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Trabalho

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Empresas passam a responder por riscos à saúde mental no trabalho

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27 de julho de 2026

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Glenda Melo

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A saúde mental dos trabalhadores ganhou ainda mais espaço nas relações de trabalho no Brasil. Desde a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou a exigir que empresas adotem medidas para identificar, avaliar e reduzir fatores que possam comprometer o bem-estar psicológico dos funcionários.

Com a mudança, questões como assédio moral, excesso de cobranças, jornadas exaustivas, pressão constante por resultados e ambientes organizacionais prejudiciais passam a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A medida fortalece a prevenção e busca evitar que situações de estresse contínuo evoluam para transtornos mentais ou afastamentos do trabalho.

Gestão de riscos vai além da segurança física

Até então, o foco das normas de segurança no trabalho estava concentrado, principalmente, nos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Agora, os fatores psicossociais também devem fazer parte da rotina de avaliação das empresas.

Isso significa que os empregadores precisam mapear situações que possam afetar a saúde emocional dos colaboradores e desenvolver ações preventivas para minimizar esses impactos.

Metas continuam permitidas

A atualização da NR-1 não impede que empresas estabeleçam metas de produtividade ou façam cobranças por desempenho. O que a norma determina é que essas práticas não ultrapassem os limites do razoável a ponto de gerar sofrimento psicológico, constrangimentos ou pressão excessiva.

Na prática, a fiscalização avaliará se a organização mantém um ambiente de trabalho saudável e se adota mecanismos para prevenir situações de assédio, abuso de autoridade e sobrecarga contínua.

Fiscalização pode exigir comprovação

Durante inspeções, auditores fiscais do trabalho poderão verificar se a empresa identificou os riscos psicossociais existentes e quais medidas foram implementadas para reduzi-los. Dependendo das irregularidades encontradas, poderão ser aplicadas autuações conforme a legislação trabalhista.

A nova exigência reforça uma tendência observada nos últimos anos, marcada pelo crescimento dos afastamentos relacionados à ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos ligados ao ambiente profissional.

Prevenção como prioridade

Especialistas destacam que investir na saúde mental dos trabalhadores não representa apenas uma obrigação legal, mas também uma estratégia para melhorar a produtividade, reduzir o absenteísmo e fortalecer o clima organizacional.

Com a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1, a expectativa é que empresas passem a tratar a saúde emocional dos colaboradores com a mesma importância dedicada à prevenção de acidentes e demais riscos ocupacionais.

 

Anvisa

Anvisa manda retirar três produtos do mercado por irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de três produtos do mercado brasileiro após identificar irregularidades relacionadas ao...

Anvisa manda retirar três produtos do mercado por irregularidades

27 de julho de 2026

Anvisa manda retirar três produtos do mercado por irregularidades

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de três produtos do mercado brasileiro após identificar irregularidades relacionadas ao cumprimento das normas sanitárias. As medidas foram oficializadas no Diário Oficial da União e incluem a proibição de fabricação, venda, distribuição, propaganda e uso dos itens.

De acordo com a agência, os produtos estavam sendo comercializados sem o registro ou a notificação obrigatória, requisito essencial para garantir que cosméticos e saneantes atendam aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação.

Fibra capilar e produto antimofo estão proibidos

Entre os produtos atingidos pela decisão está a Fibra Capilar Full Hair Instantly. A Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes, além de proibir sua fabricação, comercialização, distribuição e divulgação, por constatar que o produto era vendido de forma irregular.

A mesma medida foi adotada contra o Mata Mofo Eurodecor, utilizado para combater fungos e mofo em ambientes. Segundo a agência, o saneante também era comercializado sem a autorização sanitária necessária.

Creme relaxante será recolhido

Outra determinação envolve o Creme Relaxante Miss Hidrat para uso com Líquido Ativador Guanidina, fabricado pela empresa Anaber Cosméticos Indústria e Comércio Ltda.

A Anvisa ordenou o recolhimento de todos os lotes fabricados a partir de 20 de dezembro de 2023, além de proibir a fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização do produto. Conforme a resolução, o cosmético estava sendo produzido e colocado no mercado sem o devido registro junto ao órgão regulador.

O que fazer se você possui algum dos produtos

Consumidores que possuem qualquer um dos itens incluídos nas resoluções deve interromper o uso imediatamente. A orientação também é evitar a compra desses produtos enquanto as restrições estiverem em vigor.

O registro e a notificação na Anvisa são etapas obrigatórias para diversos produtos sujeitos à vigilância sanitária e têm como objetivo assegurar que eles atendam aos requisitos técnicos de qualidade, eficácia e segurança antes de chegarem ao consumidor.

As medidas reforçam o trabalho de fiscalização da agência para impedir a circulação de produtos irregulares e reduzir riscos à saúde da população.

 

Economia

Fim da "taxa das blusinhas" faz compras internacionais dispararem e reacende mercado de importados

Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita...

Fim da "taxa das blusinhas" faz compras internacionais dispararem e reacende mercado de importados

26 de julho de 2026

Fim da "taxa das blusinhas" faz compras internacionais dispararem e reacende mercado de importados

 

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Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita Federal mostram que o volume de encomendas internacionais voltou a crescer de forma expressiva após o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50, indicando uma retomada das compras em plataformas estrangeiras.

O comércio eletrônico internacional voltou a ganhar força no Brasil após a revogação da tributação que incidia sobre encomendas de pequeno valor. Apenas em junho, primeiro mês completo sem a cobrança do imposto sobre compras de até US$ 50, o país recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais, segundo dados da Receita Federal.

O resultado representa um salto significativo em relação aos meses anteriores e reforça que muitos consumidores voltaram a recorrer a sites estrangeiros em busca de produtos com preços mais competitivos.

Na comparação com junho de 2025, quando ainda vigorava a chamada "taxa das blusinhas", o número de encomendas cresceu 118%, passando de 13,02 milhões para 28,36 milhões.

Os dados mostram que a retirada do imposto devolveu competitividade às compras internacionais de baixo valor, especialmente em categorias como roupas, acessórios, eletrônicos, itens de decoração e utensílios domésticos.

Durante o período em que esteve em vigor, a tributação era alvo de críticas por elevar o custo final de produtos considerados populares. Muitos consumidores afirmavam que a cobrança diminuía a vantagem econômica de comprar em plataformas internacionais, tornando diversos itens praticamente equivalentes aos preços praticados no mercado nacional.

Outro ponto frequentemente questionado era a diferença de tratamento entre consumidores que realizavam compras online e viajantes que retornavam do exterior, já que estes continuavam contando com uma cota de isenção para trazer produtos sem o mesmo impacto tributário.

Especialistas avaliam que, mantido o atual cenário, o fluxo de encomendas internacionais deve continuar crescendo nos próximos meses. A expectativa é de que plataformas estrangeiras ampliem novamente sua participação entre os consumidores brasileiros, impulsionadas pelos preços mais competitivos e pela maior oferta de produtos.

Com a retomada das compras, o setor de logística também deve sentir os efeitos do aumento da demanda, exigindo maior capacidade de processamento e distribuição das encomendas que chegam diariamente ao país.