quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Brasil
Plano de reestruturação dos Correios prevê cortes de despesas, fechamento de agências e mudanças em planos de saúde e previdência para reduzir déficit.
29 de dezembro de 2025
Idest
Os Correios divulgaram nesta segunda-feira (29), em Brasília, um plano de reestruturação que prevê o fechamento de cerca de mil agências próprias e a adesão de até 15 mil funcionários a programas de demissão voluntária até 2027. As medidas buscam reduzir os déficits enfrentados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) desde 2022.
O fechamento previsto corresponde a aproximadamente 16% das cerca de 6 mil unidades próprias da estatal em todo o país. Segundo a direção dos Correios, a medida pretende gerar uma economia de R$ 2,1 bilhões e será implementada sem descumprir o princípio da universalização do serviço postal. O presidente da empresa, Emmanoel Rondon, afirmou que a reestruturação será conduzida de modo a garantir a cobertura nacional exigida por lei.
Além do fechamento de agências, o plano prevê dois programas de demissão voluntária (PDVs), um em 2026 e outro em 2027, para reduzir o número de funcionários em 15 mil. Com essas ações e outras medidas, os Correios esperam cortar R$ 5 bilhões em despesas até 2028, incluindo a venda de imóveis com estimativa de arrecadação de R$ 1,5 bilhão.
O plano também contempla ajustes nos planos de saúde e previdência dos empregados, com redução nos aportes realizados pela estatal. Segundo a direção, essas mudanças visam tornar os benefícios financeiramente viáveis para a empresa. A expectativa é reduzir em R$ 2,1 bilhões ao ano as despesas com pessoal.
Para reforçar o caixa, a companhia contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos na última semana. No entanto, ainda busca recursos adicionais para equilibrar as contas em 2026. A partir de 2027, está em análise a possibilidade de abertura de capital, transformando a empresa em sociedade de economia mista.
De acordo com a direção dos Correios, as dificuldades financeiras se intensificaram com a digitalização das comunicações e o aumento da concorrência no setor de comércio eletrônico. O déficit registrado em 2025 chega a R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano, e o patrimônio líquido está negativo em R$ 10,4 bilhões. O cenário é semelhante ao de outras empresas postais internacionais, que também enfrentam prejuízos devido a mudanças no mercado.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.