sábado, 25 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Uma nova página começa a ser escrita no enfrentamento ao Doença de Alzheimer no Brasil e ela vem carregada de emoção, expectativa e um questionamento inevitável: quem poderá, de fato, ter acesso a essa esperança?
O medicamento Lecanemabe, que será comercializado como Leqembi, representa um avanço significativo no tratamento da doença, especialmente para pacientes em estágio inicial. Sua proposta é direta e ambiciosa: agir sobre as placas beta-amiloides no cérebro, estruturas associadas à progressão do Alzheimer. Em outras palavras, não se trata apenas de aliviar sintomas, mas de tentar desacelerar o avanço de uma das doenças mais devastadoras da atualidade.
A liberação do uso no Brasil ocorreu após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em dezembro de 2025, consolidando o país como parte de um movimento global de adoção de terapias inovadoras. Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o tratamento chega respaldado por anos de pesquisa e grandes expectativas médicas.
Mas se por um lado a ciência avança, por outro, a realidade econômica impõe limites duros.
O preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) revela um cenário preocupante: o custo mensal pode variar entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, dependendo do estado. Cada aplicação gira em torno de R$ 5.500. Para muitas famílias brasileiras, esses valores não são apenas altos são praticamente inacessíveis.
E é nesse ponto que a esperança encontra o seu maior obstáculo. O Alzheimer não atinge apenas a memória de quem adoece; ele transforma rotinas, abala estruturas familiares e impõe desafios emocionais profundos. Agora, com a chegada de um tratamento promissor, surge também uma nova angústia: saber que existe uma possibilidade de desacelerar a doença, mas não ter condições de alcançá-la.
Especialistas destacam que o lecanemabe não é uma cura, mas pode representar mais tempo com qualidade de vida, mais momentos de lucidez, mais histórias sendo lembradas. Para muitas famílias, isso significa tudo.
O Brasil, portanto, se vê diante de um dilema urgente: como transformar avanço científico em acesso real? Como garantir que a inovação não seja privilégio de poucos?
A chegada do novo medicamento marca um passo importante na luta contra o Alzheimer. Mas também escancara a necessidade de políticas públicas, debates sobre judicialização da saúde e alternativas que tornem o tratamento viável para a população.
Porque, no fim, a ciência pode até abrir caminhos, mas é a sociedade que decide quem poderá segui-los.
Imposto de renda 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...
24 de julho de 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.
Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.
A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.
Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.
O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.
Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.
A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.
Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.
Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.
A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.
Mulher
As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova...
24 de julho de 2026
As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando uma mudança na legislação sobre o acesso a aerossóis de extratos vegetais destinados à proteção individual.
A nova norma busca ampliar as alternativas de defesa para mulheres em situações de risco, estabelecendo regras claras para a utilização do equipamento. A publicação da lei no Diário Oficial da União marca o início da vigência da medida em todo o país.
De acordo com a legislação, o spray de pimenta poderá ser utilizado exclusivamente para afastar uma agressão considerada injusta, atual ou iminente. A norma determina que o uso seja proporcional à ameaça enfrentada e interrompido imediatamente após a neutralização do risco.
O objetivo é garantir que o equipamento seja empregado apenas como instrumento de defesa pessoal, evitando seu uso indevido em outras circunstâncias.
Embora o projeto aprovado pelo Congresso previsse que adolescentes a partir de 16 anos também pudessem adquirir o spray com autorização dos pais ou responsáveis, esse dispositivo foi vetado durante a sanção presidencial. Com isso, a autorização ficou restrita às mulheres com 18 anos ou mais.
Outro ponto retirado do texto foi a obrigação de comunicar às autoridades policiais casos de perda, furto ou roubo do spray de pimenta, exigência que também deixou de fazer parte da versão final da lei.
A sanção ocorre em um momento em que o enfrentamento à violência contra a mulher continua sendo tema de discussão em todo o Brasil. A possibilidade de acesso ao spray de pimenta é vista como mais um mecanismo de proteção individual, sem substituir a atuação das forças de segurança pública e as políticas de prevenção e combate à violência de gênero.
Especialistas reforçam que, apesar da liberação, o equipamento deve ser utilizado com responsabilidade, apenas em situações reais de perigo e dentro dos limites estabelecidos pela legislação.