à natureza” e que estudou “sobre o local onde estava indo o que ia precisar para me manter lá dentro”.
Para Bruno Borges, a experiência “deu certo” porque despertou o interesse das pessoas e também serviu para que ele “renascesse”. “Tudo que eu fiz foi com objetivo principal de estimular as pessoas a adquirirem conhecimento. À medida que a gente vê que muitas pessoas buscaram conhecimento através disso, podemos perceber que deu certo. O fato de eu ter me isolado era para buscar uma verdade dentro de mim, que eu estava precisando encontrar. Eu estava precisando me reencontrar, renascer”.
Segundo Bruno Borges, o desaparecimento também pretendeu tornar “as pessoas mais ávidas pelo misterioso”. “Porque quem não gosta do misterioso meio que está morto, está inerte. O mundo é um mistério, nós não sabemos de nada ainda. Como podemos não gostar do mistério?”, disse ao Fantástico.
Questionado sobre arrependimentos, Borges respondeu que se lamenta apenas por não ter avisado seus pais e que imaginou que os familiares saberiam de sua busca “pela verdade da vida” ao se depararem com os códigos escritos nas paredes de seu quarto.
“De me isolar não me arrependi, mas de não ter avisado foi uma das coisas que eu mais me arrependi na minha vida. Foi um grande erro que eu cometi não ter avisado aquelas pessoas que têm um carinho especial por mim. Eu pensei que com tudo que eu tinha deixado, todo mundo ia saber que eu tinha me isolado pra buscar a verdade da vida, no momento em que olhassem meu quarto do jeito que eu deixei”.
Sobre o livro Teoria da Absorção de Conhecimento, escrito por Bruno Borges em códigos e lançado no dia 21 de julho, enquanto estava no “isolamento”, o jovem negou que seu desaparecimento fosse uma estratégia de marketing, como crê a polícia. Ele ainda afirmou que valor do contrato com uma editora para a publicação da obra, dividido com amigos e familiares, é um gesto de gratidão. “O fato de eu ter feito o contrato com eles é justamente o fato de que não me importo com dinheiro. Porque o trabalho deles nesse projeto foi muito importante para realizar meu sonho”.
O Fantástico também entrevistou o delegado Alcino Souza Júnior, responsável pela investigação do desaparecimento de Bruno Borges. Souza Júnior declarou que o estudante prestará depoimento, mas que descarta que Borges ou seus pais tenham cometido crimes em virtude do sumiço dele.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.