sábado, 04 de julho, 2026
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Milhões de microempreendedores individuais (MEIs) que acumulam dívidas com a União ganharam uma nova oportunidade para reorganizar a vida financeira. O governo federal lançou ontem, (3) o programa Desenrola MEI, iniciativa criada para facilitar a renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União e incentivar a regularização dos pequenos negócios.
A medida atende um público expressivo. De acordo com dados do governo, cerca de 3,5 milhões de MEIs possuem pendências registradas na Dívida Ativa, acumulando aproximadamente R$ 12,4 bilhões em débitos. Em média, cada empreendedor deve cerca de R$ 4 mil.
O programa foi estruturado para beneficiar microempreendedores com dívidas de até R$ 20 mil, oferecendo condições mais acessíveis para quitar os débitos. Entre as vantagens estão descontos que podem chegar a 70% sobre juros e multas, além da possibilidade de parcelamento em até 145 meses, com parcelas mínimas de R$ 25.
A expectativa é que a iniciativa permita que milhares de empreendedores retomem a regularidade fiscal, condição essencial para manter benefícios do MEI, emitir certidões negativas, acessar linhas de crédito, participar de licitações e continuar exercendo suas atividades sem restrições.
Especialistas destacam que a inadimplência tem crescido entre pequenos negócios nos últimos anos em razão do aumento dos custos operacionais e das dificuldades enfrentadas por muitos empreendedores para manter as contribuições em dia. Com condições mais flexíveis de pagamento, o Desenrola MEI busca reduzir esse passivo e estimular a recuperação financeira do setor.
Além de favorecer os empreendedores, a medida também deve ampliar a arrecadação pública ao incentivar a negociação de dívidas que, em muitos casos, permanecem sem perspectiva de quitação.
Os interessados poderão aderir ao programa por meio dos canais oficiais do governo, observando as regras e os prazos estabelecidos para a negociação dos débitos.
Receita Federal
A partir de 31 de julho, a Receita Federal passará a emitir o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em um novo formato que combina letras e números. A mudança tem...
2 de julho de 2026
A partir de 31 de julho, a Receita Federal passará a emitir o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em um novo formato que combina letras e números. A mudança tem como objetivo ampliar a quantidade de combinações disponíveis para a identificação de empresas e demais pessoas jurídicas cadastradas no país.
A alteração será aplicada exclusivamente aos novos registros realizados a partir dessa data. As empresas que já possuem CNPJ continuarão utilizando a numeração atual, sem necessidade de atualização ou substituição do cadastro.
Segundo a Receita Federal, a adoção do modelo alfanumérico foi necessária diante da aproximação do limite de combinações possíveis no sistema exclusivamente numérico, utilizado desde a criação do cadastro. Com a inclusão de letras, será possível atender à crescente demanda por novos registros nos próximos anos.
A modernização não altera a finalidade do CNPJ, que continuará sendo o principal identificador das pessoas jurídicas perante os órgãos públicos e privados. Da mesma forma, os procedimentos de abertura de empresas e de consulta ao cadastro permanecem os mesmos, mudando apenas a composição do número para os novos inscritos.
A Receita Federal destaca que a transição ocorrerá de forma gradual e não trará impactos para empresas já existentes, garantindo a continuidade das operações e a segurança dos dados cadastrais. A expectativa é que o novo formato assegure a capacidade de emissão de CNPJs por um longo período, acompanhando o crescimento do número de empresas no Brasil.
Números
O acesso à internet continua avançando em ritmo acelerado no Brasil e já faz parte da rotina da grande maioria da população. Em 2025, mais de nove em cada dez...
2 de julho de 2026
O acesso à internet continua avançando em ritmo acelerado no Brasil e já faz parte da rotina da grande maioria da população. Em 2025, mais de nove em cada dez brasileiros com 10 anos ou mais utilizaram a rede, consolidando a internet como uma ferramenta indispensável para comunicação, informação, entretenimento e serviços digitais.
Os dados revelam que aproximadamente 168,7 milhões de pessoas acessaram a internet nos três meses anteriores ao levantamento, representando 90,5% da população nessa faixa etária. O resultado demonstra a continuidade da expansão da conectividade no país, impulsionada principalmente pela popularização dos smartphones e pela ampliação da cobertura de redes móveis.
O telefone celular permanece como o principal meio de acesso. Quase todos os usuários conectados utilizam o aparelho para navegar, enquanto televisores conectados também ganham espaço nas residências brasileiras. Computadores e tablets seguem presentes, mas com participação bem menor no dia a dia dos internautas.
Além do crescimento no número de usuários, o levantamento mostra como os hábitos digitais estão cada vez mais voltados para a comunicação. Chamadas de voz e vídeo aparecem entre as atividades mais frequentes, seguidas pelo envio de mensagens instantâneas, consumo de vídeos, participação em redes sociais e plataformas de áudio, como músicas, rádios e podcasts.
Outro dado que chama atenção é a redução da diferença entre moradores das áreas urbanas e rurais. Nos últimos anos, a distância no acesso à internet caiu de forma significativa, refletindo a expansão da infraestrutura de telecomunicações e a maior disponibilidade de dispositivos conectados em regiões antes menos atendidas.
Mesmo com os avanços, cerca de 17,7 milhões de brasileiros ainda permanecem fora do ambiente digital. Entre os principais obstáculos estão a falta de conhecimento sobre o uso da tecnologia e a percepção de que a internet não é necessária para a rotina dessas pessoas, evidenciando que a inclusão digital ainda representa um desafio para o país.
O estudo também mostra que o celular está presente na vida da maioria da população brasileira. Quase 90% das pessoas com 10 anos ou mais possuem um aparelho próprio. Entre aqueles que ainda não têm um telefone móvel, os principais motivos são a dificuldade para utilizar o equipamento, a falta de interesse e o custo elevado dos dispositivos.
A população com 60 anos ou mais foi o grupo que apresentou a maior evolução no acesso à internet. Embora ainda registre a menor proporção de usuários entre as faixas etárias, os idosos vêm aderindo cada vez mais ao mundo digital, impulsionados pelo uso de aplicativos de mensagens, videochamadas com familiares, serviços bancários e atendimento de saúde à distância.
Os números reforçam a transformação digital vivida pelo Brasil e indicam que a conectividade deixou de ser apenas uma opção para se tornar um elemento essencial da vida cotidiana, influenciando desde as relações pessoais até o acesso à educação, trabalho, informação e serviços públicos.