segunda, 08 de junho, 2026
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Com o envelhecimento da população brasileira, cresce também a necessidade de garantir respeito, proteção e qualidade de vida às pessoas idosas. Em meio a esse cenário, o mês de junho é marcado pela campanha Junho Prata, uma mobilização voltada à conscientização, prevenção e combate à violência contra a pessoa idosa.
Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa foi instituída oficialmente pela Lei Estadual nº 5.546 e tem como principal objetivo chamar a atenção da sociedade para os diversos tipos de violência que atingem idosos, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar.
A campanha ganha ainda mais relevância em razão do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho. A data foi criada para estimular reflexões sobre o respeito aos direitos da terceira idade e incentivar denúncias de casos de maus-tratos, abandono, negligência, violência psicológica, física, patrimonial e financeira.
Em Coxim, onde a população idosa representa uma parcela importante da comunidade, o Junho Prata serve como um alerta para familiares, vizinhos e profissionais da rede de proteção social. Especialistas destacam que muitos casos de violência permanecem ocultos por medo, dependência financeira ou emocional da vítima em relação ao agressor.
Segundo órgãos de proteção, sinais como isolamento repentino, mudanças de comportamento, falta de cuidados básicos, lesões sem explicação, retenção de aposentadorias e dificuldades para acessar recursos financeiros podem indicar situações de abuso.
Além da conscientização, a campanha busca fortalecer a rede de apoio aos idosos no município, envolvendo serviços de assistência social, unidades de saúde, conselhos de direitos e forças de segurança. O objetivo é garantir que vítimas tenham acesso ao acolhimento necessário e que os responsáveis pelos abusos sejam responsabilizados.
A violência contra idosos é considerada uma violação dos direitos humanos e pode ocorrer de diversas formas. Entre as mais frequentes estão a violência psicológica, caracterizada por humilhações e ameaças; a violência financeira, quando familiares ou terceiros se apropriam indevidamente de benefícios e bens; e a negligência, que ocorre quando necessidades básicas de saúde, alimentação e higiene são ignoradas.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100, serviço nacional de proteção aos direitos humanos, além dos órgãos de assistência social e autoridades policiais.
Mais do que uma campanha, o Junho Prata é um chamado para que toda a sociedade reconheça o valor das pessoas idosas e atue na construção de um ambiente de respeito, dignidade e proteção. Em Coxim, a mobilização reforça que envelhecer com segurança e qualidade de vida é um direito que deve ser garantido a todos.
Eleições 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a distribuição de aproximadamente R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as...
7 de junho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a distribuição de aproximadamente R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. O montante será destinado aos partidos políticos para custear campanhas eleitorais em todo o país, consolidando o modelo de financiamento público que passou a ser a principal fonte de recursos após a proibição das doações empresariais.
A divisão dos recursos segue critérios estabelecidos pela legislação eleitoral, levando em consideração fatores como o desempenho das siglas nas eleições anteriores e o tamanho de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. Na prática, isso significa que os partidos com maior representatividade política acabam recebendo parcelas mais significativas do fundo.
O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 como alternativa ao financiamento privado das campanhas, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu as doações de empresas a candidatos e partidos. Desde então, os valores destinados ao fundo cresceram significativamente a cada eleição, tornando-se alvo frequente de debates entre parlamentares, especialistas e a população.
Defensores do modelo argumentam que o financiamento público contribui para reduzir a influência do poder econômico privado sobre o processo eleitoral, promovendo maior transparência e equilíbrio na disputa entre os candidatos. Já os críticos questionam o volume de recursos públicos empregados nas campanhas, especialmente em um cenário de demandas sociais e econômicas em diversas áreas.
Com a confirmação do repasse bilionário para 2026, o tema volta ao centro das discussões políticas e deve ganhar ainda mais destaque à medida que se aproxima o período eleitoral. Além da disputa pelos cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, o debate sobre a utilização dos recursos públicos nas campanhas promete movimentar o cenário político nacional.
A expectativa é que os partidos iniciem nos próximos meses o planejamento para a aplicação dos recursos, observando as regras de prestação de contas e fiscalização impostas pela Justiça Eleitoral. Enquanto isso, a sociedade acompanha mais um capítulo da discussão sobre o custo das eleições e a forma de financiamento da democracia brasileira.
Pantanal
A paisagem do Pantanal sul-mato-grossense voltou a ser marcada pela presença da água em áreas que enfrentavam um longo período de seca. Na região do...
5 de junho de 2026
A paisagem do Pantanal sul-mato-grossense voltou a ser marcada pela presença da água em áreas que enfrentavam um longo período de seca. Na região do Paiaguás, uma das mais importantes da planície pantaneira, o avanço das cheias tem chamado a atenção e trazido esperança para a recuperação ambiental do bioma.
O aumento do volume de água é resultado das chuvas registradas nas cabeceiras do Rio Taquari, que provocaram o transbordamento em pontos conhecidos tecnicamente como "arrombados", espalhando a água por uma extensa área da região. Segundo especialistas, esta é uma das maiores cheias observadas no local nos últimos dez anos.
Embora o cenário seja positivo após anos marcados por secas severas e incêndios florestais de grandes proporções, pesquisadores alertam que a recuperação ainda está longe do ideal. Dados de monitoramento apontam que o nível dos rios permanece abaixo da média histórica, indicando que a cheia atual não é suficiente para restabelecer completamente o ciclo hidrológico tradicional do Pantanal.
Ainda assim, o aumento das águas favorece a navegabilidade e contribui para reduzir os impactos ambientais causados pela estiagem prolongada. Por outro lado, especialistas observam que uma cheia considerada pequena pode trazer reflexos negativos para a reprodução dos peixes e para a atividade pesqueira.
Enquanto acompanha a recuperação gradual do bioma, Mato Grosso do Sul mantém o estado de emergência ambiental devido ao risco de incêndios florestais. Organizações e órgãos públicos seguem reforçando ações de prevenção e monitoramento para proteger uma das áreas naturais mais importantes do país.