segunda, 27 de julho, 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de três produtos do mercado brasileiro após identificar irregularidades relacionadas ao cumprimento das normas sanitárias. As medidas foram oficializadas no Diário Oficial da União e incluem a proibição de fabricação, venda, distribuição, propaganda e uso dos itens.
De acordo com a agência, os produtos estavam sendo comercializados sem o registro ou a notificação obrigatória, requisito essencial para garantir que cosméticos e saneantes atendam aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação.
Fibra capilar e produto antimofo estão proibidos
Entre os produtos atingidos pela decisão está a Fibra Capilar Full Hair Instantly. A Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes, além de proibir sua fabricação, comercialização, distribuição e divulgação, por constatar que o produto era vendido de forma irregular.
A mesma medida foi adotada contra o Mata Mofo Eurodecor, utilizado para combater fungos e mofo em ambientes. Segundo a agência, o saneante também era comercializado sem a autorização sanitária necessária.
Creme relaxante será recolhido
Outra determinação envolve o Creme Relaxante Miss Hidrat para uso com Líquido Ativador Guanidina, fabricado pela empresa Anaber Cosméticos Indústria e Comércio Ltda.
A Anvisa ordenou o recolhimento de todos os lotes fabricados a partir de 20 de dezembro de 2023, além de proibir a fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização do produto. Conforme a resolução, o cosmético estava sendo produzido e colocado no mercado sem o devido registro junto ao órgão regulador.
O que fazer se você possui algum dos produtos
Consumidores que possuem qualquer um dos itens incluídos nas resoluções deve interromper o uso imediatamente. A orientação também é evitar a compra desses produtos enquanto as restrições estiverem em vigor.
O registro e a notificação na Anvisa são etapas obrigatórias para diversos produtos sujeitos à vigilância sanitária e têm como objetivo assegurar que eles atendam aos requisitos técnicos de qualidade, eficácia e segurança antes de chegarem ao consumidor.
As medidas reforçam o trabalho de fiscalização da agência para impedir a circulação de produtos irregulares e reduzir riscos à saúde da população.
Trabalho
A saúde mental dos trabalhadores ganhou ainda mais espaço nas relações de trabalho no Brasil. Desde a atualização da Norma Regulamentadora nº 1...
27 de julho de 2026
A saúde mental dos trabalhadores ganhou ainda mais espaço nas relações de trabalho no Brasil. Desde a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou a exigir que empresas adotem medidas para identificar, avaliar e reduzir fatores que possam comprometer o bem-estar psicológico dos funcionários.
Com a mudança, questões como assédio moral, excesso de cobranças, jornadas exaustivas, pressão constante por resultados e ambientes organizacionais prejudiciais passam a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A medida fortalece a prevenção e busca evitar que situações de estresse contínuo evoluam para transtornos mentais ou afastamentos do trabalho.
Gestão de riscos vai além da segurança física
Até então, o foco das normas de segurança no trabalho estava concentrado, principalmente, nos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Agora, os fatores psicossociais também devem fazer parte da rotina de avaliação das empresas.
Isso significa que os empregadores precisam mapear situações que possam afetar a saúde emocional dos colaboradores e desenvolver ações preventivas para minimizar esses impactos.
Metas continuam permitidas
A atualização da NR-1 não impede que empresas estabeleçam metas de produtividade ou façam cobranças por desempenho. O que a norma determina é que essas práticas não ultrapassem os limites do razoável a ponto de gerar sofrimento psicológico, constrangimentos ou pressão excessiva.
Na prática, a fiscalização avaliará se a organização mantém um ambiente de trabalho saudável e se adota mecanismos para prevenir situações de assédio, abuso de autoridade e sobrecarga contínua.
Fiscalização pode exigir comprovação
Durante inspeções, auditores fiscais do trabalho poderão verificar se a empresa identificou os riscos psicossociais existentes e quais medidas foram implementadas para reduzi-los. Dependendo das irregularidades encontradas, poderão ser aplicadas autuações conforme a legislação trabalhista.
A nova exigência reforça uma tendência observada nos últimos anos, marcada pelo crescimento dos afastamentos relacionados à ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos ligados ao ambiente profissional.
Prevenção como prioridade
Especialistas destacam que investir na saúde mental dos trabalhadores não representa apenas uma obrigação legal, mas também uma estratégia para melhorar a produtividade, reduzir o absenteísmo e fortalecer o clima organizacional.
Com a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1, a expectativa é que empresas passem a tratar a saúde emocional dos colaboradores com a mesma importância dedicada à prevenção de acidentes e demais riscos ocupacionais.
Economia
Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita...
26 de julho de 2026
Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita Federal mostram que o volume de encomendas internacionais voltou a crescer de forma expressiva após o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50, indicando uma retomada das compras em plataformas estrangeiras.
O comércio eletrônico internacional voltou a ganhar força no Brasil após a revogação da tributação que incidia sobre encomendas de pequeno valor. Apenas em junho, primeiro mês completo sem a cobrança do imposto sobre compras de até US$ 50, o país recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais, segundo dados da Receita Federal.
O resultado representa um salto significativo em relação aos meses anteriores e reforça que muitos consumidores voltaram a recorrer a sites estrangeiros em busca de produtos com preços mais competitivos.
Na comparação com junho de 2025, quando ainda vigorava a chamada "taxa das blusinhas", o número de encomendas cresceu 118%, passando de 13,02 milhões para 28,36 milhões.
Os dados mostram que a retirada do imposto devolveu competitividade às compras internacionais de baixo valor, especialmente em categorias como roupas, acessórios, eletrônicos, itens de decoração e utensílios domésticos.
Durante o período em que esteve em vigor, a tributação era alvo de críticas por elevar o custo final de produtos considerados populares. Muitos consumidores afirmavam que a cobrança diminuía a vantagem econômica de comprar em plataformas internacionais, tornando diversos itens praticamente equivalentes aos preços praticados no mercado nacional.
Outro ponto frequentemente questionado era a diferença de tratamento entre consumidores que realizavam compras online e viajantes que retornavam do exterior, já que estes continuavam contando com uma cota de isenção para trazer produtos sem o mesmo impacto tributário.
Especialistas avaliam que, mantido o atual cenário, o fluxo de encomendas internacionais deve continuar crescendo nos próximos meses. A expectativa é de que plataformas estrangeiras ampliem novamente sua participação entre os consumidores brasileiros, impulsionadas pelos preços mais competitivos e pela maior oferta de produtos.
Com a retomada das compras, o setor de logística também deve sentir os efeitos do aumento da demanda, exigindo maior capacidade de processamento e distribuição das encomendas que chegam diariamente ao país.