quinta, 04 de junho, 2026
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Um homem acusado de assassinar 42 meninos entre 8 e 15 anos, foi condenado a mais 108 anos e 60 meses de prisão pelo assassinato de outras três crianças. O mecânico de bicicletas Francisco das Chagas Brito é apontado como o maior assassino em série do País.
Raimundo Nonato da Conceição Filho, de 11 anos e Eduardo Rocha da Silva, de 10 foram mortos em um matagal na Vila Nova Jerusalém, em 1997. A terceira criança identificada como Edivam Pinto Lobato, de 12 anos teve o corpo encontrado em uma construção nas proximidades da Vila São José, em 2001. Os crimes ocorreram no município de Paço do Lumiar (MA), que faz parte da Região Metropolitana de São Luís.
O julgamento durou 18 horas e foi tenso. Já na chegada, o réu tentou agredir familiares e jornalistas que cobririam o julgamento, depois de ter sido xingado pelos parentes das três vítimas. Após a argumentação da acusação e da defesa, os jurados acataram a tese do Ministério Público de que o réu teria cometido homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, emprego de meio cruel e não possibilidade de defesa das vítimas. Brito também foi condenado pelo crime de vilipêndio (desrespeito) a cadáver.
Outros casos
Brito é acusado de ter matado 30 meninos no Maranhão e mais 12 em Marabá, no Pará, entre 1991 e 2004, em um caso que ficou conhecido como os assassinatos dos ‘meninos emasculados’, que chegou a gerar uma condenação para o Brasil pela Organização de Estados Americanos (OEA). Com esses novos julgamentos, o serial killer já tem 11 condenações, que somam 385 anos e 6 meses de prisão.
Brito ainda deverá ser julgado pelo menos mais 25 vezes, por causa dos processos em que figura como réu em decorrência dos crimes praticados. Os processos tramitam na 1.ª e na 2.ª vara da cidade de São José de Ribamar, na 1.ª Vara de Paço do Lumiar e 9.ª Vara Criminal de São Luís. Nas varas de São José de Ribamar existem 14 processos contra o mecânico, um na capital e outros nove em Paço do Lumiar.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.