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Jacarés mendigando água geram comoção e debate sobre seca no Pantanal

Animais morrem por falta de água e pantaneiros reclamam de desmatamento e cultivo de soja na região

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22 de julho de 2022

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Caroline Maldonado/campograndenews

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Publicado nesta semana no Instagram, o vídeo feito por um trabalhador da fazenda Sagrado, no Pantanal, repercutiu nas redes sociais. A cena de jacarés mendigando água em uma poça de lama, próximo a um bebedouro de gado, é apenas uma amostra do que os animais têm sofrido com a seca.

A postagem é um alerta contra as queimadas e cultivo de soja na região, mas ainda há quem não acredite que a situação é crítica, segundo o corretor e dono de comitiva há mais de dois anos no Pantanal, Hugo Tognini.

Ele publicou o vídeo nos perfis Comitivas do Brasil e MS Boiada e conta que recebeu diversas críticas e comentários de quem não acredita que o Pantanal sofre com a seca. 

“Já vi outros animais sofrendo. Esse vídeo está dando o que falar. Muita gente não acredita que o Pantanal está seco, mas o único Pantanal que teve água de chuva esse ano foi o Pantanal do Paiaguas e parte do Pantanal da Nhecolandia. Pessoal não conhece e fica criticando”, explica Hugo. 

Hugo lembra que o Pantanal é dividido em regiões e neste ano, o Pantanal Norte, que é o Paiaguas e Nhecolandia, teve um pouco mais de chuva. “A região do Abobral parte da Nhecolandia e Nabileque teve muito pouca chuva”, conta Hugo. 

"Na publicação que mostra os jacarés, seguidores fazem mais denuncias. "Além da falta de chuvas, estão fazendo muitos poços semi artesiano para encher represas. Vai secar mais no decorrer dos anos", comenta Wiltons Ferreira. 

O pantaneiro faz alerta contra queimadas, desmatamento ilegal e plantação de soja na região, que prejudicam o bioma. 

“O Pantanal está queimando, mas o pessoal diz que não. Diz que a culpa do fogo é do pantaneiro. O pantaneiro cuida e preserva. Vários novos proprietários de terras de outros Estados, esses sim ajudam a matar o pantanal. É a ganância. Matam as onças e também provocam queimadas. Estão plantando soja, mas o Pantanal não é  lugar de soja”, reclama Hugo. 

Feita na região de Rio Verde de Mato Grosso, a 203 quilômetros da Capital, outra imagem do Pantanal da Nhecolandia mostra a boiada transitando em meio a lavouras de soja destruídas pela água. “Por sorte a chuva matou [a lavoura]”, diz Hugo, que é contra o cultivo de grãos na região. 

No Pantanal do Nabileque, ele flagrou outra situação que compromete o bioma. Vídeo mostra o desmatamento de árvores nativas da espécie Carandá.

“Até onde eu saiba o Carandá é uma árvore nativa do Pantanal, que só pode ser derrubada para subsistência do Pantaneiro. Não sei se mudou a lei”, 

Seca - A região onde os jacarés foram filmados não passa por cheias desde 2020. O Pantanal já teve 119 mil hectares destruídos por queimadas neste ano. O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), decretou estado de emergência em Mato Grosso do Sul pelos próximos 180 dias.

Ao todo foram investidos R$ 78 milhões e outros R$ 38 milhões podem ser investidos nos próximos dias a depender da situação de seca no estado. A verba já aplicada foi usada para compra de equipamentos capazes de combater incêndios de alto risco como viaturas ATBF (Auto Bomba Tanque Florestal) e até um avião específico para combate a chamas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.