quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Brasil

A+ A-

Em 2025, Forças Armadas vão permitir alistamento militar feminino pela 1ª vez

O serviço militar tem duração de 12 meses, prorrogáveis até o limite de 96 meses.

Icone Calendário

6 de junho de 2024

Icone Autor

(Correio do Estado)

Continue Lendo...

Pela primeira vez na história, as Forças Armadas permitirão a participação das mulheres no alistamento militar para ingresso na carreira de soldado. A decisão foi tomada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em consulta aos comandantes militares, com previsão de entrada das mulheres nas fileiras das Forças em 2026.
Atualmente, as mulheres já têm permissão para ingressar nas Forças Armadas por outros meios, como nas escolas que formam oficiais. Contudo, a participação feminina é restrita, com apenas a Marinha permitindo atuação em áreas mais voltadas para o combate, como a dos fuzileiros navais.
O alistamento feminino será voluntário e, segundo os planos da Defesa, será permitido às mulheres que completem 18 anos em 2025. O modelo será semelhante ao serviço militar masculino, mas sem a obrigatoriedade de se apresentarem às Forças.
Apesar do consenso entre os chefes militares, há divergências sobre a quantidade de vagas a serem reservadas para mulheres, uma questão que será decidida por Múcio. O ministro havia determinado um aumento gradual das vagas reservadas para mulheres até atingir 20% das cerca de 85 mil pessoas que entram no serviço militar anualmente.
O Exército, que detém a maioria das vagas (75 mil), discutiu a proposta de inclusão das mulheres em sua última reunião do Alto Comando, entre os dias 13 e 17 de maio. Segundo relatos, foi sugerido abrir de 1.000 a 2.000 vagas para mulheres em 2025, com prioridade para áreas onde já há presença feminina, como hospitais e bases administrativas.
O objetivo interno é aumentar gradualmente as vagas até alcançar 5.000, número menor do que o proposto por Múcio, pois os 20% representariam 15 mil vagas no Exército. A justificativa é a incerteza sobre quantas mulheres buscarão o alistamento militar e a necessidade de ajustar as instalações para sua chegada.
O serviço militar tem duração de 12 meses, prorrogáveis até o limite de 96 meses. Os jovens ingressam como soldados e, ao término do período máximo permitido, podem deixar as Forças como 3º sargentos.
Há críticas ao serviço militar obrigatório por não formar soldados profissionais, pois os alistados geralmente passam um ano em unidades militares sem desempenhar funções relacionadas à defesa nacional.
A Procuradoria-Geral da República entrou com três ações no Supremo Tribunal Federal pedindo que as barreiras impostas pelas Forças Armadas à participação feminina sejam consideradas inconstitucionais. 
O governo Lula se posicionou contra o fim das restrições, citando questões como a "fisiologia feminina" que poderia afetar o desempenho militar em situações de combate.
A inclusão das mulheres nas Forças Armadas está em evolução, inspirada em experiências de outros países como o Chile, onde há um número significativo de mulheres nas fileiras militares. O ministro Múcio também visitou Portugal para entender como as Forças Armadas locais estão lidando com a questão da diversidade de gênero.

Saúde

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

3 de junho de 2026

Anvisa manda recolher lote de água mineral após identificação de bactéria

 

Continue Lendo...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.

O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.

Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.

A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.

Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.

A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.

A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.

 

Documento

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

2 de junho de 2026

Nova identidade nacional passa a valer para viagens em países sul-americanos

 

Continue Lendo...

Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.

A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.

Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.

Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.

A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.