quinta, 04 de junho, 2026
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O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Pedro Tourinho, fez duras críticas na terça-feira, 17 de dezembro, após Claudia Leitte alterar, mais uma vez, a letra de uma música. E recebeu apoio de Ivete Sangalo, aumentando ainda mais zumzunmzunm.
No último dia 15, a cantora de “Caranguejo” substituiu a menção à orixá Iemanjá por uma referência a Jesus Cristo. A atitude da cantora reacendeu debates sobre apropriação cultural e racismo no universo da música baiana, colocando o Axé em destaque nas discussões.
Tourinho, sem mencionar diretamente o nome da artista ou o trecho modificado, exibiu cards com um texto reflexivo, destacando a relevância histórica e cultural do Axé e das religiões de matriz africana. “Caranguejo” é um sucesso do axé music composto por Alan Moraes, Durval Luz, Luciano Pinto e Nino Balla.
“Axé é uma palavra de origem yorubá, que tem um significado e um valor insubstituível na cultura e nos cultos de matriz africana. Deste mesmo lugar vêm os toques de percussão que sustentam e dão identidade ao Axé Music”, escreveu o secretário.
O episódio aconteceu no último sábado, 14 de dezembro, durante o primeiro ensaio de verão de Claudia Leitte no Candyall Guetho Square, espaço histórico criado por Carlinhos Brown em Salvador. Na apresentação, a cantora substituiu o verso “Saudando a rainha Iemanjá” por “Eu canto meu Rei Yeshua”. Vale ressaltar que ela já havia feito isso em outros shows, desde 2014, quando anunciou sua conversão religiosa.
A modificação não passou despercebida. Vídeos do show viralizaram nas redes sociais, gerando uma onda de críticas. Muitos internautas e figuras públicas apontaram que a atitude desrespeita as raízes culturais e religiosas do Axé, reforçando a discussão sobre o papel da branquitude em movimentos musicais historicamente negros.
Pedro Tourinho foi além, abordando o protagonismo de artistas brancos no Axé Music, enquanto muitos músicos negros permanecem invisibilizados.
“Sempre há tempo para refletir, entender, mudar e reparar. O papel da cultura negra no Axé Music, o protagonismo dos cantores brancos e a desvalorização de compositores e percussionistas negros são fatos inegáveis. Não se trata de caça às bruxas, mas de justiça e reconhecimento”, declarou.
Para Tourinho, apagar os nomes dos orixás das músicas é um gesto que não pode ser ignorado. Ele classificou a atitude como racista, enfatizando o impacto disso na preservação da cultura afro-brasileira. “Quando um artista, que se beneficia da cultura negra, opta por reescrever a história e retirar o nome de orixás das músicas, o nome disso é racismo”, afirmou categoricamente.
Nos comentários da publicação de Pedro Tourinho, Ivete Sangalo, uma das maiores vozes da música brasileira, demonstrou apoio ao posicionamento do secretário. Com um emoji de palmas, a artista baiana reforçou a importância da reflexão sobre o tema.
Enquanto isso, Claudia Leitte ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas. A polêmica, no entanto, destaca a necessidade de um diálogo aberto sobre racismo, religião e representatividade na música brasileira, especialmente no contexto de gêneros como o Axé, que tem suas raízes profundamente ligadas à cultura afro.
A discussão vai além de uma simples alteração em uma letra de música. Ela traz à tona questões históricas sobre como culturas negras são frequentemente apropriadas e desvalorizadas em benefício de artistas brancos.
Nesse cenário, as palavras de Pedro Tourinho ecoam como um chamado à responsabilidade e ao respeito pelas origens do Axé Music.
Com o verão baiano se aproximando, esse debate promete continuar em alta, mobilizando artistas, fãs e estudiosos da cultura brasileira a repensar seus papéis na preservação e valorização de tradições fundamentais para a identidade nacional.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.