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Entre a esperança e o peso do custo: novo tratamento contra o Alzheimer chega ao Brasil

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22 de abril de 2026

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Glenda Melo

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Uma nova página começa a ser escrita no enfrentamento ao Doença de Alzheimer no Brasil e ela vem carregada de emoção, expectativa e um questionamento inevitável: quem poderá, de fato, ter acesso a essa esperança?

O medicamento Lecanemabe, que será comercializado como Leqembi, representa um avanço significativo no tratamento da doença, especialmente para pacientes em estágio inicial. Sua proposta é direta e ambiciosa: agir sobre as placas beta-amiloides no cérebro, estruturas associadas à progressão do Alzheimer. Em outras palavras, não se trata apenas de aliviar sintomas, mas de tentar desacelerar o avanço de uma das doenças mais devastadoras da atualidade.

A liberação do uso no Brasil ocorreu após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em dezembro de 2025, consolidando o país como parte de um movimento global de adoção de terapias inovadoras. Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o tratamento chega respaldado por anos de pesquisa e grandes expectativas médicas.

Mas se por um lado a ciência avança, por outro, a realidade econômica impõe limites duros.

O preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) revela um cenário preocupante: o custo mensal pode variar entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, dependendo do estado. Cada aplicação gira em torno de R$ 5.500. Para muitas famílias brasileiras, esses valores não são apenas altos são praticamente inacessíveis.

E é nesse ponto que a esperança encontra o seu maior obstáculo. O Alzheimer não atinge apenas a memória de quem adoece; ele transforma rotinas, abala estruturas familiares e impõe desafios emocionais profundos. Agora, com a chegada de um tratamento promissor, surge também uma nova angústia: saber que existe uma possibilidade de desacelerar a doença, mas não ter condições de alcançá-la.

Especialistas destacam que o lecanemabe não é uma cura, mas pode representar mais tempo com qualidade de vida, mais momentos de lucidez, mais histórias sendo lembradas. Para muitas famílias, isso significa tudo.

O Brasil, portanto, se vê diante de um dilema urgente: como transformar avanço científico em acesso real? Como garantir que a inovação não seja privilégio de poucos?

A chegada do novo medicamento marca um passo importante na luta contra o Alzheimer. Mas também escancara a necessidade de políticas públicas, debates sobre judicialização da saúde e alternativas que tornem o tratamento viável para a população.

Porque, no fim, a ciência pode até abrir caminhos, mas é a sociedade que decide quem poderá segui-los.

Saúde

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

3 de junho de 2026

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

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Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

2 de junho de 2026

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

 

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Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.