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Lula inaugura nova barragem da transposição do São Francisco no RN

Obra começou em 2013 e foi concluída com recursos do Novo PAC

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20 de março de 2025

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(Andreia Verdélio  Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou ontem, quarta-feira (19), a Barragem de Oiticica, em Jucurutu, no Rio Grande do Norte, que faz parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. A obra foi iniciada em 2013 e, desde então, R$ 765 milhões foram repassados pelo governo federal, sendo R$ 163,1 milhões na atual gestão, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em seu discurso, Lula lembrou da decisão de iniciar a, então chamada, transposição do Rio São Francisco, obra que começou a ser estudada ainda durante o Império do Brasil, sob o reinado de Dom Pedro II.


“A seca é um fenômeno da natureza, ela é uma coisa feita por Deus. Acontece que a gente ver pessoas ou animais morrerem por conta da seca já não é mais de Deus, é por conta da irresponsabilidade das pessoas que governaram esse país durante tantos e tantos anos. Porque tem solução”, disse o presidente.
Os primeiros canais começaram a ser abertos em 2007 para, segundo Lula, “salvar do sofrimento 12 milhões de nordestinos que moram no semiárido desse país”.
“Hoje, eu estou aqui inaugurando um dos últimos trechos e uma das últimas obras da transposição das águas do Rio São Francisco, demonstrando que aquilo que a elite econômica brasileira não quis fazer, que os fazendeiros não fizeram, que os advogados que governaram esse país não fizeram. Aquilo que os sociólogos não fizeram, que os professores que governaram o país não fizeram, um metalúrgico de São Bernardo do Campo [SP] fez, essa obra”, destacou.
“Eu fiz isso porque, com 7 anos, eu já ia para a beira do açude encher um pote para levar água para casa para beber. E somente quem viveu isso, somente quem viu a sua mãe sair de Caetés [PE], com oito filhos agarrados no rabo da saia para não morrer de fome, e ir para São Paulo, é que entende o problema da seca no sertão nordestino”, contou Lula, lembrando sua infância em Pernambuco.


A barragem inaugurada hoje integra o Complexo Hidrossocial Oiticica, que contempla outros equipamentos e projetos, como agrovilas e o reassentamento da comunidade Nova Barra de Santana. A capacidade do reservatório foi ampliada de 75,56 milhões de metros cúbicos para 742 milhões de metros cúbicos, beneficiando diretamente 22 municípios e cerca de 294 mil pessoas.
As obras beneficiam o sertão do Seridó e estão inseridas no âmbito do programa Água para Todos. Lula cobrou que os gestores locais deem andamento às intervenções para que a água chegue à população. “Isso é o começo de uma solução”, disse.
“Essa obra não vai resolver tudo. É importante os prefeitos saberem que eles têm muito trabalho a fazer. É preciso que a governadora [do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra] saiba que tem muito trabalho a fazer, porque essa água parada não vai resolver muita coisa. É preciso levar a água até a casa das pessoas, até a lavoura das pessoas, é preciso tratar essa água para que ela fique água de qualidade para as pessoas beberem, para as pessoas tomarem um banho”, reforçou o presidente.
A região do Seridó abrange partes do Rio Grande do Norte e da Paraíba e é caracterizada pelo clima semiárido, com vegetação de caatinga e longos períodos de estiagem. A economia da região é baseada na agropecuária e, nos últimos anos, tem crescido o investimento no turismo ecológico e cultural, como o Geoparque Seridó, reconhecido como território de relevância mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


Nova adutora
Durante a cerimônia, também foi assinada a autorização de contratação para construção da adutora do Agreste Potiguar, outro projeto da transposição do Rio São Francisco. O sistema de abastecimento de água é projetado para atender 38 municípios da região agreste do Rio Grande do Norte, captando água do Rio Guajú para ser distribuída por uma rede de 170,9 quilômetros de extensão.
O projeto visa integrar três sistemas adutores intermunicipais, para garantir maior segurança hídrica à população, com um investimento de R$ 448,46 milhões. O prazo para execução da obra é de cinco anos.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.